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Mostrando postagens com o rótulo memória

20 anos de criação do Núcleo Municipal da Cultura

Em fevereiro de 2001, houve uma modificação importante na estrutura da área cultural do município, administrado pelo Prefeito Taufik Baduí Germanos Neto. Pela Lei Municipal n.º 3.242, publicada em 21 de fevereiro de 2001, foi criado o Núcleo Municipal da Cultura, vinculado ao Gabinete do Prefeito e em substituição à Diretoria de Cultura da então Secretaria Municipal de Educação e Cultura - SMEC, que tinha como titular a Professora Angela Schumacher Schuh. Lei Municipal 3.242, de 21/2/2001 - Jornal do Povo O Núcleo Municipal da Cultura tomou para si a atribuição de dirigir cinco departamentos: a Biblioteca Pública Municipal, o Atelier Livre Municipal, o Museu Municipal, o Arquivo Histórico Municipal e o Jardim Botânico e Zoológico Municipal, integrantes da extinta Diretoria de Cultura da SMEC. Na criação, o Núcleo Municipal da Cultura passou a funcionar na sala da Associação Cachoeirense de Amigos da Cultura - Amicus, instalada na Casa de Cultura Paulo Salzano Vieira da Cunha. Com essa ...

Quem foi Gustavo Moritz?

A questão da liberdade de imprensa e a proibição do anonimato dos articulistas, determinadas pela primeira constituição republicana brasileira (1891) e abordadas na postagem "Jornal Rio Grande - não ao anonimato", levantaram uma dúvida: quem foi Gustavo Moritz, o gerente do jornal Rio Grande? Graças ao pesquisador Coralio Bragança Pardo Cabeda, leitor assíduo do blog, a figura de Gustavo Moritz emergiu, revelando-se em imagem, dados biográficos e profissionais. Segundo Coralio Cabeda, ele "é o autor do raro Acontecimentos Políticos do Rio Grande do Sul, 89-90-91 , cujo primeiro volume apareceu em 1939" e foi reeditado em 2005 através do Memorial do Ministério Público, contando com a valiosa colaboração da neta de Gustavo Moritz, Professora Maria Lúcia Rodrigues de Freitas Moritz. Gustavo Moritz Gustavo Moritz era natural de Florianópolis, nascido em 1878. O pesquisador Coralio acrescenta que tendo ele convivido com personagens participantes dos acontecimentos do pós...

Cachoeira no 1.º Centenário

A Cachoeira de 1920, ano da comemoração do primeiro centenário da instalação do município, ainda se chamava só Cachoeira e tinha como intendente o Dr. Aníbal Lopes Loureiro, nomeado provisoriamente para exercer o cargo a partir de 9 de janeiro de 1920. A administração Aníbal Loureiro, que era provisória em razão da renúncia por problemas de saúde do intendente eleito, o Capitão Francisco Fontoura Nogueira da Gama, tornou-se de fato quando em 5 de setembro daquele ano Loureiro foi eleito com 1.169 votos. Pela eleição, ficava o município sob sua administração no quatriênio 1920-1924. Dr. Aníbal Loureiro - fototeca Museu Municipal Foi, portanto, o intendente Aníbal Lopes Loureiro a grande liderança dos festejos do primeiro centenário de Cachoeira, comemorado em 5 de agosto de 1920. Placa do 1.º Centenário - Catedral N. Sra. da Conceição - foto Mirian Ritzel Segundo o Relatório de Estatística apresentado ao intendente Aníbal Loureiro, em 31 de outubro de 1920, pelo chefe...

Auxiliares de Comércio 1940

Vez ou outra doações de documentos despertam curiosidades que levam a interessantes achados. Na semana que corre, duas páginas que integravam um álbum de formatura foram doadas ao Arquivo Histórico, e despertaram a atenção quando passaram por análise: Capa do álbum de diplomandas de 1940 Uma das páginas corresponde à capa do álbum de diplomandas de 1940 do curso de Auxiliares de Comércio do Instituto de Ensino Comercial "Roque Gonzalez", de Cachoeira. Abaixo, a fotografia do prédio do Colégio Imaculada Conceição. Como assim? A formatura era do Roque e a foto do Imaculada??? Um dos recursos para desvendar situações como esta é recorrer ao histórico das instituições para verificar se há informação a respeito ou buscar na imprensa da época notícia correspondente. Como o Arquivo Histórico dispõe de acervo de jornais, buscou-se os exemplares do Jornal do Povo e do O Comércio do ano de 1940. Desvendado o mistério. No O Comércio , consta o seguinte, edição do dia ...

