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Abaixo-assinado por um mercado público

O Mercado Público que existia no coração da Praça José Bonifácio foi uma grande conquista para a cidade da Cachoeira quase no final do século XIX. Comerciantes, produtores, prestadores de serviço e consumidores se beneficiaram do conjunto de opções ofertadas num único local. Mas não foi só para a economia que a construção do mercado causou efeitos positivos. Também para a urbanidade a sua construção foi um divisor de águas. A outrora despovoada e praticamente abandonada Praça José Bonifácio, cujo terreno servia de pasto para animais e eventuais armações de circos, passou a ter tratamento paisagístico a partir da edificação do mercado. A obra, inaugurada em 30 de setembro de 1882, deu nova feição ao coração da cidade. Mercado Público - Fototeca Museu Municipal Um documento de 1.º de outubro de 1881 apresentado aos vereadores por três cidadãos, solicitava, com justificativas, a construção de um mercado que, além das suas conveniências, promoveria a recuperação da mal cuidada Praça José B
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Os submarinos

Às vésperas das comemorações do Dia da Criança, nada melhor do que ler um texto que mesmo sendo centenário, ainda hoje encanta e ressalta uma das características mais sublimes da infância: a inocência! Os submarinos  foi publicado no jornal O Commercio do dia 5 de janeiro de 1921, assinado por alguém que utilizava o pseudônimo X. X. Os submarinos O banho que eu aqui descrevi, ha dias, e em que tomaram parte, na chacara do "Bom Retiro", á beira do Parahyba, a joven d. Florinda e o seu travesso Alfredinho, trouxe-me á memoria, naturalmente, uma encantadora anedota de guerra, que eu li ou ouvi contar não sei como nem onde. Á margem de um rio claro e pouco profundo, tomavam banho, uma tarde, sete ou oito creanças, de quatro a nove annos, entre as quaes uma menina, a Lili, irmã do Armindinho, que era, no grupo, o mais insupportavel e barulhento. Com a innocencia peculiar á idade, apresentavam-se todos despidinhos, nadando, mergulhando, pulando como um bando de golphinhos irrequiet

Adeus, Guarany!

O Guia Geral do Município de Cachoeira do Sul, organizado por José Pacheco de Abreu em 1963/1964, traz em sua página 18 um anúncio do Hotel Guarany: Guia Geral do Município de Cachoeira do Sul , de José Pacheco de Abreu (1963/1964) Hotel Guarany - de - ARTHUR MENEGHELLO Situado no ponto mais central da cidade, dispondo de excelentes acomodações, com água corrente em tôdas as suas dependências e com banhos quentes e frios, oferece todo confôrto aos senhores viajantes e exmas. famílias. DIÁRIAS COM OU SEM REFEIÇÕES -o- Rua Julio de Castilhos, 118 - Fone 212 CACHOEIRA DO SUL - R. G. do Sul O Hotel Guarany foi sucessor do Hotel Savoia, do mesmo proprietário Arthur Meneghello, na Rua Júlio de Castilhos, 118 e anteriormente 90, localização apropriada em razão da proximidade da estação ferroviária. Hotel Savoia - Cachoeira Histórica e Informativa, p. 52 (1943) Hotel SAVOIA - de - ARTHUR MENEGHELLO RUA JULIO DE CASTILHOS, nº 90 Telefone 212 CACHOEIRA Rio Grande do Sul Quartos espaçosos e higie

