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Mostrando postagens com o rótulo Acervo bibliográfico

Revistas Aquarela

Pouca gente sabe que uma revista chamada Aquarela circulou por um bom tempo em Cachoeira do Sul. Era o principal produto da extinta Tipografia Guidugli, propriedade de Humberto Atílio Guidugli, ou Eliseu, como era mais conhecido na cidade. Revista Aquarela n.º 1 - setembro de 1947 Apresentação da Revista Aquarela - 1957 Eliseu Guidugli era o pai do conhecido Guidugli, figura muito popular e querida e que assumiu por um tempo a edição da Aquarela depois do falecimento do pai, ocorrido em 23 de fevereiro de 1971. Não há um levantamento de todos os números que circularam. Não havia uma periodicidade definida, de forma que as edições eram levadas à publicação quando Eliseu integralizava os patrocínios que permitiam a impressão. Assim, além de trazer informações históricas, culturais, sociais e econômicas sobre Cachoeira, as revistas Aquarela também serviam como guia de serviços e profissionais, uma vez que boa parte do empresariado, dos profissionais liberais e do comércio local pagavam...

Carnê comercial da VI Festa Nacional do Trigo

Instituições de memória são frequentemente procuradas por pessoas que guardam consigo itens relacionados ao passado e que, previdentemente, não dão a eles o destino mais comum e injusto: o lixo. Recentemente, chegou ao Arquivo Histórico uma doação de jornais locais e de Porto Alegre versando sobre as terceira, quarta e quinta edições da FENARROZ, já repassados ao Museu Municipal para comporem o importante acervo relacionado ao nosso maior evento. Junto aos jornais havia uma inédita publicação da qual não se conhecia outro exemplar. Trata-se do CARNET COMERCIAL DA VI FESTA NACIONAL DO TRIGO, realizada em Cachoeira do Sul nos dias 20, 21 e 22 de outubro de 1956. A publicação é um folheto com reclames comerciais de empresas cachoeirenses e de outros municípios do Estado, com destaque para saudações aos triticultores do Rio Grande do Sul assinadas pelo governador Ildo Meneghetti e por Leonel Brizola, prefeito de Porto Alegre.  O folheto foi realização e responsabilidade de Marbe Ramond...

Série: 400 anos das Missões

São de autoria do historiador cachoeirense Aurélio Porto os volumes III, IV e V da publicação "Jesuítas no Sul do Brasil", uma obra referencial em seis volumes sobre a história das Missões e o trabalho de evangelização que os padres jesuítas procederam com os indígenas, organizada pelo Padre Luís Gonzaga Jaeger.  Os volumes III e IV da publicação, que tratam da "História das Missões Orientais do Uruguai"*, são hoje considerados itens de colecionadores, tal a raridade. O Arquivo Histórico, por transferência de acervo feita pelo Museu Municipal, possui estes volumes e deles podem ser extraídas as primeiras observações sobre tão vasto e importante legado missioneiro que alcança os 400 anos de história.  Os dois volumes que hoje integram o acervo bibliográfico do Arquivo Histórico foram impressos pela Livraria Selbach, de Selbach & Cia., em Porto Alegre, constituindo partes da segunda edição feita em 1954. Aurélio Porto já era então falecido.  Volumes II e III de Hi...

Empréstimo para custear o saneamento

O grande canteiro de obras que se tornou Cachoeira na década de 1920 necessitou de um aporte financeiro muito além do que os cofres municipais dispunham. Em razão disto e confiada nas boas relações que sempre manteve com o presidente do Estado, Dr. Antônio Augusto Borges de Medeiros, a Intendência Municipal tomou empréstimos. Um deles, necessário para integralizar a quantia do montante que as obras precisavam, obrigou a Intendência a assinar uma nota promissória avalizada pelo Estado, junto ao Banco do Brasil,  no valor de 300 contos de réis: Governo do Estado Decreto n.º 3.501, de 24 de Julho de 1925                            Autorisa o Thesouro do Estado a avalisar uma nota                                       promissoria de 300:000$000, emittida pela Intendencia  Municipal de Cachoeira  em favor do B...