A grande fuga para a lua

Há 50 anos, no dia 21 de julho de 1969, o homem pisava pela primeira vez na lua. Naquele tempo, poucos foram os que tiveram a oportunidade de assistir à proeza através da televisão, recurso ainda não disponível em todos os lares brasileiros. Assim, nos dias que se seguiram ao feito, jornais e rádios difundiram a nova e alimentaram as discussões. Em Cachoeira, o Jornal do Povo  foi portador da notícia em sua edição do dia seguinte, 22 de julho. Na primeira página, um quadro dá destaque ao feito: Capa do JP de 22/7/1969 Registro histórico - JP de 22/7/1969, p. 1 Intitulada Registro histórico , a nota diz: Registro Histórico.  Ao primeiro minuto do dia de ontem, 21 de julho, de 1969, o homem pôs, pela primeira vez na História, o pé na Lua. O fato deve-se ao avanço da Técnica e da Ciência dos Estados Unidos da América, o herói chama-se Neil Armstrong, seguido de seu companheiro do Apolo 11, Edwin Aldrin, que fêz o mesmo, instantes após Armstrong, enquant...

O sonho de um museu

O que poucas pessoas sabem é que o sonho de dotar Cachoeira do Sul de um museu que resguardasse a sua memória era antigo! Algumas pessoas da comunidade entendiam que um município tão rico em fatos, feitos e personagens merecia um espaço apropriado para preservar e difundir sua história. Algumas iniciativas foram surgindo ao longo do tempo, principalmente em escolas, mas não prosperavam e a cidade corria riscos de perder documentos e acervos importantes, afinal as famílias desaparecem na passagem do tempo e com elas também muitos itens de suas memórias deixam de ser preservados. Quatro anos antes da criação do Museu Municipal de Cachoeira do Sul - Patrono Edyr Lima, em documento de 1.º de abril de 1974, o vereador Alberto José Machado fez uma indicação ao plenário da Câmara para que propusesse ao prefeito que fosse estudada a possibilidade de criar um museu, dando como sugestão o aproveitamento do prédio da antiga Estação Ferroviária. Quem sabe não teria sido a redenção daquele ...

BANRISUL - 90 anos em Cachoeira do Sul

Quem chega pela primeira vez a Cachoeira do Sul e persegue o trajeto feito pela Rua Sete de Setembro se depara, antes da "subida dos bancos", com uma verdadeira joia do passado:  um imponente prédio encimado por figuras escultóricas representativas das atividades comerciais e industriais. Agência central do Banrisul - foto Renato F. Thomsen Figuras escultóricas do frontão do Banrisul - foto Renato F. Thomsen Vista geral do prédio principal - foto Renato F. Thomsen Este prédio, inaugurado em 1922, foi erguido pelo Banco Pelotense, instituição financeira fundada em 5 de fevereiro de 1906 por pecuaristas, charqueadores, comerciantes e profissionais liberais na cidade de Pelotas. Fazia parte da estratégia de marketing do banco a construção de prédios suntuosos, clara demonstração de riqueza e opulência que também acabou por decretar grande endividamento à instituição. Boa parte destes prédios ainda estão em pé nas cidades em que o Banco Pelotense funcionou, servin...

