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Mostrando postagens com o rótulo Saúde

APAE Cachoeira do Sul - 57 anos de bons serviços

Cachoeira do Sul possui uma das mais atuantes associações voltadas para apoio e atenção sócio-educativa e assistencial de pessoas com deficiência intelectual, notadamente os portadores da síndrome de Down - a APAE - Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais, aqui instalada no ano de 1968.  O  Jornal do Povo , em sua edição de 7 de julho de 1968, publicou a seguinte nota:  Jornal do Povo , 7/7/1968, p. 3 Excepcionais.  Na próxima têrça-feira acontecerá no G. E. Cândida Fortes Brandão, sob a presidência do Dr. Vitório Ledra, uma reunião para reestruturação da entidade de atendimento dos excepcionais. Procurar-se-á, desta feita, marchar-se objetivamente para a solução de tão grave quanto palpitante problema, e nossa cidade, com a vinda para cá, há pouco tempo, do dr. Paulo Oleksiuk - psiquiatra do Hospital São José, de Pôrto Alegre, e doutorado na matéria - muito poderá conseguir neste campo, com a experiência dêste facultativo. Na edição do dia 14 de julho, na colun...

Série Documentos da Imigração Italiana em Cachoeira: o médico italiano Silvio Scopel

Um dos médicos que mais marcou a história da medicina em Cachoeira do Sul, certamente, foi o italiano Dr. Silvio Scopel que aqui reconstruiu sua vida e viveu por 38 anos. Silvio  Giovanni Giacomo Scopel nasceu em 7 de fevereiro de 1879, na província de Belluno, filho de Giovanni Scopel e Teresa Cricco Scopel. Formou-se médico em 1901, pela Universidade de Pádua, atuando como médico cirurgião e parteiro em diferentes cidades italianas. Em 1906, casou com Margherita Dal Mas, não tendo descendência desta união. O casamento não durou muito, pois Margherita faleceu, causando profunda tristeza no jovem médico. Tal estado de ânimo o fez optar por, na companhia de um colega e amigo, também médico, Dr. Alvise Dal Vesco (também aparece Dalvesco), vir para o Brasil. Sua chegada em Cachoeira se deu no ano de 1912, oferecendo os dois médicos os seus serviços, inicialmente prestados nas farmácias Popular e Nova, na Rua 7 de Setembro. Dr. Silvio Giovanni Giacomo Scopel - MMEL Propaganda do D...

A Praça Itororó e o Hospital de Caridade

Seguidamente alguém questiona a real existência da Praça Itororó e, além disto, o direito do Hospital de Caridade em explorar área fronteira ao seu complexo. Os documentos do Arquivo Histórico são fonte inesgotável de descobertas e confirmações. E foi num decreto-lei assinado pelo prefeito Cyro da Cunha Carlos que são desvendadas estas duas questões: a Praça Itororó existiu de fato e a área ocupada pelo HCB está legitimada. Diz o Decreto-Lei n.º 2, de 3 de julho de 1940: Decreto-Lei n.º 2 Faz doação de um terreno Cy ro da Cunha Carlos, Sub-Prefeito da Sede do Município de Cachoeira, no exercício do cargo de Prefeito, no uso de suas atribuições legais, conferidas pelo Decreto-Lei 1.202, a Lei Orgânica do Município e a necessária autorização do Excelentíssimo Senhor Presidente da República e  Considerando que o Município, por Decreto n.º 36, de 11 de Maio de 1933, concedeu ao Hospital de Caridade a posse perpétua e gratuita do terreno que constitue a antiga Praça Itororó,  Consi...

Cachoeira - centro de operações dos mosquitos

Interessante como a história se repete e como falta ao indivíduo a capacidade de, espelhando-se nela, mudar o curso das coisas. Prova inconteste disso, é uma excelente crônica publicada no jornal  O Commercio,  em 15 de março de 1924, sem indicação do autor, em que o mosquito e as condições que favoreciam o seu habitat não diferem muito do que se vê hoje. E olha que 100 anos faz grande diferença! https://eu.biogents.com/aedes-aegypti-o-mosquito-da-dengue Diz o cronista do passado: Coisas e factos Quem acompanhar o desenvolvimento da cidade da Cachoeira, não pode deixar de notar que o mosquito vem, pouco a pouco e de par com o progresso, estabelecendo, aqui, seu centro de operações. Dir-se-ia que essa raça de zumbidores e sugadores nocturnos é um apanagio do progresso si, com antecedencia, não se soubesse que o seu desenvolvimento vem de uma fonte menos nobre. Porque veiu esse intermino enxame de mosquitos para a cidade? Attrahido pelas arvores e pelas flores das praças? Convid...