A Revolução de 1893 em documentos

Manifesto dos principaes chefes federalistas A' NAÇÃO BRAZILEIRA - Os povos opprimidos, em armas no Estado do Rio Grande do Sul, estão sendo injusta e atrozmente calumniados em seus nobres e alevantados intuitos patrioticos. Nossos adversarios, com o designio perfido de tornar antipathica á opinião a revolução Rio-Grandense, apontão-nos ao paiz como restauradores da monarchia. E' uma monstruosa calumnia. E' uma torpe e miseravel especulação. Não! O objectivo dos revolucionarios rio-grandenses não é a restauração da monarchia, é libertar o Rio-Grande da tyrannia que ha oito mezes o opprime, restabelecendo a garantia de todos os direitos individuaes, é acabar com o regimen das perseguições, das violencias inauditas, do latrocinio, do saque e do assassinato official, que desgraçadamente tem sido apoiado pelo Governo do marechal Floriano Peixoto. E' este o pharol que guia os revolucionarios rio-grandenses, cuja causa não póde ser mais sagrada, nem mais humanitaria. O paiz i...

O Rio Grande por dentro

Nas primeiras décadas do século XX era bastante comum a publicação de monografias sobre o Rio Grande do Sul e seus municípios, constituindo-se estes levantamentos da história, economia e sociedade verdadeiros retratos daqueles tempos. Estão nesta leva publicações como O Estado do Rio Grande do Sul, organizado por Monte Domecq em 1916, edição ilustrada com fotografias primorosas e impresso em Barcelona, e o Rio Grande do Sul, de Alfredo R. da Costa, editado em 1922. Pois o jornal O Commercio,  que circulou no dia 30 de agosto de 1916, traz informações sobre a presença do organizador da então projetada publicação intitulada de O Rio Grande por dentro , Major Alfredo R. da Costa, que foram transcritas do jornal santamariense Diario do Interior : "O Rio Grande por dentro" em Cachoeira Refere o Diario do Interior, de Santa Maria: O organizador desta grande obra, nosso companheiro major Alfredo R. da Costa, que se acha actualmente em Cachoeira, já reuniu importante elemento de repr...

Registro histórico da instalação da Vila Nova de São João da Cachoeira

No dia 5 de agosto de 1820, pela presença do Ouvidor Geral, Corregedor e Provedor da Comarca Joaquim Bernardino de Senna Ribeiro da Costa, foi elevada a Freguesia de Nossa Senhora da Conceição da Cachoeira à condição de vila, tomando o nome de Vila Nova de São João da Cachoeira. Por este ato e os demais que se seguiram, foi Cachoeira emancipada da Vila de Rio Pardo, adquirindo a sua autonomia política e administrativa. Um dos grandes responsáveis pelo levantamento desta história foi o pesquisador Aurélio Porto que, em 1910, ao organizar a documentação existente na Intendência Municipal, teve acesso às fontes originais que rememoram a importância daquele momento histórico. O historiador Aurélio Porto - Grande Álbum de Cachoeira (1922), de Benjamin Camozato Em 1922, no  Grande Álbum de Cachoeira no Centenário da Independência do Brasil, organizado por Benjamin Camozato, Aurélio Porto abriu a publicação com um resumo sobre a nossa história e lá ele se referiu ao grande dia 5 de agosto...

Medalha de ouro ao Grande Álbum de Cachoeira

O Grande Álbum de Cachoeira no Centenário da Independência do Brasil, organizado pelo dentista, fotógrafo e filatelista Benjamin Celestino Camozato, é uma daquelas obras que têm lugar obrigatório nas bibliotecas de historiadores ou de colecionadores.  Pensada originalmente para ser lançada em 1922, ano das comemorações do centenário da Independência do Brasil, sua edição só foi de fato ter comercialização em 1923. A julgar pelas notícias da imprensa da época, fez estrondoso sucesso, pois foi negociada em diferentes municípios e estados pelo Brasil afora. A própria Intendência Municipal de Cachoeira pagou um conto de réis ao organizador pela aquisição de 250 exemplares, o que ensejou a publicação da Lei N.º 176, de 21 de novembro de 1924 (IM/GI/DA/ADLR-009, fl. 96). Grande Álbum de Cachoeira, de Benjamin Camozato Impresso pelas Oficinas Gráficas da Escola de Engenharia de Porto Alegre, o Grande Álbum de Cachoeira trata de vários aspectos: história, comércio, agricultura, pecuária, i...