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Mostrando postagens com o rótulo Praça Dr. Balthazar de Bem

Série: Centenário do Château d'Eau - a inauguração

As obras de saneamento, ainda que concluídas, necessitavam que a Usina Municipal fosse dotada de novas máquinas com capacidade para gerarem a corrente elétrica necessária para pôr as bombas da Segunda Hidráulica em funcionamento. Tais máquinas foram instaladas uma semana antes da sua inauguração oficial, em 18 de outubro de 1925. O jornal O Commercio abriu a edição do dia 21 de outubro de 1925 com uma grande matéria, intitulada SANEAMENTO DA CIDADE – Experiencia oficial – Varias notas . Dentre as notícias veiculadas naquela edição, o relato da experiência oficial da nova hidráulica, às 16 horas, quando um grande número de pessoas se dirigiu às instalações, próximas ao quartel do 3.º Batalhão de Engenharia, em carros tracionados por animais, automóveis e a pé para presenciarem aquele momento histórico. Autoridades, representantes do comércio, imprensa, associações civis e religiosas, famílias e elementos de todas as classes sociais acompanharam o desenrolar das solenidades, tomando...

Série: Centenário do Château d'Eau - O planejamento do Château d'Eau

A história das obras de saneamento em Cachoeira, constantes da distribuição de água e esgotos, procede das primeiras iniciativas tomadas pelo Coronel Isidoro Neves da Fontoura, intendente municipal. No ano de 1911 foi encomendado um projeto ao engenheiro Benito Ilha Elejalde, que não foi posto em prática. Dez anos depois, no dia 20 de setembro de 1921, aconteceu a inauguração da primeira hidráulica, nas proximidades do Hospital de Caridade, ficando a zona baixa da cidade atendida em seu consumo de água.  Em 1923, teve início o assentamento do conduto-mestre de doze polegadas e, em 1925, as obras de construção da segunda hidráulica, projeto que visava completar o abastecimento de água e atingir a zona alta da cidade. O avanço foi enorme não só na medida em que garantiu acesso mais amplo à água tratada, como também pelo conjunto de obras que conferiram elegância e modernidade à zona urbana. As obras da segunda hidráulica, de grande envergadura, exigiram medidas anteriores à sua execu...

Furto na Prefeitura

Nestes tempos em que são comuns ataques ao erário público, vem do passado notícia de que a Prefeitura Municipal foi arrombada e furtada. Vejamos os fatos, relatados em matéria do Jornal do Povo  de 11 de outubro de 1960:  Arrombada e Furtada a Prefeitura Municipal Nem mesmo a Prefeitura Municipal escapou à sanha dos "amigos do alheio" que, tendo tôda a espécie de furtos nesta cidade, sem respeitar residências de ninguém, inclusive a própria sede do Govêrno do Município. Na madrugada do dia 2 último, indivíduo ou indivíduos até agora desconhecidos, malgrado o trabalho que vem sendo desenvolvido pela polícia, penetraram no interior do casarão da Praça da Matriz, vasculharam tudo, forçaram malogradamente o cofre-forte, conseguiram "levantar" porém uma máquina de calcular. COMO AGIRAM OS GATOS Pelo que conseguiu apurar a DP local, os "gatos" penetraram no interior da Prefeitura pela porta lateral, do lado esquerdo, do jardim localizado frente à Praça da Matriz...

O que tinha e o que faltava na Cachoeira do Sul de 50 anos atrás...

Cachoeira do Sul, outubro de 1973. O Clube de Diretores Lojistas,  hoje Câmara de Dirigentes Lojistas de Cachoeira do Sul - CDL, lançou um "volante", o que hoje chamamos de fôlder, ressaltando as potencialidades do município.  Interessante verificar a forma como a notícia chegou aos lares cachoeirenses através das páginas do Jornal do Povo,  que circulou no dia 23 de outubro daquele ano: O QUE CACHOEIRA DO SUL TEM E O QUE FALTA O Clube de Diretores Lojistas, sempre preocupado na promoção de Cachoeira do Sul sob todos os aspectos, tomou a iniciativa de imprimir um volante, relacionando o que esta cidade tem, de destaque, e o que lhe falta. Em reunião que o CDL realizou na noite de quarta-feira, foi este assunto abordado, pois uma das grandes preocupações de Gentil Bacchin, vice-presidente do CDL, em exercício, relaciona-se com a limpeza da cidade, assunto que está merecendo novas normas da administração municipal, mas que exige maior colaboração da população. O VOLANTE O v...

