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Mostrando postagens com o rótulo Praça José Bonifácio

João Gerdau

Um dos grandes nomes da indústria no Rio Grande do Sul, sem dúvida, é o do imigrante alemão João Gerdau. Assentado na Colônia Santo Ângelo, no interior da Vila Nova de São João da Cachoeira, João Gerdau deu início a uma trajetória que o levaria a construir um império industrial, o Grupo Gerdau. Mas antes disto acontecer, muitos foram os seus empreendimentos, assim como as suas mudanças sempre atrás de crescimento não só pessoal, quanto material. João Gerdau - Wikipédia Em 1869 ele chegou à Colônia Santo Ângelo, proveniente da terra natal, Hamburgo. Lá abriu a sua casa comercial e depois uma fundição. Os negócios não pararam por aí e, ainda na colônia, estabeleceu a companhia de colonização em sociedade com outros investidores.  Em 1883, João Gerdau trocou a colônia pela cidade da Cachoeira, abrindo uma loja na principal rua, a 7 de Setembro, bem próximo da Praça José Bonifácio e dos bons negócios facilitados pela existência ali do Mercado Público. Antiga casa de João Gerdau, depois...

Um chalé para aformosear a Avenida das Paineiras

A  Avenida das Paineiras, porção da Rua 7 de Setembro que ficava fronteira à Praça José Bonifácio, toda cercada pelas árvores que lhe emprestavam o nome, era o ponto de concentração das famílias cachoeirenses. Não só o comércio que havia em volta, como também o Cinema Familiar, constituíam atração naqueles primeiros anos da década de 1910. Intenso movimento defronte ao Cinema Familiar - Fototeca do MMEL Pois em 15 de agosto de 1912, o empreendedor Luiz Leão obteve licença da Intendência Municipal para a construção e exploração de um chalé, ao lado do Cinema Familiar, pelo prazo de cinco anos. A licença foi dada pelo intendente nos seguintes termos, conforme consta no encadernado IM/GI/DA/ADLR-002, fl. 61v: 135 Em vista da conveniencia da edificação de um chalet  que venha aformosear a Avenida das Paineiras, ponto predilecto das familias, nesta data resolvo, no uso das attribuições que me são conferidas pela Lei Organica do Municipio, conceder a licença requerida pelo Snr. Luiz...

O que tinha e o que faltava na Cachoeira do Sul de 50 anos atrás...

Cachoeira do Sul, outubro de 1973. O Clube de Diretores Lojistas,  hoje Câmara de Dirigentes Lojistas de Cachoeira do Sul - CDL, lançou um "volante", o que hoje chamamos de fôlder, ressaltando as potencialidades do município.  Interessante verificar a forma como a notícia chegou aos lares cachoeirenses através das páginas do Jornal do Povo,  que circulou no dia 23 de outubro daquele ano: O QUE CACHOEIRA DO SUL TEM E O QUE FALTA O Clube de Diretores Lojistas, sempre preocupado na promoção de Cachoeira do Sul sob todos os aspectos, tomou a iniciativa de imprimir um volante, relacionando o que esta cidade tem, de destaque, e o que lhe falta. Em reunião que o CDL realizou na noite de quarta-feira, foi este assunto abordado, pois uma das grandes preocupações de Gentil Bacchin, vice-presidente do CDL, em exercício, relaciona-se com a limpeza da cidade, assunto que está merecendo novas normas da administração municipal, mas que exige maior colaboração da população. O VOLANTE O v...

Exposição Ambulante Volkswagen

Em 1.º de julho de 1962, o Jornal do Povo  noticiou uma grande novidade na cidade: uma exposição de veículos da marca alemã Volkswagen, que se instalou no Brasil em 1953. Uma das marcas da empresa, nas primeiras décadas de funcionamento no país, eram suas peças publicitárias, facilmente lembradas até hoje.  Dizia a notícia estampada na terceira página do JP : Chegou a Exposição Ambulante da Volkswagen Uma caravana de 11 veículos da Volkswagen, que vem percorrendo as principais cidades do Brasil, com o objetivo de demonstrar o desenvolvimento industrial no setor automobilístico, chegou ontem a esta cidade, estando à disposição da visitação pública na Praça José Bonifácio. Esta promoção da Volkswagen do Brasil apresenta 11 veículos da categoria utilitários, adaptados para as mais diversas atividades, quer no campo ou na cidade. Constituem a caravana um carro para serviços policiais (Rádio Patrulha), uma ambulância, um táxi c/seis portas, veículo para cargas diversas (lavanderia,...

