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Boas festas!

A Equipe do Arquivo Histórico deseja um feliz Natal, esperando contar com sua companhia em todos os dias do ano de 2023.  Boas festas!
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Chalés e casas mistas, não!

Cachoeira, 1961. O prefeito Moacyr Cunha Roesing* precisou disciplinar as construções que estavam sendo erguidas na cidade, especialmente no que se referia à edificação de prédios mistos ou integralmente de madeira nas principais vias de então.  Aquele início da década de 1960 estava apresentando um crescimento urbano bastante acentuado, embora as ruas da cidade ainda carecessem de muitas melhorias. Na imprensa local, várias notas sobre problemas de toda ordem. No entanto, o progresso já se fazia associar a construções de alvenaria, de estruturas mais sólidas e recomendadas pelos novos padrões urbanísticos que se estabeleciam. Vista aérea do centro no tempo do prefeito Moacyr C. Roesing - MMEL Moacyr Roesing, no segundo ano de mandato, precisava atacar várias frentes e para isto contava com seu plantel de secretários, dando bastante trabalho especialmente para o de Obras e Viação, Dr. Bruno Jalfin, a quem estava afeito o cumprimento do disposto, bem como a administração e solução das e

Praça arrendada?

As praças são espaços públicos, para convivência, lazer e descanso das populações urbanas. Como são locais abertos e normalmente com tratamento paisagístico, privilegiando a natureza, como jardins e arborizações, raramente possuem edificações que, quando existem, têm a finalidade de atender necessidades básicas da população ou a manutenção do espaço.  Chama atenção que, em Cachoeira, houve a tentativa de arrendar uma praça. Trata-se da Praça Borges de Medeiros, a popular "Praça da Caixa d'Água". Em 2 de dezembro de 1929, a Intendência Municipal publicou um edital para arrendá-la, incluindo na negociação a casa existente. Praça Borges de Medeiros - foto de 1927 - Acervo MMEL Praça Borges de Medeiros fechada a muros - frente para a Rua Júlio de Castilhos - Acervo Claiton Nazar Dizia o edital, que foi publicado no jornal O Commercio , edição do dia 4 de dezembro de 1929, à página 4: Intendencia Municipal EDITAL Praça Dr. Borges de Medeiros Arrendamento da Praça, inclusive a

O grito do penta!

O Brasil, que é considerado o país do futebol, está vivenciando os dias de euforia com a sua seleção na Copa do Mundo do Catar. Agora vai em busca do hexacampeonato mundial de futebol exatos 20 anos depois da conquista do penta! É até o momento o único país que já venceu o certame por cinco vezes. Em 30 de junho de 2002, em Yokohama, no Japão, final da Copa do Mundo Coreia/Japão, o Brasil venceu a Alemanha por 2 X 0, dois gols feitos por "Ronaldo Fenômeno", titular da camisa nove da Seleção Brasileira. Como aconteceu anteriormente, por ocasião das conquistas das copas de 1958, 1962, 1970 e 1994, o país ficou em festa, não sendo diferente em Cachoeira do Sul. O Jornal do Povo,  de 1.º de julho de 2002, fez o registro das comemorações do pentacampeonato com uma edição especial. A manchete de capa estampou o capitão Cafu erguendo a taça, uma das imagens mais emblemáticas daquele evento, com a manchete "Obrigado, Brasil". No editorial, sob o título "Ah, o futebol&q

Dia da Bandeira do Brasil

Em 1934 foi organizada a unidade do 2.º Batalhão de Pontoneiros em Cachoeira. No dia 19 de novembro de 1935, Dia da Bandeira, foram reunidos os militares integrantes da unidade para uma conferência do Capitão Aurélio Lira. Na sua manifestação, o capitão contou a história da concepção da Bandeira Nacional, comemorando em sua fala o fato de ser a primeira vez que os soldados e oficiais do 2.º Batalhão de Pontoneiros reuniam-se para celebrar a data. Abaixo, uma síntese da conferência do Capitão Aurélio Lira, cuja publicação foi feita no Jornal do Povo  de 21 de novembro de 1935, contendo dados da história da concepção das bandeiras que o Brasil teve até chegar à atual, adotada a partir de 19 de novembro de 1889: É a primeira vês que temos a ventura de festejar o dia consagrado à Bandeira, depois da organização da nossa unidade, meus prezados camaradas, soldados do 2.º Batalhão de Pontoneiros. É o primeiro 19 de Novembro que o nosso Batalhão vê passar, depois da sua organização. Assim, o n

"Cidade nos Trilhos – Integração do Conjunto de Engenhos à Vida Urbana de Cachoeira do Sul”

O Arquivo Histórico do Município de Cachoeira do Sul “Carlos Salzano Vieira da Cunha” sedia dois conselhos: o Conselho Municipal de Política Cultural – CMPC e o Conselho Municipal do Patrimônio Histórico-Cultural – COMPAHC. Ambos se servem da estrutura do setor para abrigar sua documentação e rotinas de funcionamento. O COMPAHC, pela natureza de sua atuação e pelo material que reuniu ao longo de seus 41 anos de funcionamento, é o que ocupa maior espaço e mais se serve do quadro funcional do Arquivo Histórico para atendimento de pesquisas. São disponibilizados documentos e materiais relacionados aos bens inventariados e tombados como patrimônio histórico, sendo fonte constante de pesquisas de estudantes, professores e, principalmente, da comunidade acadêmica do Curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal de Santa Maria – Campus Cachoeira do Sul – CAU/UFSM-CS. E para amparar e robustecer as pesquisas acadêmicas na área do patrimônio histórico-cultural, o Arquivo Histórico

Abusos em sepultamentos

Os ritos de morte e sepultamento têm mudado ao longo do tempo. O que necessitou de disciplinamento e ensejou legislação específica no decorrer da história são as formas de inumar (sepultar) os corpos e as questões formais para registrar os mortos e as causas das mortes. Um interessante documento, datado de 4 de dezembro de 1854, emitido pelo delegado de polícia da Vila da Cachoeira, denotava a legítima preocupação com o procedimento que parecia ser comum do sepultamento de mortos sem o devido atestado médico, bem como de pessoas assassinadas sem o conhecimento das autoridades. O delegado de polícia era João Tomas de Menezes Filho e, amparado na legislação, comunicava à Câmara que não permitiria que tais abusos seguissem ocorrendo e que esperava dos vereadores a elaboração de postura correspondente. Sendo Úm dos maiores abuzos introduzidos nas Parochias deste Termo, o Sepultarem-se Corpos que fallecem de molestia sem que seje prezente aos Vigarios os Attestados dos Facultativos assisten