Hospital da Liga - uma obra para todos

Interessante recobrar a história de construção do Hospital da Liga Operária, o gigante do Bairro Barcelos, que se ergueu sob a batuta do maestro do operariado cachoeirense: o vereador José Nicolau Barbosa. E justamente agora que o município planeja desapropriá-lo para nele instalar o sonhado curso de medicina. José Nicolau Barbosa apresentando a obra do Hospital da Liga Operária - Acervo familiar O sonho do Nicolau, como ficou conhecido o empenho que aplicou sobre a obra, nunca chegou a se realizar, uma vez que a edificação não pôde ser usada como hospital. Ainda assim, sem as condições necessárias para atendimento das exigências médico-sanitárias, o prédio de três andares vem abrigando a Secretaria Municipal de Saúde. Mesmo desvirtuado de seu projetado uso original, mantém o vínculo com o almejado e necessário atendimento da saúde do trabalhador cachoeirense. O Jornal do Povo , edição de 1.º de março de 1964, traz uma entrevista com José Nicolau Barbosa, ocasião em que a reportagem do...

História dos tempos da cólera

Nestes tempos de enfrentamento da dengue, doença que já tem feito vítimas no Rio Grande do Sul e que se propaga pelo mosquito A edes egypti e, naturalmente, pelas condições que tal vetor encontra para se multiplicar, importante rememorar ações de combate a males que podem ser freados por práticas de prevenção. Em 1862, quando uma epidemia de cólera morbus estava a assustar, especialmente porque em 1855 tinha feito muitas vítimas em Porto Alegre, o governo provincial tomou a medida de divulgar entre as autoridades dos vários municípios medidas para evitar a propagação do mal. Para tal, enviou uma circular com data de 26 de fevereiro daquele ano, descrevendo qual a conduta a ser tomada.  Vítima de cólera morbus em meados do século XIX - quadro de Pavel Fedotov - Wikipédia O registro da circular, bem como o seu conteúdo, foram guardados para a posteridade no encadernado de registro de expedidos ( CM/S/SE/RE-002, fls. 271v a 272v)  em razão das ordens que o presidente da Câmara da...

Câncer de mama

Outubro é considerado o mês da conscientização sobre a importância da prevenção do câncer de mama, sendo denominado, com este propósito, de Outubro Rosa. Divulgação UFRGS O câncer de mama é uma doença que tem acometido as mulheres ao longo dos tempos. Hoje, com o avanço da ciência e, principalmente, com o acesso facilitado à informação sobre medidas de prevenção tem sido menos desigual a batalha travada pelas pessoas que dele padecem. Mas no passado, diante dos poucos recursos disponíveis, muitas foram as vítimas desse mal.  No acervo de imprensa do Arquivo Histórico existe a coleção dos volumes que restaram do jornal Rio Grande , órgão do Partido Republicano que circulou em Cachoeira entre 1904 e 1915. No volume de 1907, edição do dia 16 de maio, há a notícia de uma cirurgia complexa de extração de tumores de mama: IMPORTANTE OPERAÇÃO Foi ha dias praticada n'esta cidade com o mais feliz resultado, uma importante operação em distincta senhora d'este municipio. Tratava-se de um ...

Há 100 anos, água encanada para o Hospital de Caridade

Em 22 de fevereiro de 1922, o jornal O Commercio  noticiou importantes melhoramentos no Hospital de Caridade, obras essas que foram possíveis graças à inauguração da Hidráulica Municipal, ocorrida em 20 de setembro de 1921. A partir disso, um bom trecho da cidade baixa passou a ter acesso à água potável nas casas residenciais ou comerciais, mediante as respectivas ligações ao sistema de distribuição da hidráulica. Pois os referidos melhoramentos foram de vital importância para que a única casa de atendimento aos doentes de Cachoeira pudesse trabalhar dentro de preceitos indispensáveis de higiene. Só por essa melhoria fica possível compreender, mais de 100 depois, o quanto foi significativa a instalação da primeira caixa d'água. Primeira caixa d'água, inaugurada em 20/9/1921 - foto Benjamin Camozato Vamos à notícia: Hospital de Caridade. Esta casa pia está passando por grandes melhoramentos. Estão sendo feitas as obras necessarias para a installação de latrinas e banheiros, melh...

Sua Majestade O Álcool

Um dos mais combatidos vícios do ser humano é o alcoolismo. A pandemia que assola o mundo desde 2020 serviu também para aumentar o consumo de álcool entre as pessoas. No Brasil, segundo pesquisa feita com mais de 40 mil internautas, 18% deles revelaram estar bebendo mais durante a pandemia, contribuindo para potencializar os problemas advindos dessa prática.  blog.bancadoramon.com.br Atravessam-se as eras e a luta para convencer as pessoas dos efeitos nefastos do álcool segue a mesma. Isto pode ser comprovado pela matéria publicada no jornal O Commercio  de 24 de abril de 1900, reproduzindo texto do jornal Patria , de Rio Pardo, escrito por Catulle Mendes. Apesar dos 121 anos que separam a publicação dos nossos dias, ainda assim o texto mantém a atualidade, pois apesar do tempo decorrido e dos novos hábitos e vícios que surgiram o álcool segue soberano em suas "conquistas". S. M. O ALCOOL "Me conheceis?... Eu sou o principe de todas as alegrias; o companheiro de todos os...