Abaixo-assinado por um mercado público

O Mercado Público que existia no coração da Praça José Bonifácio foi uma grande conquista para a cidade da Cachoeira quase no final do século XIX. Comerciantes, produtores, prestadores de serviço e consumidores se beneficiaram do conjunto de opções ofertadas num único local. Mas não foi só para a economia que a construção do mercado causou efeitos positivos. Também para a urbanidade a sua construção foi um divisor de águas. A outrora despovoada e praticamente abandonada Praça José Bonifácio, cujo terreno servia de pasto para animais e eventuais armações de circos, passou a ter tratamento paisagístico a partir da edificação do mercado. A obra, inaugurada em 30 de setembro de 1882, deu nova feição ao coração da cidade. Mercado Público - Fototeca Museu Municipal Um documento de 1.º de outubro de 1881 apresentado aos vereadores por três cidadãos, solicitava, com justificativas, a construção de um mercado que, além das suas conveniências, promoveria a recuperação da mal cuidada Praça José B...

Bar América - plantas no acervo do Arquivo Histórico

A notícia de obras de recuperação e melhoria do Bar América para nele ser instalada a futura Secretaria Municipal da Cultura faz renascer a esperança de ver aquela parte nobre da Praça José Bonifácio revitalizada e, ao mesmo tempo, viabilizar espaço e melhores condições à valiosíssima área cultural do município.  A história do Bar América remonta ao ano de 1943, quando a imprensa noticiou que a Prefeitura Municipal pretendia construir um quiosque-bar na Praça José Bonifácio. Assim noticiou o jornal O Comércio , de 17 de março daquele ano: A Praça José Bonifácio será dotada de um quiosque-bar Faz parte do programa de reforma da cidade, desde o calçamento das principais ruas, a construção de um quiosque-bar na Praça José Bonifácio. De tempos em tempos, o nosso Governo Municipal faz publicar editais de concurrencia publica para a construção e exploração de um bar naquele local, mas estes não apareciam. Agora, foi posta em fóco novamente a questão e apresentou-se um único candidato, qu...

Bancos para embelezar as praças

Uma notícia publicada no jornal O Commercio , datada de 2 de maio de 1906, na seção Noticiario , fala dos melhoramentos materiais pretendidos pelo vice-intendente em exercício, Dr. Candido Alves Machado de Freitas, e que para tal fim o município contrairia um empréstimo de vinte contos de réis, para o que já havia feito consulta ao Conselho Municipal. Aqueles eram tempos em que o administrador do município só podia contrair dívidas mediante autorização dos conselheiros, correspondentes hoje aos vereadores. Segundo a notícia: (...)  Entre outros melhoramentos que s. s. tem já executado, tenciona muito breve dar começo ao embellezamento da Praça do Mercado, mandando continuar o nivellamento e a arborisação da mesma, collocar bancos, construir calhas, passeios etc. Diante dos melhoramentos noticiados, dois construtores da Cachoeira daquele tempo enviaram propostas à Intendência credenciando-se a executarem os bancos para as duas principais praças: a do Mercado, hoje José Bonifácio, e ...

Artibano Savi e sua fonte

Artibano Savi, o idealizador da Fonte das Águas Dançantes, chegou em Cachoeira para jogar futebol, mas bateu um bolão na eletricidade.  Artibano Savi - Museu Municipal Em agosto de 1929, empregou-se na Intendência Municipal como eletricista e três anos depois assumiu a chefia do Setor de Iluminação Pública. Nessa função, fez brotar e implantar um sistema de segurança para a rede elétrica que seguidamente tinha o fornecimento interrompido em razão de mau tempo ou acidentes. Em março de 1941, quando aconteceu a Festa do Arroz, Artibano Savi foi laureado com portaria pelos serviços executados na iluminação dos eventos que constaram da programação da festa e por seu trabalho, junto com Joaquim Vidal e Torquato Ferrari, na decoração de vitrines e espaços públicos. Em seu extenso currículo constam também a iluminação da Ponte do Fandango, do Estádio Joaquim Vidal e da cancha de basquete da Praça José Bonifácio, para citar alguns. Graças a um cartão-postal seu nome jamais será esquecido: ...

