Pular para o conteúdo principal

Postagens

Mostrando postagens com o rótulo Publicação

Revistas Aquarela

Pouca gente sabe que uma revista chamada Aquarela circulou por um bom tempo em Cachoeira do Sul. Era o principal produto da extinta Tipografia Guidugli, propriedade de Humberto Atílio Guidugli, ou Eliseu, como era mais conhecido na cidade. Revista Aquarela n.º 1 - setembro de 1947 Apresentação da Revista Aquarela - 1957 Eliseu Guidugli era o pai do conhecido Guidugli, figura muito popular e querida e que assumiu por um tempo a edição da Aquarela depois do falecimento do pai, ocorrido em 23 de fevereiro de 1971. Não há um levantamento de todos os números que circularam. Não havia uma periodicidade definida, de forma que as edições eram levadas à publicação quando Eliseu integralizava os patrocínios que permitiam a impressão. Assim, além de trazer informações históricas, culturais, sociais e econômicas sobre Cachoeira, as revistas Aquarela também serviam como guia de serviços e profissionais, uma vez que boa parte do empresariado, dos profissionais liberais e do comércio local pagavam...

O Rio Grande por dentro

Nas primeiras décadas do século XX era bastante comum a publicação de monografias sobre o Rio Grande do Sul e seus municípios, constituindo-se estes levantamentos da história, economia e sociedade verdadeiros retratos daqueles tempos. Estão nesta leva publicações como O Estado do Rio Grande do Sul, organizado por Monte Domecq em 1916, edição ilustrada com fotografias primorosas e impresso em Barcelona, e o Rio Grande do Sul, de Alfredo R. da Costa, editado em 1922. Pois o jornal O Commercio,  que circulou no dia 30 de agosto de 1916, traz informações sobre a presença do organizador da então projetada publicação intitulada de O Rio Grande por dentro , Major Alfredo R. da Costa, que foram transcritas do jornal santamariense Diario do Interior : "O Rio Grande por dentro" em Cachoeira Refere o Diario do Interior, de Santa Maria: O organizador desta grande obra, nosso companheiro major Alfredo R. da Costa, que se acha actualmente em Cachoeira, já reuniu importante elemento de repr...

A açoriana Eugênia Rosa

No ano em que se comemoram os 270 anos do povoamento açoriano no Rio Grande do Sul, o blog do Arquivo Histórico tentará trazer para suas postagens assuntos que relembrem personalidades e fatos ligados aos açorianos que também fizeram de Cachoeira a sua morada a partir de 1753. Comecemos pela açoriana Eugênia Rosa, casada com o também açoriano João Pereira d'Agueda, que no Brasil passou à alcunha de João Pereira Fortes. A chegada do casal ao Rio Grande do Sul se deu em 1756, quando Cachoeira ainda era uma freguesia de Rio Pardo, onde constituíram uma família que acabou por se tornar tronco de muitas outras que se espalharam pela região. Eugênia Rosa hoje é lembrada graças a um achado do historiador Fritz Strohschoen. Ou melhor, de um jardineiro que encontrou o inventário de Eugênia no porão de uma antiga casa na Rua 15 de Novembro e o entregou ao perscrutador do passado. Fritz dedicou-se à transcrição do documento emitido em 1812, desvendando as estruturas familiares e os bens ameal...

Homenagem a Tupinambá Pinto de Azevedo

O Arquivo Histórico do Município de Cachoeira do Sul registra, com pesar, o falecimento do Dr. Tupinambá Pinto de Azevedo, advogado, promotor e professor universitário que não era cachoeirense (Tupanciretã, 1942), mas amou e legou à cidade um trabalho de pesquisa que resultou na obra Cachoeira do Sul Comarca - 150 anos de história , lançada originalmente em 1985 e reeditada em 1994, constituindo-se em fonte imprescindível quando o assunto é a história da comarca local. Dr. Tupinambá Pinto de Azevedo Cachoeira do Sul Comarca - 150 anos de história 2.ª edição - 1994 Tupinambá de Azevedo, quando jovem, colaborou com as páginas literárias do Jornal do Povo, participando de uma coluna intitulada NG, por onde desfilaram talentos das letras, como Sérgio Lezama, Pedro Port, A. C. J. Cunha, Cláudio Trarbach, N. J. Estrázulas, para citar alguns. Em sua homenagem, buscou-se na coleção de imprensa do Arquivo Histórico um dos textos por ele produzidos e que foi publicado na edi...