Foram se queixar ao bispo

Cachoeira, no ano de 1896, mostrava-se uma cidade em crescimento, embora carecesse de muitas melhorias. A paisagem urbana era marcada pela Igreja Matriz e não longe dela, o prédio do Império do Divino Espírito Santo, que congregava os fieis em festas religiosas, quermesses e eventos beneficentes. Defronte, o sobrado da Casa de Câmara, Júri e Cadeia, ladeado pelo Teatro Cachoeirense, o primeiro da Cachoeira e do Rio Grande do Sul. O lugar tomava o nome popular de Praça da Igreja*, da Matriz, ou da Conceição, em alusão à padroeira da cidade. Era um amplo terreno, livre de qualquer obra que induzisse à ideia atual de praça. Invariavelmente, era um passadouro de pessoas e animais.  Em 1852, o construtor português José Ferreira Neves havia feito o nivelamento da praça, sendo a terra que dali foi retirada ocupada para aterrar as sangas da Micaela e Lava-pés. No mês de janeiro de 1890, o delegado de polícia em exercício, Olympio Coelho Leal, recebeu um ofício dos integrantes da junta gove...

O bodoque da meninada

Pelo transcurso do Dia Mundial do Meio Ambiente, 5 de junho, rememora-se uma prática de antigamente, nada recomendável, que era o uso de bodoques, ou estilingues, como brinquedo pelos meninos.  O bodoque na verdade difere um pouco do estilingue, embora sejam empregados quase como sinônimos. O primeiro se caracteriza por utilizar um arco e o segundo por ser montado em uma forquilha de madeira com uma alça de borracha. Pois bem, um ou outro, não tão antigamente, eram usados pela meninada para alvejar animais, especialmente passarinhos. Seu uso desta forma irresponsável, apesar de aceito e até incentivado pelos pais de outrora, transformou-se em prática predadora e totalmente sem sentido. Além de dizimar animais inocentes, a meninada também causava estragos aos bens públicos e privados. Não raro vidraças eram estilhaçadas a pedradas de estilingue! Na Cachoeira de 1927 provocava desconforto o uso demasiado deste brinquedo grotesco na Praça Dr. Balthazar de Bem, causando preocupação em ...

Bancos para embelezar as praças

Uma notícia publicada no jornal O Commercio , datada de 2 de maio de 1906, na seção Noticiario , fala dos melhoramentos materiais pretendidos pelo vice-intendente em exercício, Dr. Candido Alves Machado de Freitas, e que para tal fim o município contrairia um empréstimo de vinte contos de réis, para o que já havia feito consulta ao Conselho Municipal. Aqueles eram tempos em que o administrador do município só podia contrair dívidas mediante autorização dos conselheiros, correspondentes hoje aos vereadores. Segundo a notícia: (...)  Entre outros melhoramentos que s. s. tem já executado, tenciona muito breve dar começo ao embellezamento da Praça do Mercado, mandando continuar o nivellamento e a arborisação da mesma, collocar bancos, construir calhas, passeios etc. Diante dos melhoramentos noticiados, dois construtores da Cachoeira daquele tempo enviaram propostas à Intendência credenciando-se a executarem os bancos para as duas principais praças: a do Mercado, hoje José Bonifácio, e ...