17 de fevereiro de 1939: primeiro aniversário da "Casa dos Astros"

Em 17 de fevereiro de 1939, a cidade comemorou, com pompa e alegria, o primeiro aniversário do grandioso, moderno e apreciadíssimo Cine-Teatro Coliseu. Desde a inauguração, aquela casa de espetáculos tinha definitivamente conquistado os cachoeirenses que lotavam as diferentes sessões e transformavam o coração da Rua Sete de Setembro em ponto de encontro e de grande circulação. O jornal O Comércio do dia 22 de fevereiro de 1939 traz a notícia: Jornal O Comércio , 22/2/1939, p. 1 Acervo de Imprensa do AH O 1.º anniversario da "Casa dos Astros" A's 5 horas de 17 de Fevereiro de 1938, Cachoeira, a "Cidade Formosa", assistia "São Francisco a Cidade do Peccado", através á téla do novo e magestoso Cine-Theatro Coliseu, dentro do qual havia o perfume da graça, a elegancia da arte e a imponencia do bello. Com chave de ouro se festejava, então, o inicio da actuação da "Casa dos Astros". Agora que decorre um anno, a sua commemoraç...

Asilo da Velhice Nossa Senhora Medianeira - 70 anos

Em 6 de janeiro de 1949, na sede da SCAN - Sociedade Cachoeirense de Auxílio de Necessitados, aconteceu uma reunião para fundação e eleição da primeira diretoria do Asilo da Velhice Nossa Senhora Medianeira. A reunião foi promovida pela senhorita Rica Carvalho Bernardes e presidida pelo Dr. Liberato Salzano Vieira da Cunha, prefeito municipal. O jornal O Comércio , edição do dia 12 de janeiro de 1949, em sua primeira página, traz a notícia:  Asilo da Velhice Nossa Senhora Medianeira Eleita presidente a senhorinha Rica Carvalho Bernardes (...) Esta reunião foi concorridissima e preliminarmente os trabalhos estiveram sob a presidência do dr. Liberato Salzano Vieira da Cunha, prefeito Municipal, que após declarar abertos os mesmos, explicou aos presentes a finalidade daquela assembleia, tendo a seguir procedido a leitura dos estatutos que regerão a nova entidade, os quaes foram aprovados por unanimidade. Dr. Liberato S. V. da Cunha - prefeito municipal - Fotote...

Encontrada a cápsula do tempo do 3.º BECmb

Na manhã do dia 6 de outubro de 2017, soldados do 3.º Batalhão de Engenharia e Combate de Cachoeira do Sul fizeram o passado emergir da terra quando localizaram a cápsula do tempo que foi depositada sob a pedra fundamental dos quartéis, festivamente lançada em 2 de abril de 1922. Naquele dia 2 de abril, estiveram em Cachoeira o Ministro da Guerra, João Pandiá Calógeras, General Cândido Rondon, chefe da Diretoria de Engenharia do Exército, outros oficiais e representantes da Companhia Construtora de Santos, empresa executora das obras. João Pandiá Calógeras - Ministro da Guerra Cândido Rondon - Diretor de Engenharia do Exército Recebidas pelo intendente Aníbal Loureiro, as autoridades foram levadas para conhecerem o terreno em que se assentariam os quartéis, cedidos pela Intendência ao Ministério da Guerra depois de terem sido adquiridos por compra a Virgílio Carvalho de Abreu e Virgilino Carvalho Bernardes. Intendente Annibal Loureiro O jornal  O Commercio , ...

Um piano em questão

O Teatro Municipal, portentoso prédio que se localizava na esquina da atual Rua Gabriel Leon, fronteiro à Praça Dr. Balthazar de Bem, era no início do século XX a grande casa de espetáculos da cidade. Empresas de projeção de fitas, os bioscopos, trupes teatrais, ilusionistas, músicos e outros artistas, muitos deles vindos de outras cidades, utilizavam-se das instalações do teatro para suas exibições.  Teatro Municipal  - Fototeca Museu Municipal Um dos grupos musicais formados em Cachoeira, que era então uma cidade de inúmeros talentos, chamado Sociedade Musical Grupo Carlos Gomes, era um dos que usufruíam das instalações do teatro. Fundado em 20 de outubro de 1903, o Grupo Carlos Gomes compunha-se de 21 integrantes que tocavam instrumentos de corda e metal. No ano seguinte, já contando com 36 figuras, iniciou uma série de concertos sinfônicos no Teatro Municipal, sendo o primeiro em benefício de obras da Igreja Matriz. Em abril daquele ano, o jornal O Commercio ...