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Mostrando postagens com o rótulo Cachoeira do Sul

Furto na Prefeitura

Nestes tempos em que são comuns ataques ao erário público, vem do passado notícia de que a Prefeitura Municipal foi arrombada e furtada. Vejamos os fatos, relatados em matéria do Jornal do Povo  de 11 de outubro de 1960:  Arrombada e Furtada a Prefeitura Municipal Nem mesmo a Prefeitura Municipal escapou à sanha dos "amigos do alheio" que, tendo tôda a espécie de furtos nesta cidade, sem respeitar residências de ninguém, inclusive a própria sede do Govêrno do Município. Na madrugada do dia 2 último, indivíduo ou indivíduos até agora desconhecidos, malgrado o trabalho que vem sendo desenvolvido pela polícia, penetraram no interior do casarão da Praça da Matriz, vasculharam tudo, forçaram malogradamente o cofre-forte, conseguiram "levantar" porém uma máquina de calcular. COMO AGIRAM OS GATOS Pelo que conseguiu apurar a DP local, os "gatos" penetraram no interior da Prefeitura pela porta lateral, do lado esquerdo, do jardim localizado frente à Praça da Matriz...

O que tinha e o que faltava na Cachoeira do Sul de 50 anos atrás...

Cachoeira do Sul, outubro de 1973. O Clube de Diretores Lojistas,  hoje Câmara de Dirigentes Lojistas de Cachoeira do Sul - CDL, lançou um "volante", o que hoje chamamos de fôlder, ressaltando as potencialidades do município.  Interessante verificar a forma como a notícia chegou aos lares cachoeirenses através das páginas do Jornal do Povo,  que circulou no dia 23 de outubro daquele ano: O QUE CACHOEIRA DO SUL TEM E O QUE FALTA O Clube de Diretores Lojistas, sempre preocupado na promoção de Cachoeira do Sul sob todos os aspectos, tomou a iniciativa de imprimir um volante, relacionando o que esta cidade tem, de destaque, e o que lhe falta. Em reunião que o CDL realizou na noite de quarta-feira, foi este assunto abordado, pois uma das grandes preocupações de Gentil Bacchin, vice-presidente do CDL, em exercício, relaciona-se com a limpeza da cidade, assunto que está merecendo novas normas da administração municipal, mas que exige maior colaboração da população. O VOLANTE O v...

Senhor Presidente, uma ponte para Cachoeira!

A notícia de que o prefeito José Otávio Germano foi a Brasília solicitar ao presidente uma nova ponte para Cachoeira do Sul, traz à memória situação vivida em 1949. O momento era outro. Cachoeira não dispunha de ponte para a transposição do Jacuí e muitas eram as reclamações relacionadas ao transporte tanto fluvial quanto ferroviário, então muito utilizados. Em razão disso, observou-se o crescimento e a expansão do transporte aéreo, tendo a VARIG, nesse período, ampliado os serviços oferecidos com sua agência em Cachoeira.  Diante das dificuldades e dos prejuízos ao município, o então prefeito Liberato Salzano Vieira da Cunha foi encontrar-se com o presidente da República, Eurico Gaspar Dutra, para obter ajuda federal para construir a tão sonhada ponte que transpusesse o Jacuí. Voltou de lá com a certeza de que em breve o Ministro das Obras e Viação viria a Cachoeira para dar início às tratativas. Prefeito Liberato S. Vieira da Cunha - Fototeca Museu Municipal O Jornal do Povo ...