Inauguração da Hidráulica Municipal - 18/10/1925

O dia 18 de outubro de 1925 foi marcado para a realização dos testes de funcionamento dos equipamentos empregados na captação, tratamento e distribuição de água do sistema implantado na segunda hidráulica. As obras, executadas pela firma Silveira, Soares & Cia., seguiam projeto do famoso engenheiro sanitarista Dr. Saturnino de Brito. Dr. Saturnino de Brito - www.12senado.leg.br Iniciadas em 1923, quando houve o assentamento dos condutos do esgoto em ruas principais, as obras de saneamento projetadas por Saturnino de Brito se estenderam até 1925, sendo a inauguração da segunda hidráulica, chamada de Hidráulica Municipal, o coroamento desse importante e imprescindível projeto. Coube a João Neves da Fontoura, vice-intendente em exercício, a conclusão e inauguração das obras implantadas na administração do intendente Francisco Fontoura Nogueira da Gama. Chico Gama, como era chamado, afastou-se da administração municipal por motivos de saúde, falecendo em 1927. Curiosamente a ata da sol...

Château d'Eau colorido

Quem passa pela Praça Dr. Balthazar de Bem e observa a monumentalidade do Château d'Eau nem sequer imagina que há décadas atrás uma inusitada ação conferiu-lhe aspecto diverso do que fora planejado por seus construtores. Praça Dr. Balthazar de Bem - Foto Renato F. Thomsen É provável que muitos ainda lembrem que as ninfas receberam uma pintura que coloria seus cabelos, túnicas e cântaros. Logicamente houve reações contrárias à audácia de desfazer a imagem monocromática original das divindades que circundam o monumento. Para os autores da proeza, talvez a motivação tenha sido a ilusão de dar às figuras mitológicas ares de meras mortais. Em agosto de 1964, um dos vereadores que compunham a Câmara Municipal, Erondino Rael da Rosa, escreveu um texto que discorre sobre as ninfas em que justifica a pintura que receberam: Texto de Erondino Rael da Rosa - Fundo Prefeitura Municipal - sem classificação Ninfas. Permitam-me falar sôbre ninfa, em virtude de se tratar de...

Um registro escolar de 100 anos

No dia 14 de novembro de 1918, em uma escola localizada na localidade de São Lourenço, município de Cachoeira, a professora Vicentina Fontoura produziu uma caprichada lista com a matrícula anual dos alunos que frequentaram sua aula durante aquele ano da graça de 1918. IM/S/SI/Listas - Caixa 11 Dos 26 alunos que constam da lista, percebe-se que vários irmãos frequentavam a mesma aula, sendo que a faixa etária variava de 7 a 13 anos e o grau de adiantamento era medido por três classes - 1.ª, 2.ª e 3.ª , estando 12 deles na 1.ª, nove na 2.ª e cinco na 3.ª. Predominavam os meninos na turma, com 14 indivíduos. Dentre as famílias com vários membros frequentando o ambiente escolar, destaque para os Fontoura, filhos de Felippe Fontoura, Moraes, filhos de Alfredo e Nelson Moraes, os Marques, filhos de Dico Marques, os Herbstrith, filhos de Juvencio Herbstrith e os Rosa, filhos de Damasceno da Rosa. De todos os 26 alunos da turma, o de nome Abilio L. de Carvalho permite uma progre...

Bancos para a Praça do Mercado e da Igreja

Corria o ano de 1906. A Intendência Municipal, sob o comando do Dr. Cândido Alves Machado de Freitas, buscava empreender melhorias nos espaços urbanos da então acanhada cidade da Cachoeira. As duas principais praças, a da Igreja (atual Dr. Balthazar de Bem) e a do Mercado (oficialmente Praça José Bonifácio desde o século XIX), já rivalizavam em movimento. A primeira, pela vizinhança da Igreja Matriz, do prédio da Intendência e do Teatro Municipal; a segunda, pela localização do Mercado Público e de casas comerciais importantes. Teatro e Intendência Municipal - Fototeca Museu Municipal Igreja Matriz - Fototeca Museu Municipal Dentre as melhorias pretendidas para as duas praças estavam a arborização e a colocação de bancos para os frequentadores. Para tanto, a Intendência passou a receber propostas de empreiteiros dispostos a fabricarem e colocarem os bancos nos jardins das praças. Apresentaram-se, em maio de 1906, João d'Araujo Bastos e Crescencio da Silva Santos, ...