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Postagens

Dia dos Namorados - correio elegante

Dizem que a origem do Dia dos Namorados, no Brasil, foi uma jogada de marketing do publicitário João Dória para alavancar as vendas do comércio no fraco mês de junho. O dia escolhido, 12, apropriadamente antecede o 13 de junho, dedicado ao casamenteiro Santo Antônio, e o ano era 1948. Portanto, há 78 anos este dia é comemorado, redimensionando desde então as vendas do comércio em junho. Pois há nos Arquivos Particulares do Arquivo Histórico uma coleção de postais antigos, todos da década de 1920, que parecem, aos olhos de hoje, muito apropriados para casais enamorados. No entanto, eles antecedem a instituição do Dia dos Namorados, sendo, portanto, destinados para troca de correspondência ou para cumprimentos em datas especiais e não necessariamente envolvendo apenas casais.   Naqueles tempos, a comunicação se dava muito por cartas e bilhetes, sendo os cartões-postais recurso muito utilizado. A indústria gráfica tirava bastante proveito da prática de comunicação com o uso deste...
Postagens recentes

Série 400 anos das Missões: a Aldeia

Cachoeira deve sua conformação urbana ao estabelecimento de uma aldeia de indígenas catequizados pelos jesuítas espanhóis e localizada  nas proximidades do rio Jacuí. Restam desse período nebuloso de nossa história, quando foram protagonistas os indígenas, pelo menos duas definitivas heranças que se conservam até hoje: o nome Aldeia, para o lugar do seu assentamento, e o nome Cachoeira, advindo do convívio diário com as pequenas quedas d'água que movimentavam o leito do Jacuí naqueles tempos. Cachoeiras no Jacuí - MMEL Recuperar os nomes desses indígenas primitivos é tarefa quase impossível. No entanto, vez ou outra a documentação custodiada pelo Arquivo Histórico, cujo marco inicial é 5 de agosto de 1820, revela algumas pistas dos ocupantes da Aldeia. Em 1850, quando o engenheiro João Martinho Buff foi contratado para elaborar o primeiro mapa de Cachoeira e solicitou a todos os proprietários que apresentassem os seus títulos de posse para a devida comprovação e elaboração de um ca...

Carnê comercial da VI Festa Nacional do Trigo

Instituições de memória são frequentemente procuradas por pessoas que guardam consigo itens relacionados ao passado e que, previdentemente, não dão a eles o destino mais comum e injusto: o lixo. Recentemente, chegou ao Arquivo Histórico uma doação de jornais locais e de Porto Alegre versando sobre as terceira, quarta e quinta edições da FENARROZ, já repassados ao Museu Municipal para comporem o importante acervo relacionado ao nosso maior evento. Junto aos jornais havia uma inédita publicação da qual não se conhecia outro exemplar. Trata-se do CARNET COMERCIAL DA VI FESTA NACIONAL DO TRIGO, realizada em Cachoeira do Sul nos dias 20, 21 e 22 de outubro de 1956. A publicação é um folheto com reclames comerciais de empresas cachoeirenses e de outros municípios do Estado, com destaque para saudações aos triticultores do Rio Grande do Sul assinadas pelo governador Ildo Meneghetti e por Leonel Brizola, prefeito de Porto Alegre.  O folheto foi realização e responsabilidade de Marbe Ramond...

Série: 400 anos das Missões

São de autoria do historiador cachoeirense Aurélio Porto os volumes III, IV e V da publicação "Jesuítas no Sul do Brasil", uma obra referencial em seis volumes sobre a história das Missões e o trabalho de evangelização que os padres jesuítas procederam com os indígenas, organizada pelo Padre Luís Gonzaga Jaeger.  Os volumes III e IV da publicação, que tratam da "História das Missões Orientais do Uruguai"*, são hoje considerados itens de colecionadores, tal a raridade. O Arquivo Histórico, por transferência de acervo feita pelo Museu Municipal, possui estes volumes e deles podem ser extraídas as primeiras observações sobre tão vasto e importante legado missioneiro que alcança os 400 anos de história.  Os dois volumes que hoje integram o acervo bibliográfico do Arquivo Histórico foram impressos pela Livraria Selbach, de Selbach & Cia., em Porto Alegre, constituindo partes da segunda edição feita em 1954. Aurélio Porto já era então falecido.  Volumes II e III de Hi...

Os possantes Ford V8 - comprovados pelo Passado, aperfeiçoados para o Futuro

O famoso Ford V-8, ano 1936, chegou a Cachoeira através da revenda de Prudêncio Schirmer. Naquele tempo,  as fotografias eram raras na imprensa, mas havia litografias em profusão. Este recurso foi  muito difundido em jornais e revistas e os modelos foram reproduzidos nos mais diferentes lugares em que a Ford chegava com seus veículos. Em Cachoeira, o revendedor publicou nas páginas de  O Commercio  uma sucessão dessas peças publicitárias para divulgar entre os cachoeirenses o novo e cobiçado automóvel.  Anúncio de 22/1/1936 - jornal  O Commercio , página 3 No primeiro anúncio veiculado, Prudêncio Schirmer avisava que o automóvel estava em exposição na sua Agência Ford, localizada na Rua Saldanha Marinho, 1393. No texto, o apelo publicitário capaz de atrair o olhar dos abastados cachoeirenses que podiam adquirir a preciosa máquina: (Início da transcrição) Novo! - mas nada de experimental, nada que não possua valor incontestavel... Evolução natural do modelo ...

Clube José do Patrocínio

Cachoeira teve, no início do século, um clube voltado à celebração e assistência do elemento negro da sociedade que tomou por nome o do jornalista e líder abolicionista José do Patrocínio. Provavelmente fundado após a morte do patrono, ocorrida em 29 de janeiro de 1905, o Clube José do Patrocínio anunciava na imprensa que promoveria um espetáculo em benefício do seu presidente Geminiano Moura, "que se achava enfermo e em condições precárias", conforme noticiou O Commercio  em sua edição do dia 9 de maio de 1906.  José do Patrocínio - https://www.historia.uff.br/intelectuaisnegros/node/14 Anúncio no O Commercio , 9/5/1906, p. 2 Ora, naqueles primeiros anos da década de 1900, o local para espetáculos em Cachoeira era o Teatro Municipal, administrado pela Intendência. Assim, com o intuito de obter permissão para levar à cena o espetáculo pretendido, o 1.º secretário do Clube, Benedicto Netto dos Santos, redigiu um requerimento e o encaminhou ao Vice-Intendente em exercício, ...

O Dia do Trabalho

"O dia 1.º de maio, como sempre, é uma data bastante cara para nós todos, pois que, neste dia, homenageia-se o operariado, o braço forte da nação, a fonte propulsora de todo o progresso e todos os inventos do universo. Quem não é operário neste mundo? Patrões e empregados, todos são operários, pois todos trabalham em prol de um mesmo desiderato, de uma mesma finalidade, qual seja a manutenção comum, pois que sem ela ninguém poderá viver."  Com estas considerações o jornal O Comércio introduziu a matéria de primeira página da edição do dia 3 de maio de 1950, intitulada Atingiram a um brilho excepcional as comemorações do Dia do Trabalho realizadas 2.ª feira. Por ela tem-se a dimensão do quanto o Dia do Trabalho era reverenciado e valorizado. Jornal \O Comércio , 3/5/1950, primeira página (Início da transcrição)   Na Liga Operária As comemorações na Liga Operária Cachoeirense, com sede à rua S. Marinho, estiveram excepcionalmente brilhantes e de alta significação. Em primeiro l...