Cachoeira do Sul 200

Cachoeira do Sul prepara-se para ingressar no ano em que completará seu bicentenário. Uma grande programação comemorativa será desenvolvida ao longo de todo o ano de 2020 e a largada foi dada pelo fotógrafo e produtor audiovisual cachoeirense Cristianno Caetano com o documentário Cachoeira do Sul 200, lançado na 50.ª Semana de Cachoeira do Sul. Em avant-première , os patrocinadores, apoiadores, participantes do projeto e convidados especiais conheceram o resultado de seis meses de trabalho no auditório da SICREDI, dia 12 de dezembro. No dia 13, na Sociedade Rio Branco, a exibição pública do documentário que, a partir de então, será disponibilizado como peça de divulgação da memória cachoeirense. Com o intuito de proporcionar aos espectadores uma viagem pela bicentenária história de Cachoeira do Sul, Cristianno Caetano se serviu de depoimentos, documentos e fotografias garimpadas nas instituições de memória, especialmente no Arquivo Histórico e no Museu Municipal. ...

A Barragem do Capané

Depois dos recentes desastres envolvendo barragens de mineradoras em Minas Gerais, causadores de destruição e morte, a atenção dos cachoeirenses se voltou para a septuagenária Barragem do Capané. As perguntas que passam pela cabeça de todos remetem à dúvida sobre a estabilidade da barragem e sobre os efeitos que uma possível ruptura do maciço ocasionariam à cidade. Enquanto isto, por precaução, o Instituto Rio-Grandense do Arroz - IRGA, responsável pela administração e manutenção da barragem, tomou as medidas emergenciais cabíveis. Barragem do Capané - Foto Robispierre Giuliani A história da Barragem do Capané teve começo quando foi vislumbrada a possibilidade de, ampliando a área irrigável, também impulsionar o cultivo de arroz nas terras de Cachoeira do Sul, município com tradição na cultura arrozeira. A construção da barragem possibilitaria a irrigação de uma maior porção de terras aproveitando o manancial do Arroio Capané de onde, aliás, provém o nome da barragem. Localizad...

A noz-pecã

Cachoeira do Sul, poucos sabem, além de ser a Capital Nacional do Arroz é a maior produtora de noz-pecã do Rio Grande do Sul. Ano a ano, a cidade se consolida como referência no cultivo e beneficiamento desta noz, bem como na produção de mudas. Noz-pecã - www.jornaldocomercio.com A pecanicultura é recente no país, sendo registradas as primeiras experiências há pouco mais de 100 anos. De lá para cá, uma sucessão de iniciativas, tanto privadas quanto da esfera governamental, foram pouco a pouco sedimentando o setor, tornando o Rio Grande do Sul o responsável pela maior parte da produção nacional. A provar isto, foi localizado um documento da década de 1960 que dá mostras de movimentos isolados para difundir e incentivar o cultivo da noz-pecã.  Fundo Prefeitura Municipal - sem catalogação Trata-se de uma correspondência encaminhada ao Prefeito Arnoldo Paulo Fürstenau, em 2 de setembro de 1964, por um promotor de vendas de Passo Fundo. No teor, o remetente refere um pe...

Movimentos emancipatórios

Por ocasião da instalação do município de Cachoeira, em 5 de agosto de 1820, o território da Vila Nova de São João da Cachoeira era o maior do Rio Grande do Sul. Ainda no século XIX, por lei de 12 de novembro de 1832, começaram as emancipações de distritos submetidos política e administrativamente a Cachoeira, tendo início com a separação de Alegrete, que levou consigo Livramento, e Caçapava com São Gabriel. Santa Maria seguiu os demais em 1857. Em 1859, quando Cachoeira foi elevada ao foro de cidade, na mesma data também obteve esta concessão o município de Bagé, oriundo também da grande Vila Nova de São João da Cachoeira. O território da Vila Nova de São João da Cachoeira - 1822 Na segunda metade do século XX, o processo de emancipação de distritos ganhou força política e popular. No ano de 1959, os distritos de Faxinal do Soturno, Agudo e Restinga Seca separaram-se de Cachoeira do Sul, constituindo novos municípios. Mas o processo começou bem antes, com discussões comunit...