Surto de aftosa em Cachoeira

Há 121 anos, o médico que respondia pela Delegacia de Saúde, Dr. Amedeu Masson, informou o Intendente Municipal, Coronel David Soares de Barcellos, que tinha tomado conhecimento de um surto de aftosa na fazenda do Sr. Salustiano Ilha. Temendo a disseminação da doença, tomou a liberdade de alertá-lo do problema, recomendando-lhe as medidas adequadas para contenção do mal. Cel. David Soares de Barcellos - jornal O Commercio - 21/9/1904 Assim se dirigiu o Dr. Amedeu Masson ao Coronel David Barcellos: Cidadão sr. Coronel David Barcellos  Dignissimo Intendente Municipal da Cachoeira. Communico-vos que tendo tido conhecimento do apparecimento de alguns cazos de febre aphtósa no estabelecimento de criação do sr. Salustiano Ilha, tratei de ajudicar pessoalmente do facto e verifiquei que não só os campos d'este senhor achão-se contaminados, como tambem os de Virgilio Brilhante e Manduca Prates nas proximidades do Passo do Seringa. No sentido de localizar o mal, entendo necessaria a interdiç...

Dia Mundial do Meio Ambiente

Em 5 de junho de 1972, a Organização das Nações Unidas - ONU promoveu a Conferência sobre o Meio Ambiente Humano, em Estocolmo, na Suécia. A data passou, a partir de então, a ser celebrada como o Dia Mundial do Meio Ambiente, quando todo mundo deve refletir sobre as questões ambientais e as medidas necessárias para proteção e preservação dos recursos naturais. Antes disso, a imprensa tratava esporadicamente de questões relacionadas à natureza e ação do homem sobre os recursos naturais. Não havia uma política de preservação estabelecida e alguns pensadores e ativistas começavam a lançar suas ideias de respeito à natureza. A imprensa de Cachoeira, eventualmente, também abordava assuntos relacionados ao ambiente natural, em algumas vezes dando conselhos aos moradores para ações de melhoria da condição do lugar que habitavam. Vista geral de Cachoeira no início do século XX - Museu Municipal Na edição do jornal O Commercio  (Cachoeira, 1900 - 1966) do dia 14 de fevereiro de 1906, na pri...

Proibido sepultar nas igrejas!

O acervo documental do Arquivo Histórico abre janelas incríveis para o passado. Uma dessas janelas descortina um ofício datado de 11 de abril de 1831 e conduz para uma realidade de 190 anos atrás, quando a prática do sepultamento dos mortos nas igrejas e em seus entornos fazia parte do cotidiano nas vilas e cidades do Brasil recém-independente. No ofício, assinado pelo vigário Ignacio Francisco Xavier dos Santos, que por longos 44 anos ficou à frente do comando da Igreja Matriz Nossa Senhora da Conceição (1798 - 1842), há uma pormenorizada circunscrição dos fatos envolvendo as questões de sepultamentos e as exigências legais que sempre os cercaram.  Eis o documento: Ofício do vigário - 11/4/1831 - CM/OF/Ofícios - Caixa 12 Sequência do ofício do vigário - CM/OF/Ofícios - Caixa 12 Na sua longa carta ao presidente e mais vereadores da Câmara da Cachoeira, o vigário Ignacio Francisco discorreu sobre todas as providências que tomara para atender às disposições das autoridades sobre as r...

Pipas marcadas

A inauguração da primeira hidráulica, em setembro de 1921, não resolveu de todo a questão da distribuição de água na cidade, dependendo muitos ainda dos serviços prestados pelos pipeiros. Toda sorte de reclamações chegava à Intendência com relação à venda de água, ora atendo-se ao preço cobrado, às condições higiênicas das pipas e do próprio líquido precioso. Uma correspondência de 4 de março de 1922, existente no acervo documental do Arquivo Histórico, dá mostras que a Intendência Municipal tentava proceder a análises da água comercializada, no sentido de garantir que o abastecimento da população atendesse às normas de higiene: Cachoeira, 4 de Março de 1922 Illm.º Snr. Guilherme Francke Sobrinho. Communico-vos de ordem do cidadão Intendente Municipal, Dr. Annibal Lopes Loureiro que, em virtude das analyses bacteriologicas procedidas nas aguas da fonte situada em terreno de vossa propriedade á rua Conde de Porto Alegre, foi verificado tratar-se de aguas suspeitas, povoadas pelos bacill...