Porque desappareço do cenario da "vida" Sinto que se me vão fugindo as forças. Falta-me a illusão da vida. Ha quasi doze mezes, quando appareci aos olhos da população local, avida de novidades, eu era uma criança loura, cheia de esperanças. Trazia o enthusiasmo que domina os corações fortes, os corações engrandecidos pela ambição justa de ser famoso, popular e bemquisto. Vaguei num mar de rosas sem espinhos. Por muito tempo eu fui a attenção das tardes domingueiras, quando os cafés regorgitavam de commentarios. Sempre fui um sorriso amavel. Hoje, porém, derradeira vez que me animo a vir à rua, trago nas minhas paginas um rictus de colera, um desfallecimento visivel e um desprezo enorme pelos que me envenenaram. - Porque? - direis vós! - Pensaes acaso que possaes viver sem alimento algum? Pensaes que podereis andar sorrindo, quando vosso estomago se comprime sobre o vácuo que produz a fome? - De certo, não! Eis tambem porque não posso mais encher as ruas com as estridulas ri...