Festa Nacional do Trigo em Cachoeira - 60 anos

Entre os dias 20 e 22 de outubro de 1956, Cachoeira do Sul sediou a VI Festa Nacional do Trigo e II Exposição Agro-Industrial, eventos que mobilizaram a cidade e a colocaram em evidência no país. Os jornais locais, O Commercio e Jornal do Povo , fizeram ampla cobertura da programação da Festa e das atividades que a cercaram. A cidade, engalanada, recebeu o Presidente da República, Juscelino Kubistchek, o Governador do Estado, Ildo Meneghetti, e o senador e jornalista Assis Chateaubriand, proprietário da maior revista de circulação nacional da época - O Cruzeiro , dentre outras personalidades políticas, militares, civis e eclesiásticas.                                                       Edição do Jornal do Povo de 20/10/1956                          - Acervo de Imprensa d...

"O mestre-sala dos mares" - cidadão cachoeirense

Há muito tempo nas águas Da Guanabara O dragão no mar reapareceu Na figura de um bravo Feiticeiro A quem a história Não esqueceu Conhecido como Navegante negro Tinha a dignidade de um Mestre-sala E ao acenar pelo mar Na alegria das regatas Foi saudado no porto Pelas mocinhas francesas Jovens polacas e por Batalhões de mulatas Rubras cascatas jorravam Das costas Dos santos entre cantos E chibatas Inundando o coração, Do pessoal do porão Que a exemplo do feiticeiro Gritava então Glória aos piratas, às Mulatas, às sereias Glória à farofa, à cachaça, Às baleias Glórias a todas as lutas Inglórias Que através da Nossa história Não esquecemos jamais Salve o navegante negro Que tem por monumento As pedras pisadas do cais. "O Mestre-sala dos mares", música de João Bosco e Aldir Blanc, pouca gente sabe, homenageia o marinheiro encruzilhadense João Cândido Felisberto, líder da Revolta da Chib...

Árvores em Cachoeira

O dia 21 de setembro é dedicado às árvores no Brasil e esta data foi escolhida em razão de coincidir com o início da primavera. As árvores dão vida às cidades, contribuindo para o bem-estar das pessoas e para o embelezamento de residências, ruas e praças. Cachoeira do Sul sempre foi considerada uma cidade bem arborizada e até hoje diferentes espécies de árvores marcam os espaços urbanos, servindo como referências, a exemplo das palmeiras do Château d'Eau, dos plátanos do Bairro Rio Branco, dos ipês da Rua Andrade Neves, das paineiras da Escola Rio Jacuí. Palmeiras washingtonias do Château d'Eau - foto Robispierre Giuliani Ao longo da nossa história, é interessante verificar que muitos administradores do Município preocuparam-se em arborizar a cidade, adquirindo mudas que várias vezes procediam de outras localidades. Em 1908, o Intendente Isidoro Neves da Fontoura plantou paineiras na Praça José Bonifácio. As mudas que sobraram deste plantio foram colocadas defron...

Histórias do Tio Quintino

Neste primeiro semestre de 2012 recebemos duas doações valiosíssimas no que se refere à história de nosso município.  A primeira delas trata de dois livros: "Quintino, o Persistente" e "Quintino, o Destemido", que nos foram doados pelo autor, Osmar Armando Pohl. A obra mostra a trajetória da cultura do arroz, em Cachoeira do Sul. Falando sobre Quintino, o advogado Armando Fagundes, em sua coluna semanal no Jornal do Povo, de 17 de abril, assim se expressou: "Sem dúvida, para os que gostam da história da cidade é leitura obrigatória o livro do Dr. Osmar Armando Pohl, 'Quintino, o persistente', que conta a vida de adolescente vivida nesta cidade quando seu pai plantou na Granja do Salso, do Irapuá e do Paredão, nos fundos do Hipódromo, anos 30 e 40. É a melhor narração que li sobre os sacrifícios do plantador de arroz". E, para ilustrar seu comentário, transcreve: "Na ocasião, também estava sendo realizada a 1ª Festa Nacional do Arroz. A c...