O ofício de professor é um dos mais exigidos dentre as profissões. Por requerer muita dedicação, empenho e constante atualização, bem como por necessitar de capacitação que permita aproximação e entendimento das necessidades dos alunos, sua missão é frequentemente comparada ao sacerdócio. E foi sempre assim, independente dos tempos de seu exercício e dos recursos que estivessem à sua disposição. Ao professor também deve ser estendida a compreensão de seus limites, angústias, inquietações. Sua profissão tem sido desvalorizada e os efeitos disso se fazem sentir nos resultados alcançados. O caso que o parecer emitido por um juiz de paz do interior da cidade da Cachoeira, em 6 de janeiro de 1879, mostra o quadro que se apresentou numa escola pelo cansaço e desmotivação de seu professor: Parecer do Juiz de Paz (6/1/1879) - CM/S/SIP/Parecer - Caixa 23 Início da transcrição do parecer arquivado em CM/S/SIP/Parecer - Caixa 23: Ao terminar o anno q’ estive em efectivo exercicio do cargo de Juiz...
O corpo de um castelhano chamado Joze foi encontrado no meio do mato por dois homens. Um deles, chamado Cezefredo Rodigues [sic] da Silva, de 45 anos, morador da estância do Lajeado, procurou o juiz de paz para dar parte do acontecido. Era o dia 6 de outubro de 1829 quando Cezefredo dirigiu-se à morada do juiz de paz suplente, Bernardo Moreira Lirio, onde foi lavrado o termo de assentada pelo escrivão João Alvares de Almeida. Primeira testemunha. Tratado como primeira testemunha, Cezefredo fez o juramento de praxe, prometendo dizer a verdade sobre "a morte perpetrada no Castilhano Joze". Contou que a mulher do castelhano, chamada Maria, dissera na quinta-feira, primeiro de outubro, que o seu marido havia saído para o campo no dia 29, a cavalo, levando consigo um facão e uma faca, não tendo retornado. Como o marido não regressou, Maria ficou com medo de passar a noite sozinha e foi pedir pouso na casa de Manoel das Armas, morador em roça vizinha. No dia seguinte,...