As celebrações de Páscoa sofreram muitas transformações ao longo do tempo, mas os praticantes dos cultos religiosos, pranteando a morte e celebrando a ressurreição de Cristo, seguem encontrando sentido em participar de cultos, adorações e cerimônias. Em 1916 o cenário era outro. O jornal O Commercio, mais uma vez, é o veículo para nos levar a uma viagem no tempo. (Início da transcrição) Tiveram numerosa assistencia de fieis as cerimonias religiosas effectuadas na igreja matriz, em commemoração da semana santa. A' tardinha de sexta-feira da paixão, 21 do corrente, reuniram-se muitos fieis na Praça da Conceição, d'onde, ás 5 1/2, sahiu a procissão, sendo carregadas as imagens de Jesus Christo, no esquife, e a de N. S. das Dores, em andor. A banda musical Estrella Cachoeirense tocou funeral durante a procissão, que, constituida de grande massa popular, percorreu trechos das ruas Conde de Porto Alegre, 7 de Setembro, 7 de Abril, Moron, General Portinho e 15 de Novembro, volvendo...
Em tempos em que a cidade necessita da balsa para transpor o Jacuí em razão das obras na Ponte do Fandango, importante lembrar que o passado está pleno de experiências envolvendo este tipo de transporte e que as condicionantes do presente acabaram por fazer dele uma saída viável. Desde tempos muito remotos na história de Cachoeira que as balsas têm sido utilizadas e os serviços ligados a ela controlados pela administração municipal. Igualmente a contratação da construção, manutenção e supervisão dos serviços ficavam a cargo da municipalidade. Em 1909, a Intendência Municipal, tendo à frente o Coronel Isidoro Neves da Fontoura, firmou contrato com o construtor Ricardo Kellermann, que havia prestado o mesmo tipo de serviço à municipalidade da vizinha Rio Pardo, para que construísse uma barca do tipo caverna e movida a vapor às expensas dos cofres municipais. Os termos do contrato, lavrado pelo então secretário Jacintho Godoy Gomes, que viria a se tornar um dos mais famosos psiquiatr...