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Mostrando postagens com o rótulo Economia

Transporte coletivo urbano

Em 9 de maio de  1954, o Jornal do Povo  noticiava que a Empresa Nossa Senhora das Graças era a nova concessionária de transportes coletivos para Cachoeira do Sul, substituindo a Empresa Marabá, então a detentora da concessão. Na notícia veiculada à época, depois de considerações sobre a controversa rescisão de contrato da Empresa Marabá, o Jornal do Povo  resumiu a situação que levou à abertura de concorrência para exploração do serviço de transporte coletivo na cidade: (Início da transcrição) Nova concessionária de transportes coletivos inaugurado ontem o serviço, com a bênção das novas unidades Consoante já é do conhecimento público, em fins do ano passado a Emprêsa Marabá, então concessionária local dos serviços de transporte coletivo urbano e suburbano em auto-ônibus, por motivos que foram na época sobejamente controvertidos por esta fôlha, rescindiu contrato firmado com o poder municipal para a exploração comercial dos serviços em referência. Em conseqüência, foi ab...

Carnê comercial da VI Festa Nacional do Trigo

Instituições de memória são frequentemente procuradas por pessoas que guardam consigo itens relacionados ao passado e que, previdentemente, não dão a eles o destino mais comum e injusto: o lixo. Recentemente, chegou ao Arquivo Histórico uma doação de jornais locais e de Porto Alegre versando sobre as terceira, quarta e quinta edições da FENARROZ, já repassados ao Museu Municipal para comporem o importante acervo relacionado ao nosso maior evento. Junto aos jornais havia uma inédita publicação da qual não se conhecia outro exemplar. Trata-se do CARNET COMERCIAL DA VI FESTA NACIONAL DO TRIGO, realizada em Cachoeira do Sul nos dias 20, 21 e 22 de outubro de 1956. A publicação é um folheto com reclames comerciais de empresas cachoeirenses e de outros municípios do Estado, com destaque para saudações aos triticultores do Rio Grande do Sul assinadas pelo governador Ildo Meneghetti e por Leonel Brizola, prefeito de Porto Alegre.  O folheto foi realização e responsabilidade de Marbe Ramond...

Os possantes Ford V8 - comprovados pelo Passado, aperfeiçoados para o Futuro

O famoso Ford V-8, ano 1936, chegou a Cachoeira através da revenda de Prudêncio Schirmer. Naquele tempo,  as fotografias eram raras na imprensa, mas havia litografias em profusão. Este recurso foi  muito difundido em jornais e revistas e os modelos foram reproduzidos nos mais diferentes lugares em que a Ford chegava com seus veículos. Em Cachoeira, o revendedor publicou nas páginas de  O Commercio  uma sucessão dessas peças publicitárias para divulgar entre os cachoeirenses o novo e cobiçado automóvel.  Anúncio de 22/1/1936 - jornal  O Commercio , página 3 No primeiro anúncio veiculado, Prudêncio Schirmer avisava que o automóvel estava em exposição na sua Agência Ford, localizada na Rua Saldanha Marinho, 1393. No texto, o apelo publicitário capaz de atrair o olhar dos abastados cachoeirenses que podiam adquirir a preciosa máquina: (Início da transcrição) Novo! - mas nada de experimental, nada que não possua valor incontestavel... Evolução natural do modelo ...

Estação Rodoviária - 50 anos

Em 26 de fevereiro de 1976, às 10h, a cidade voltou sua atenção para o arrabalde em que estava sendo inaugurada a nova Estação Rodoviária de Cachoeira do Sul, celebrada como o mais moderno terminal do gênero no interior do Rio Grande do Sul. Capa do segundo caderno do Jornal do Povo , 26/2/1976   O Jornal do Povo  repercutiu o acontecimento e, através das páginas da edição de 26 de fevereiro de 1976, pode-se viajar no tempo e reviver o que sucedeu na ocasião, em transcrição fiel que segue: Jornal do Povo , 26/2/1976, p. 1 Nova rodoviária inaugura hoje como velho desafio que Cachoeira atende A partir das 10 horas de hoje, Cachoeira do Sul passará a contar com nova estação rodoviária, onde o requinte anda de par até mesmo com as necessidades futuras dos usuários. E quando o município atende um desafio de muitos anos, dentro das prioridades comunitárias e destes três anos de progresso da administração Pedro Germano, o terminal rodoviário lá está para retratar dois fatos incontest...

