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Mostrando postagens com o rótulo Patrimônio

Padres Redentoristas em Cachoeira

A Igreja Santo Antônio é um dos cartões-postais de Cachoeira do Sul, verdadeira joia que brotou do gênio do arquiteto alemão José Lutzenberger. Projeto do convento e Igreja de Santo Antônio - arquiteto José Lutzenberger - extraído da publicação Suplemento do Santuário de Aparecida, 1944 Há 70 anos, mais precisamente em fevereiro de 1944, dez anos depois do começo das obras de construção da igreja, tiveram início os trabalhos de conclusão das torres, execução da Companhia Construtora e Organizadora Industrial S.A., que na mesma época estava levantando o prédio que serviria como nova agência do Banco do Brasil, na Rua Sete de Setembro, onde depois funcionou o Clube Independente. Igreja Santo Antônio com as torres ainda inconclusas, vista interior do templo e tomada do Colégio Imaculada Conceição - Suplemento do Santuário de Aparecida, p. 203, 1944 A vinda dos redentoristas para Cachoeira foi um dos marcos da expansão da ordem no Rio Grande do Sul, pois até então eles ...

Um muro no local do "theatro velho"

O primeiro teatro de Cachoeira, o Cachoeirense, foi inaugurado em 1830. Trinta e um anos depois foi construído ao seu lado o prédio da Casa de Câmara e Cadeia, atual Paço Municipal. Paço Municipal (1864) e Teatro Cachoeirense (1830)  - foto recuperada por Martinho Schünemann - fototeca Museu Municipal Sabe-se pouco da história do teatro. Mas chama a atenção o fato de que teria sido mandado construir pelos comerciantes da pequena Vila Nova de São João da Cachoeira e que sua capacidade era para acomodar 500 espectadores! No final do século XIX o prédio teria sido demolido, sem que haja muita clareza a respeito do que de fato aconteceu. O seu lugar foi ocupado por um grande jardim que atualmente dá acesso às instalações do Gabinete do Prefeito e outros departamentos municipais. Vista aérea do Paço Municipal, vendo-se o jardim que dá acesso ao Gabinete - foto Robispierre Giuliani Eis que um contrato celebrado entre a Intendência Municipal e o construtor ...

Impasses do Paço

A obra de construção da Casa de Câmara, Júri e Cadeia, nosso Paço Municipal, que agora está em franco processo de recuperação do telhado e suas estruturas para posterior processo integral de restauração, teve início no ano de 1861. O empreiteiro da obra foi Ferminiano Pereira Soares, reconhecido construtor de sua época, vereador e proprietário de uma das áreas que a Câmara Municipal adquiriu para erguer o prédio. Paço Municipal em foto do início do século XX - fototeca Museu Municipal Obra desse vulto logicamente sofreu alguns impasses. Mas o que não se esperava é que terminasse sem ter o empreiteiro recebido integralmente os valores que lhe eram devidos pela Câmara, a ponto de o próprio Ferminiano ter escrito aos vereadores solicitando a quitação da dívida! Mas acabou morrendo sem ver a cor do dinheiro! Com seu falecimento, ocorrido no mesmo ano em que a Casa de Câmara, Júri e Cadeia começou a ser usada - 1865 - a viúva seguiu fazendo a cobrança... Esta história s...

Gabinete do Intendente

O Gabinete do Intendente, sala localizada no interior do prédio do Paço Municipal, não foi projetado originalmente para integrar as dependências da então Casa de Câmara e Cadeia, construção do ano de 1864.  Naquela época, os municípios eram governados pelas Câmaras Municipais, representadas pelos vereadores. A figura do Intendente, ou chefe do Executivo, só foi aparecer depois da proclamação da República. Sendo assim, aquela sala não poderia ter sido pensada no projeto original. Pairava então a dúvida: quando ela teria sido construída e por quem?  Todas as respostas foram encontradas! O encadernado do fundo Intendência Municipal, indexado como IM/GI/AB/C-003, em suas folhas 65, 65v. e 66, traz o contrato firmado entre a Intendência Municipal, representada pelo Intendente Annibal Lopes Loureiro, e o arquiteto José Mariné, datado de 7 de janeiro de 1921, para a "construcção d'um quarto no edificio da Intendencia para nelle funccionar o gabinete do intendente". A cláu...

Patrimônio Cultural

Na oportunidade em que a UFPEL realiza em nossa cidade, na UAB, o curso de extensão Patrimônio Cultural e Memória, divulgamos parte  de um ofício circular enviado pelo Barão de Muritiba, por determinação de D. Pedro II, em 13 de fevereiro de 1856, solicitando transcrições de inscrições estampadas nos monumentos públicos. Nesse documento, o Barão indica como a cópia deveria ser feita: ... trate de obter e remeter à Biblioteca Nacional, as inscrições que são estampadas nos monumentos públicos de todo o Império, compreende-se as inscrições sepulcrais das Igrejas, devendo ser acompanhados de indicação relativo aos lugares e aos mesmos monumentos e de notícias que lhes sejam concernentes, e possam interessar; havendo o maior cuidado e escrúpulo, para que tais transcrições sejam feitas com a mais perfeita exatidão no idioma em que se acham, conservando-se os seus próprios caracteres... Fonte: CM/DA/Ofícios - Caixa 6