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Mostrando postagens de Fevereiro, 2020

Peste

Em tempos de sobressaltos em razão de nova peste que espreita a humanidade, o coronavírus, batizado de Covid-19, é bom lembrar que momentos como este já foram vividos inúmeras vezes. Há 100 anos, o jornal O Commercio  noticiava foco de peste bubônica na cidade, pondo em alerta as autoridades sanitárias e o povo: Infelizmente a peste bubonica, que fôra considerada extincta nesta cidade, reappareceu n'um novo fóco á rua Moron, nos predios n.os 57 e 59. Esses predios ficam muito proximos ao do sr. José Nunes de Castro, á mesma rua, onde enfermaram gravemente, de peste bubonica, em Janeiro, o sr. Aristodemo Accorsi e sua exma. esposa, que felizmente se restabeleceram. A nova irrupção da peste nos predios n.os 57 e 59 foi precedida de grande mortandade de ratos e gatos. O primeiro doente atacado de peste nesse predio foi d. Justina Peres, a qual foi attendida pelo dr. José Felix Garcia, e falleceu no 3.º dia depois de ter adoecido. Dias depois enfermou a senhorita Luiza Wol

O carnaval de 1920

Há 100 anos o carnaval de Cachoeira, a julgar pelas notícias n' O Commercio , foi bem animado! Eram tempos de ruidosos grupos mascarados que saíam às ruas incitando todos à alegria e jogando muito lança-perfume, confete e serpentina. Naquele ano  a novidade foi o surgimento do "Bloco Almofadinhas", que com um ruidoso "Zé Pereira" todas as noites assaltava as principais casas de diversões sob a batuta do maestro "Caturrita". Na tarde e noite de domingo, 15 de fevereiro,  segundo o jornal, diversos grupos de mascarados percorreram, a pé e em vehiculos, algumas ruas da cidade.  O "Blóco Almofadinhas", que já havia sahido em noites anteriores, sahiu, á tarde e á noite, com o seu ruidoso Zé Pereira, apresentando-se em diversos pontos. Durante a noite de 16 do corrente houve grande reunião de povo na Avenida das Paineiras, jogando-se- animadamente, lança-perfume, confetti e serpentinas. Á tarde de 17 o commercio local fechou as sua