Um chalé para aformosear a Avenida das Paineiras

A  Avenida das Paineiras, porção da Rua 7 de Setembro que ficava fronteira à Praça José Bonifácio, toda cercada pelas árvores que lhe emprestavam o nome, era o ponto de concentração das famílias cachoeirenses. Não só o comércio que havia em volta, como também o Cinema Familiar, constituíam atração naqueles primeiros anos da década de 1910. Intenso movimento defronte ao Cinema Familiar - Fototeca do MMEL Pois em 15 de agosto de 1912, o empreendedor Luiz Leão obteve licença da Intendência Municipal para a construção e exploração de um chalé, ao lado do Cinema Familiar, pelo prazo de cinco anos. A licença foi dada pelo intendente nos seguintes termos, conforme consta no encadernado IM/GI/DA/ADLR-002, fl. 61v: 135 Em vista da conveniencia da edificação de um chalet  que venha aformosear a Avenida das Paineiras, ponto predilecto das familias, nesta data resolvo, no uso das attribuições que me são conferidas pela Lei Organica do Municipio, conceder a licença requerida pelo Snr. Luiz...

Os dias em que a carne faltou

Um grande problema surgiu para autoridades, criadores e, principalmente, para a população cachoeirense no ano de 1947, quando a escassez da carne, alimento imprescindível para a dieta dos gaúchos, começou a se pronunciar nos açougues e o pouco que havia ser vendido a preços estratosféricos. Imagem: pt.vectezzy.com A reação da população foi imediata e o problema foi atirado aos ombros do então Prefeito Municipal Mário Godoy Ilha. Naquele tempo, a regulação dos preços dos produtos, especialmente da carne verde, que nada mais é do que a carne fresca, passava pela Comissão Municipal de Preços - C. M. P. Como nas discussões de que medidas tomar o resultado dos técnicos da C. M. P. deu empate, cabia ao Prefeito Mário  Ilha o "voto de Minerva", ou seja, o do desempate. Várias tentativas foram feitas para demover a Associação de Criadores e Invernadores Ltda., fundada em 1913 como União dos Criadores, de majorar os preços, com solicitações de que os pecuaristas seguissem abatendo. O ...

As cachoeiras do Jacuí

Em 1856, o Dr. Luiz Alves Leite de Oliveira Bello percorreu o território do Rio Grande do Sul, passando por Cachoeira. Além de descrever o que viu depois de um passeio que fez pela vila logo depois do almoço, admirando-se com a Igreja Matriz e o prédio do Império do Divino Espírito Santo, fez outras interessantes observações. Ao se referir ao estado geral da Vila Nova de São João da Cachoeira, escreveu em seu diário de viagem: Esta vila está muito bem situada à margem esquerda do majestoso Jacuí, sobre uma planície elevada e ligeiramente inclinada. Não tem bons edifícios, mas é populosa; tem muito comércio para a serra do mesmo município e para Santa Maria, São Martinho e Cruz Alta. Sem contestação, é a Vila da Cachoeira uma das povoações mais bonitas da Província. Suas ruas são largas e cortadas em ângulos retos. O porto sobre o Jacuí é profundo e cômodo. Se as cachoeiras que há neste rio da cidade do Rio Pardo para cima não embaraçassem a navegação nos tempos da seca, seria a Vila da...

Cachoeira quer um posto agronômico

O município de Cachoeira do Sul sempre teve na agricultura um dos pilares da sua economia. Ao longo de sua história apresentou diferentes ciclos produtivos, sendo o cultivo do arroz um dos mais bem-sucedidos deles. No ano de 1906, quando a irrigação artificial das lavouras dava seus primeiros passos, os produtores começaram a experimentar a necessidade de assistência técnica, pois também grande era o incentivo do governo Borges de Medeiros na qualificação e melhoria dos campos, entendida esta melhoria como aperfeiçoamento não só na agricultura como também na pecuária. E foi justamente naquele ano, no dia 22 de julho, nas dependências do Teatro Municipal, que foi criado o Sindicato Agrícola Pastoril Cachoeirense. O cenário local ensejou o governo intendencial, então nas mãos do Dr. Cândido Alves Machado de Freitas, a se reportar às autoridades estaduais solicitando que fosse instalado no município um posto agronômico. No dia 21 de agosto de 1906, respondendo ao pedido, José Barboza Gonç...

Arroz dos pampas

Que Cachoeira do Sul é a Capital Nacional do Arroz ninguém mais duvida. Ainda que o município não ocupe mais os primeiros lugares em produção, iniciativas nele tomadas no passado foram fundamentais para o desenvolvimento da cultura orizícola no estado e no país, assim como o aperfeiçoamento das técnicas de cultivo, da mecanização das lavouras e de beneficiamento dos grãos. Arroz - foto Robispierre Giuliani Desde o estabelecimento da Colônia Santo Ângelo em território do município, no já distante ano de 1857, que o arroz passou a ganhar um expressivo número de interessados no cultivo. Dizem que os imigrantes alemães lá estabelecidos tinham muita saudade dos pratos que consumiam em seu país de origem, especialmente o conhecido "arroz com leite", um mingau feito com arroz, açúcar, leite e canela que depois disso se tornou uma sobremesa muito popular. Arroz era produto difícil de encontrar, assim os colonos se encorajaram a tentar o cultivo nas várzeas do rio Jacuí. A experiência...