A fronteira do rio Jacuí

O Arquivo Histórico convida para: Palestra: A fronteira do rio Jacuí, pelo historiador Tau Golin Lançamento do livro: A Guerra Guaranítica - o levante indígena que desafiou Portugal e Espanha, de Tau Golin Dia 14 de novembro de 2014, às 19h SIPROM: Rua Virgílio de Abreu, 1175 O evento integra a programação do Novembro Azul - Núcleo Municipal da Cultura Promoção: Associação Cachoeirense de Amigos da Cultura - AMICUS Conselho Municipal de Política Cultural - CMPC Associação de Amigos da Fazenda da Tafona Apoio: Arquivo Histórico do Município de Cachoeira do Sul

Antigas profissões na Cachoeira

Entre 1820 e 1900, período em que Cachoeira foi administrada pela Câmara Municipal (1820 a 1889), pela Junta Administrativa (1890 a 1892) e pela Intendência Municipal (1892 a 1930), havia categorias de empregados públicos e de autônomos que acabaram desaparecendo com o tempo, dada a extinção dos serviços prestados e a modernização da sociedade. Algumas profissões sobrevivem, mas já são raras de encontrar. Vejamos algumas delas: 1820 a 1889 - ajudante de corda: ajudante do agrimensor - professor de primeiras letras - ama ou criadeira: mãe de leite - aguateiro: vendedor de água em pipas - arruador: medidor de terrenos - aferidor: conferente de pesos e medidas - boticário: farmacêutico - capitão-do-mato: caçador de escravos fugitivos - jornaleiro: operário diarista - cirurgião do Partido: médico contratado pela Câmara - acendedor de lampiões: acendia os lampiões da iluminação das ruas ao anoitecer - zelador de lampiões: cuidava da manutenção dos lampiões de iluminação das r...

A importância de recolher e repassar documentos

Arquivos históricos são espaços de memória e podem abrigar os mais diferentes tipos de documentos, tanto os produzidos pelo poder público quanto por pessoas físicas ou jurídicas. O Arquivo Histórico de Cachoeira do Sul é o guardião da documentação produzida pelo Município de Cachoeira do Sul desde a sua emancipação político-administrativa, ocorrida em 26 de abril de 1819 e consumada em 5 de agosto de 1820. Vez ou outra a equipe do Arquivo Histórico tem a satisfação de ver pessoas preocupadas em resguardar a memória de sua geração, o que é traduzido através da doação de documentos que não raro passam a compor o mosaico que é a vida cotidiana de uma cidade e que contribuem para a reconstituição de períodos históricos. Recentemente houve a doação de um raro álbum produzido em 1905, inédito no acervo do Arquivo Histórico, intitulado Álbum do Rio Grande do Sul , organizado por Carlos A. Reis.  Álbum do Rio Grande - 1905 - acervo do Arquivo Histórico Pois este álbum foi r...

Lançamento dos Cadernos de História, nº 7

Tarde aprazível no Parque da Cultura, quando foi feito o lançamento dos Cadernos de História nº 7. Mirian Ritzel, diretora do Núcleo da Cultura, e Ione Sanmartin Carlos, chefe do Arquivo Histórico, receberam os convidados. A família de Fritz Strohschoen, homenageado, se fez presente: a esposa Olga, as filhas, Maíra, Milda e Mirna, esposos e netos e a nora Ana Luiza Mor. Também presentes, a sobrinha Lori Schol, vizinhos da rua D. Pedro, pastor Kurt Eckert, o bispo dom Irineu Wilges e amigos. Uma chuva rápida fez com que  todos se dirigiram para o interior do Museu Municipal onde, além da entrega do caderno, ocorreu a abertura da exposição: "Três Homens na História do Museu".   Dona Olga foi lembrada e recebeu um buquê de flores coloridas e, bastante emocionada, agradeceu e lembrou de alguns  momentos vividos por ela e Fritz. A exposição do Museu mostra parte da vida do seu patrono , dr. Edyr Lima,além de Fritz Strohschoen e  do dr. Ivo Renê Pinto Gars...