Ainda sobre o centenário da Hidráulica Municipal

O acontecimento da inauguração da Hidráulica Municipal, ocorrido em 20 de setembro de 1921, teve grande repercussão pela relevância da obra para a cidade.  Às vésperas, o intendente Annibal Loureiro encaminhou convite ao presidente e membros do Conselho Municipal (equivale hoje à Câmara de Vereadores) para que se fizessem presentes aos atos inaugurais: Illm.º Snr. Presidente e mais membros do Conselho Municipal. Tenho o prazer de convidar-vos para assistirdes á inauguração da Hydraulica Municipal, que se realizará amanhã ás 15 horas, no recinto a rua D. Luiza e das obras de remodelação do Mercado Publico, ás 17 horas. Para maior solemnidade desses actos, espero o vosso comparecimento. Saúde e fraternidade. Annibal Loureiro Intendente Municipal. Convite aos conselheiros municipais - 19/9/1921 - IM/CM/SE/CR - Cx. 9 No dia da inauguração, o jornal O Commercio  deu a seguinte notícia, à página 2: Inauguração das obras hydraulicas para o abastecimento d'água á cidade   Inauguram-se hoje

Desapareceu o sorriso!

 Porque desappareço do cenario da "vida" Sinto que se me vão fugindo as forças. Falta-me a illusão da vida. Ha quasi doze mezes, quando appareci aos olhos da população local, avida de novidades, eu era uma criança loura, cheia de esperanças. Trazia o enthusiasmo que domina os corações fortes, os corações engrandecidos pela ambição justa de ser famoso, popular e bemquisto. Vaguei num  mar de rosas sem espinhos. Por muito tempo eu fui a attenção das tardes domingueiras, quando os cafés regorgitavam de commentarios. Sempre fui um sorriso amavel. Hoje, porém, derradeira vez que me animo a vir à rua, trago nas minhas paginas um rictus de colera, um desfallecimento visivel e um desprezo enorme pelos que me envenenaram. - Porque? - direis vós! - Pensaes acaso que possaes viver sem alimento algum? Pensaes que podereis andar sorrindo, quando vosso estomago se comprime sobre o vácuo que produz a fome? - De certo, não! Eis tambem porque não posso mais encher as ruas com as estridulas ri

Arquivo e Museu: parceria entre instituições co-irmãs

Arquivos e Museus são instituições co-irmãs, pois ambas têm em comum o nobre objetivo de preservarem a memória histórica. Felizes são os munícipes que podem contar com sua existência, pois através delas legarão às gerações futuras os registros de seus feitos.  Cachoeira do Sul viu nascer primeiro o Museu Municipal, em 1978, e dele, 19 anos mais tarde, o Arquivo Histórico. Apesar das especificidades de cada um, Arquivo e Museu amparam-se mutuamente, pois do primeiro espera-se a comprovação documental do que o segundo apresenta à comunidade na forma de exposições, dentre outras atividades próprias de sua natureza. Na semana finda, retomando o necessário e imprescindível intercâmbio, reuniram-se integrantes do Arquivo Histórico com a diretora Gisele Wommer e parte da equipe técnica do Museu Municipal, em sua sede, para análise e definição de acervos. Entre 2009 e 2012, as duas instituições já haviam definido que o acervo de imprensa seria custodiado pelo Arquivo Histórico e as fotografias

1983 - Contratos para o Plano Diretor

Há quase 40 anos, quando o Plano Diretor que ainda vige foi instituído, a Prefeitura Municipal celebrou contrato de serviços técnicos com dois arquitetos, sendo um deles o que agora foi recontratado para a sua atualização: André Fernando Müller. Segundo notícia do Jornal do Povo , edição de 24 de agosto de 2021, André Müller era um jovem arquiteto de 28 anos quando foi convidado pelo ex-prefeito Julio Cezar Caspani, em 1981, para - junto com a colega de profissão Elizabeth Thomsen - trabalhar na criação do Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano de Cachoeira do Sul (PDDU). Pai, portanto, do Plano Diretor, André Müller, agora com 67 anos, terá um reencontro com o passado.  Pois no acervo documental do Arquivo Histórico, dentre a documentação que já foi repassada da Prefeitura Municipal para constituir um fundo com o nome do modelo administrativo em vigor, há um encadernado intitulado Livro de Contratos - 1978 a 1984 - N.º 5 , em que foram lavrados os contratos de serviços técnicos dos a