Relógio parado...

Vez em quando a história do relógio sumido que existia no cruzamento das ruas Sete de Setembro e Dr. Sílvio Scopel (antiga Travessa 24 de Maio) vem às rodas de conversas. "- Que fim levou o relógio?" é a pergunta mais recorrente. A resposta definitiva ainda não foi dada... Relógio no cruzamento das ruas Sete de Setembro com Travessa 24 de Maio (atual Rua Dr. Sílvio Scopel) - Fototeca Museu Municipal Instalado naquele local em fins de janeiro de 1928, o relógio estava "montado em columna com degráus de marmore côr de rosa e adornado de arbustos floriferos nas bases. Os angulos da columna estão providos de 3 thermometros e um barometro", segundo noticiava o jornal O Commercio  de 1.º de fevereiro, página 4. Relógio e trânsito da Rua Sete de Setembro - Fototeca Museu Municipal Pois o mesmo jornal O Commercio , edição de exatos 80 anos, dia 5 de abril de 1939, na primeira página, traz um pequeno texto, sem autoria, que diz o seguinte: "Não...

Disciplinamento do Trânsito em 1928

Quem percorre as ruas de Cachoeira do Sul percebe as dificuldades causadas pela intensa circulação de veículos. Ainda que a movimentação cause transtornos, especialmente na obtenção de vagas para estacionamento, é preciso compreender a cidade como um espaço que pouco ou quase nada fez para receber, distribuir e conviver com tamanho fluxo. As ruas centrais conservam essencialmente o desenho reproduzido por João Martinho Buff em 1850, quando ruas poeirentas só recebiam o trânsito de pedestres, cavalos, mulas, carroças e carros-de-boi.  Imaginemos então a possibilidade de transportar um habitante do passado para os nossos dias. Datemos a transposição no ano de 1928, escolhendo como destino a Rua Sete de Setembro em 2019. Certamente o passageiro do passado seria guindado à estupefação. Seus olhos incrédulos procurariam as referências de seu tempo - quase todas desaparecidas - e instantaneamente ele pensaria aonde fora parar o guarda que controlava o trânsito nas proximidades do re...

Bancos para a Praça do Mercado e da Igreja

Corria o ano de 1906. A Intendência Municipal, sob o comando do Dr. Cândido Alves Machado de Freitas, buscava empreender melhorias nos espaços urbanos da então acanhada cidade da Cachoeira. As duas principais praças, a da Igreja (atual Dr. Balthazar de Bem) e a do Mercado (oficialmente Praça José Bonifácio desde o século XIX), já rivalizavam em movimento. A primeira, pela vizinhança da Igreja Matriz, do prédio da Intendência e do Teatro Municipal; a segunda, pela localização do Mercado Público e de casas comerciais importantes. Teatro e Intendência Municipal - Fototeca Museu Municipal Igreja Matriz - Fototeca Museu Municipal Dentre as melhorias pretendidas para as duas praças estavam a arborização e a colocação de bancos para os frequentadores. Para tanto, a Intendência passou a receber propostas de empreiteiros dispostos a fabricarem e colocarem os bancos nos jardins das praças. Apresentaram-se, em maio de 1906, João d'Araujo Bastos e Crescencio da Silva Santos, ...

A cinquentenária Fonte das Águas Dançantes

Há cinquenta anos, no dia 15 de maio de 1968, às vésperas da abertura da II FENARROZ, uma lei municipal instituiu o nome do mais novo ponto de atração da cidade - a Fonte das Águas Dançantes Artibano Savi, localizada no coração da Praça José Bonifácio, em local anteriormente ocupado pelo Mercado Público. Fonte das Águas Dançantes "Artibano Savi" - Foto Jorge Ritter A inauguração, que constava do programa da II Feira Nacional do Arroz, ocorreu no dia 18 de maio, atraindo um generoso número de curiosos, todos ávidos para ver as maravilhas que Artibano Savi tinha tirado de seu gênio criativo de técnico-eletricista com extensa folha corrida de serviços prestados no município e fora dele. As águas, embaladas por músicas especialmente escolhidas para combinarem com a coreografia, tomavam diferentes cores, produzindo na plateia um deslumbramento. Tais artifícios puderam ser sincronizados por Artibano graças ao também gênio criativo de Ruben Otto Prass. Ambos produzir...