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Estado de civilização e moralidade do Império

Em 1834, quando o Brasil vivia seus primeiros anos de independência, ainda havia muita coisa a ser descoberta sobre o comportamento da população dispersa em território enorme. Mesmo que em 1.º de outubro de 1828 um compêndio de leis tenha organizado minimamente o funcionamento das câmaras municipais e, consequentemente, a administração pública no Império, muitos aspectos da vida nas comunidades necessitavam de atenção, até para aperfeiçoamento de regras e estabelecimento de legislação específica.  O primeiro Código Penal do Império foi aprovado em 1830 e nele eram bem distintas as punições entre homens livres e escravizados. Segundo a Agência Senado, "a o longo de 313 artigos, o novo código buscava coibir crimes tão diversos quanto a tentativa de derrubar o imperador, a compra de voto (nas eleições para senador, deputado, juiz de paz etc.), o abuso de autoridade, a falsificação de moeda, o estelionato, a pirataria marítima, o vandalismo, o aborto, o estupro, o adultério, o casamen...
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A navegação de Jacob Becker & Cia.

Em tempos de interdição da Ponte do Fandango, motivada pelas obras necessárias para garantir não só a segurança quanto ampliar a sua capacidade de carga, é que se constata as limitações impostas por apenas um modal de transporte. Houve tempos em que Cachoeira do Sul era servida por transporte terrestre, através de trens e veículos, e por transporte fluvial. O rio Jacuí, além de vital para a instalação e desenvolvimento da cidade, foi importantíssima via de acesso e escoamento de produtos. A navegação de suas águas entre Rio Pardo e Cachoeira teve processo iniciado em 1843, passando por diferentes momentos até chegar a uma movimentação intensa, especialmente antes da construção da Ponte do Fandango, quando passageiros e cargas podiam chegar até a capital comodamente instalados em embarcações apropriadas. Uma das mais importantes companhias de navegação que singrava as águas do Jacuí tinha à frente Jacob Becker. Em 1891, o navegador conseguiu ampliar os serviços pela constituição de uma ...

Aula inaugural das primeiras escolas superiores de Cachoeira do Sul

Cachoeira do Sul viveu, no dia 4 de abril de 1966, a aula inaugural dos dois estabelecimentos de ensino superior então regulamentados, a Faculdade de Economia e a Escola Superior de Artes "Santa Cecília", mais conhecida por ESASC. Dirigiam as duas faculdades, respectivamente, o Padre Orlando Geraldo Penna e a professora Rita de Cássia Fernandes Barbosa. Pe. Orlando G. Penna e Prof.ª Rita de C. Fernandes Barbosa - MMEL Escola Superior de Artes "Santa Cecília" - ESASC - MMEL No dia marcado para a aula inaugural, o deputado federal João Calmon, que a proferiria, foi recebido pelo prefeito Arnoldo Paulo Fürstenau no aeroporto local. De lá, em comitiva composta por autoridades e convidados, foi ele conduzido em passeio pelas principais ruas da cidade, parando para dar entrevistas no Jornal do Povo e na Rádio Cachoeira do Sul.  Deputado Federal João Calmon - www12.senado.leg.br O momento era festivo e de entusiasmo, pois desde a década anterior lideranças comunitárias e a...

A Páscoa de 1916

As celebrações de Páscoa sofreram muitas transformações ao longo do tempo, mas os praticantes dos cultos religiosos, pranteando a morte e celebrando a ressurreição de Cristo, seguem encontrando sentido em participar de cultos, adorações e cerimônias. Em 1916 o cenário era outro. O jornal O Commercio,  mais uma vez, é o veículo para nos levar a uma viagem no tempo. (Início da transcrição) Tiveram numerosa assistencia de fieis as cerimonias religiosas effectuadas na igreja matriz, em commemoração da semana santa. A' tardinha de sexta-feira da paixão, 21 do corrente, reuniram-se muitos fieis na Praça da Conceição, d'onde, ás 5 1/2, sahiu a procissão, sendo carregadas as imagens  de Jesus Christo, no esquife, e a de N. S. das Dores, em andor. A banda musical Estrella Cachoeirense tocou funeral durante a procissão, que, constituida de grande massa popular, percorreu trechos das ruas Conde de Porto Alegre, 7 de Setembro, 7 de Abril, Moron, General Portinho e 15 de Novembro, volvendo...

Encomenda de uma barca

Em tempos em que a cidade necessita da balsa para transpor o Jacuí em razão das obras na Ponte do Fandango, importante lembrar que o passado está pleno de experiências envolvendo este tipo de transporte e que as condicionantes do presente acabaram por fazer dele uma saída viável.  Desde tempos muito remotos na história de Cachoeira que as balsas têm sido utilizadas e os serviços ligados a ela controlados pela administração municipal. Igualmente a contratação da construção, manutenção e supervisão dos serviços ficavam a cargo da municipalidade. Em 1909, a Intendência Municipal, tendo à frente o Coronel Isidoro Neves da Fontoura, firmou contrato com o construtor Ricardo Kellermann, que havia prestado o mesmo tipo de serviço à municipalidade da vizinha Rio Pardo, para que construísse uma barca do tipo caverna e movida a vapor às expensas dos cofres municipais. Os termos do contrato, lavrado pelo então secretário Jacintho Godoy Gomes, que viria a se tornar um dos mais famosos psiquiatr...

A primeira diretoria do Clube Independente

No dia 28 de fevereiro de 1956, na residência de Adão Augusto da Silva e com a presença de 25 homens, foi fundada a Sociedade Recreativa União Independente, que depois tomou a denominação de Clube Cultural Beneficente União Independente. A novel sociedade tinha por objetivo congregar cidadãos e famílias da comunidade negra da cidade, então carente de espaços sociais em que pudessem conviver e confraternizar. Em 11 de março daquele ano, foi eleita e empossada a primeira diretoria, notícia veiculada no Jornal do Povo  de 22 de março, terceira página: (Transcrição) Movimenta-se o Clube União Independente Eleita e empossada, domingo último, na Vila Soares, sua primeira diretoria Realizou-se, domingo último, às 11 horas, na residência do sr. Adão Augusto da Silva, localizada na Vila Soares, a sessão de Assembleia Geral, para eleição e posse da primeira Diretoria do "Clube União Independente", fundado em 28 de fevereiro do corrente ano. Abertos os trabalhos pelo Presidente da Comis...

1985 - Dia Internacional da Mulher

Em 1985, a única referência ao Dia Internacional da Mulher feita na imprensa cachoeirense foi a reprodução da manifestação que Delmira Lúcia Bortolin Lisboa fez na sessão da Câmara de Vereadores. A vereadora Delmira era a única mulher na composição de 21 cadeiras da Câmara local, ou seja, uma solitária voz feminina entre 20 vozes masculinas. Depois de 41 anos, a Câmara de Vereadores conta com a inédita marca de seis vereadoras na composição de 15 eleitos e, pela primeira vez na história, uma destas seis mulheres ocupa a presidência da casa legislativa. Assim falou a vereadora Delmira Lisboa sobre o Dia Internacional da Mulher, segundo publicou o Jornal do Povo,  em sua edição de 7 de março de 1985, como abaixo transcrito: Jornal do Povo , 7/3/1985, p. 6 LEMBRADO O DIA DA MULHER A vereadora Delmira Lisboa (PMDB) lembrou na Câmara o Dia Internacional da Mulher, que transcorre amanhã, afirmando que não podia deixar de colocar os problemas que as mulheres enfrentam em pleno século XX. ...