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Mostrando postagens com o rótulo Italianos

Série Documentos da imigração italiana em Cachoeira: alistamento eleitoral

Em 26 de janeiro de 1892, foi sancionada a Lei N.º 35, que estabelecia o processo para as eleições federais. Em seu artigo 1.º do Título I, Capítulo I - Dos eleitores, determinava que são eleitores os cidadãos brasileiros, maiores de 21 anos, já qualificados e alistados conforme lei anterior ou que se alistarem na forma desta lei .  No parágrafo 1.º, estabelecia as condições de ser brasileiro: 1.º Os nascidos no Brasil, ainda que de pai estrangeiro, não residindo este a serviço de sua nação; 2.º Os filhos de pai brasileiro e os ilegítimos de mãe brasileira nascidos em país estrangeiro, se estabelecerem domicílio na República; 3.º Os filhos de pai brasileiro que estiver em outro país ao serviço da República, embora nela não venha domiciliar-se; 4.º Os estrangeiros, achando-se no Brasil a 15 de novembro de 1889, não declararam, dentro de seis meses depois de ter entrado em vigor a Constituição, o ânimo de conservar a nacionalidade de origem; 5.° Os estrangeiros que possuírem bens imó...

Série Documentos da Imigração Italiana em Cachoeira: serviços nas estradas públicas do 5º distrito

2025 marca os 150 anos da chegada dos primeiros imigrantes italianos ao Rio Grande do Sul. Para contribuir com as discussões que serão levadas a efeito no correr das comemorações, iniciadas oficialmente em 16 de janeiro, o Arquivo Histórico passará a publicar uma série de postagens com documentos dos italianos que aqui aportaram. Os imigrantes italianos chegaram na região de Cachoeira pouco depois dos assentados nas primeiras colônias da serra do Rio Grande do Sul, ou seja, lá pelos idos de 1878, quando foi criada a Quarta Colônia, denominada Silveira Martins.  O documento que inicia a série é um ofício da subintendência municipal do 5.º distrito de Cachoeira, remetido por Nicomedes Barboza Lima ao intendente do município, Dr. Viriato Gonçalves Vianna, em 9 de janeiro de 1905. Nele, o subintendente Nicomedes indica os nomes dos cidadãos comissionários do serviço nas estradas públicas locais. Interessante é que então já prevaleciam cidadãos com sobrenomes italianos, confirmando a su...

R. Consolato d'Italia - Agenzia di Cachoeira

Muitos de nós, cachoeirenses, já ouvimos falar que a Áustria mantinha um vice-consulado em Cachoeira, sendo seu representante Ernesto Müller, um dos cidadãos beneméritos da nossa história.  Por outro lado, poucos de nós sabemos que houve uma agência do Consulado da Itália em Cachoeira, sendo o agente consular um cidadão que ficou conhecido na cidade como "Pedro faz tudo". Seu nome: Pietro Fortunati Battisti Allegri, ou Pedro Fortunato Batista para os da terra. Fragmento do documento do Consulado da Itália em Cachoeira - 1895 Assinatura do agente consular P. F. Battisti Allegri A informação se confirma através de um documento que integra o acervo do Arquivo Histórico, mais precisamente uma carta remetida pelo agente consular para o Sub-delegado de Polícia no dia 14 de setembro de 1895, contendo reclamação de Giovanni Pradell, súdito italiano estabelecido no Rincão da Mouraria, contra um vizinho que queria apropriar-se do terreno em que ele estava estabelecid...