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Despesas da Câmara com o 7 de Setembro

Desde que a Independência foi decretada por D. Pedro I, no dia 7 de setembro de 1822, junto ao riacho Ipiranga, em São Paulo, a data passou a ser reverenciada todos os anos. Cabia às Câmaras Municipais das vilas incentivarem os seus moradores a iluminarem suas casas e participarem das celebrações religiosas de exaltação do 7 de setembro. Em Cachoeira não foi diferente. No ano de 1857, nas comemorações dos 35 anos da Independência do Brasil, a Câmara Municipal deixou em seus registros documentais a relação das despesas que efetuou com os atos solenes no município. Os lançamentos das despesas foram feitos no livro CM/Po/RD/DD-001, cuja abertura traz a seguinte informação de seu conteúdo: Abertura do livro CM/Po/RD/DD-001 - 14-2-1851 (Início da transcrição da abertura do livro CM/Po/RD/DD-001): Este livro he o segundo q' ha de servir para registo geral da Camara Municipal, e dos documentos q' acompanhão as contas, o qual he numerado e rubricado com a minha rubrica q' diz = Leá...
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Romeu e Julieta

Romeu e Julieta, do escritor inglês William Shakespeare, é uma peça teatral que trata do romance de dois jovens oriundos de famílias inimigas e que tem um desfecho trágico. A peça foi escrita entre os anos de 1591 e 1595 e consegue se manter atraente através dos séculos. Encenada nos palcos de todo mundo, Romeu e Julieta também ganhou as telas de cinema a partir de 1901, que consta ser o ano da primeira versão cinematográfica em curta metragem, dirigida pelo francês Georges Méliès. Nos próximos anos daquela primeira década dos 1900, surgiram outras versões, sendo muito provavelmente uma delas exibida na Cachoeira de 1912. Atraía muito público naquela época, em Cachoeira, o Cinema Familiar, empreendimento que havia sido inaugurado em 1910 pelos irmãos Pohlmann: José Albino e Renoardo. Com a saída de Renoardo da sociedade familiar, entrou como sócio de José Albino Pohlmann o cidadão Felipe Moser. Cinema Familiar - 1910 - Fototeca Museu Municipal - aperfeiçoado com IA por Renato Thomsen P...

Terreno junto ao arroio Amorim

Em 1891, Anna Gomes Moreira de Carvalho, possuidora de uma chácara no Alto do Amorim, devidamente documentada, envolveu-se numa questão com a administração municipal  que requeria uma porção do terreno da dita chácara para utilidade pública. Ilustração feita com auxílio da IA  Para resolver o problema, a proprietária da chácara enviou um requerimento aos membros da junta administrativa da época. Requerimento de Anna Gomes Moreira de Carvalho - 8/8/1891 - JM/OF/CR-Cx. 1 (Início da transcrição do requerimento, código JM/OF/CR-Caixa 1, datado de 8/8/1891) Cidadão Presidente e mais Membros da Intendencia Municipal Anna Gomes Moreira de Carvalho, é senhora e possuidora de uma chacara, sita nos suburbios desta Cidade em vírtude de escriptura primitiva de doação dactada de 1820, e, successivamente por compra á Antonio Vicente da Fontoura e sua mulher, os quaes tambem compraram, dita chacara, á João Francisco Ilha e Silva e sua mulher; sendo, finalmente, doada á suppe. a mesma chacara...

A quarta substituição

Em um tempo em que as substituições de jogadores de futebol em partidas oficiais só poderia atingir o número de três, em Cachoeira do Sul aconteceu a ousadia de uma quarta. Vejamos como e quando aconteceu este fato inédito. A postagem foi sugerida pelo pesquisador Luís Cláudio Martins Pedroso, coordenador do Projeto Chuteira de Ouro. O ano era 1996. O Grêmio Esportivo São José, de Cachoeira do Sul, disputava a "Segundona" do Campeonato Gaúcho de Futebol, nome popular da Divisão de Acesso, ou seja, o trampolim para a Série A, campeonato anual em que participam os melhores times do futebol gaúcho. Escudo do Grêmio Esportivo São José - Imagem Pinterest No domingo, 4 de agosto de 1996, o São José enfrentou e venceu, por 2 x 0, o Esporte Clube Pinheiros, de Taquari, chegando ao terceiro lugar na chave Centro/Sul da Segundona. Até aí tudo bem. No entanto, um fato inusitado pôs em cheque a vitória do "Zequinha" que, com aquele resultado, recuperava-se de uma derrota e um e...

Arquivo Histórico: instituição municipal de confiança da comunidade

Uma instituição comprova a sua eficácia quando conquista a confiança da comunidade. Após 39 anos de história de dedicação à guarda, preservação, estudo e disponibilização de acervos documentais relativos à vida político-administrativa do Município, de acervo de imprensa e de arquivos particulares, o Arquivo Histórico do Município de Cachoeira do Sul "Carlos Salzano Vieira da Cunha" teve a honra de ser o destinatário de importantes acervos numa data tão especial. Trata-se de documentos históricos da CACISC - Câmara de Agronegócio, Comércio, Indústria e Serviços e da Câmara de Vereadores de Cachoeira do Sul que, no dia 5 de agosto, assinaram termos de transferência/doação de acervos.  A CACISC, através de seu Presidente Rafael Vargas de Quadros, comprometeu-se a transferir, "em caráter definitivo e irrevogável" acervo "constituído por documentos históricos, administrativos, contábeis, fotográficos e demais materiais relacionados às atividades da entidade, de rele...

João Minssen no Arquivo Histórico

O Arquivo Histórico do Município de Cachoeira do Sul "Carlos Salzano Vieira da Cunha", instituição mantida pela Secretaria Municipal de Cultura, está prestes a comemorar os seus 39 anos, que serão completados no dia 5 de agosto. Sua história remonta a 1909, quando a documentação guardada nos antigos arquivos da Intendência ainda não possuía uma organização, tampouco gozava da proteção merecida, ainda que resguardasse os primeiros registros históricos feitos em 1820, ano inaugural da história político-administrativa cachoeirense.  Naquele ano de 1909, Aurélio Porto foi designado pelo intendente Isidoro Neves da Fontoura para organizar a seção de Estatística e Arquivo. É desse historiador, portanto, a primeira organização arquivística, legando um volume manuscrito por ele que lista, por origem e data, todos os documentos preservados até então. Este volume é denominado "copiador" e se presta como fonte importante de consulta. Termo de abertura do livro organizado por A...

João Gerdau

Um dos grandes nomes da indústria no Rio Grande do Sul, sem dúvida, é o do imigrante alemão João Gerdau. Assentado na Colônia Santo Ângelo, no interior da Vila Nova de São João da Cachoeira, João Gerdau deu início a uma trajetória que o levaria a construir um império industrial, o Grupo Gerdau. Mas antes disto acontecer, muitos foram os seus empreendimentos, assim como as suas mudanças sempre atrás de crescimento não só pessoal, quanto material. João Gerdau - Wikipédia Em 1869 ele chegou à Colônia Santo Ângelo, proveniente da terra natal, Hamburgo. Lá abriu a sua casa comercial e depois uma fundição. Os negócios não pararam por aí e, ainda na colônia, estabeleceu a companhia de colonização em sociedade com outros investidores.  Em 1883, João Gerdau trocou a colônia pela cidade da Cachoeira, abrindo uma loja na principal rua, a 7 de Setembro, bem próximo da Praça José Bonifácio e dos bons negócios facilitados pela existência ali do Mercado Público. Antiga casa de João Gerdau, depois...