Corria o ano de 1886. O delegado de Polícia necessitava mandar proceder a uma necropsia no cadáver de um homem chamado João da Luz, mas necessitava de dois instrumentos para o procedimento: um serrote de costas e um podão. Imagem gerada por Gemini IA Uma rápida busca nos sites de pesquisa sobre o tipo de instrumental utilizado em exames de exumação oficial no século XIX, ou seja, as que eram procedidas de forma legal por se relacionarem a processos judiciais ou para troca de túmulos, aponta para os seguintes instrumentos: escalpelos e facas de cartilagem, usados para incisões profundas e exposição dos órgãos internos; serras de amputação e de crânio; costótomos, tesouras ou pinças para abrir o tórax e cortar as costelas, e trocartes primitivos, instrumentos pontiagudos e ocos para aspiração de gases e fluidos da decomposição. Estes instrumentos geralmente vinham acondicionados em estojos de madeira, preferencialmente mogno, que o legista carregava consigo para o necrotério ou cemitério...
O ofício de professor é um dos mais exigidos dentre as profissões. Por requerer muita dedicação, empenho e constante atualização, bem como por necessitar de capacitação que permita aproximação e entendimento das necessidades dos alunos, sua missão é frequentemente comparada ao sacerdócio. E foi sempre assim, independente dos tempos de seu exercício e dos recursos que estivessem à sua disposição. Ao professor também deve ser estendida a compreensão de seus limites, angústias, inquietações. Sua profissão tem sido desvalorizada e os efeitos disso se fazem sentir nos resultados alcançados. O caso que o parecer emitido por um juiz de paz do interior da cidade da Cachoeira, em 6 de janeiro de 1879, mostra o quadro que se apresentou numa escola pelo cansaço e desmotivação de seu professor: Parecer do Juiz de Paz (6/1/1879) - CM/S/SIP/Parecer - Caixa 23 Início da transcrição do parecer arquivado em CM/S/SIP/Parecer - Caixa 23: Ao terminar o anno q’ estive em efectivo exercicio do cargo de Juiz...