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Mostrando postagens de Fevereiro, 2015

Mudança de Chefia

Ione Sanmartin Carlos esteve a frente do Arquivo Histórico desde 2009. Durante o ano que findou, Ione gozou de suas licenças-prêmio e a própria diretora do Núcleo de Cultura, Lair Vidal, respondia pelo departamento. Com a chegada do novo ano, a aposentadoria deu as boas-vindas à Ione Carlos e na sexta-feira 13, de fevereiro, Eliseu Machado  entrou com o pé direito no Arquivo para ser o novo gestor. Encantou-se, primeiramente com o acervo de jornais, pois tem hábito de leitura. No momento da imagem, Eliseu estava lendo sobre uma visita que Olavo Bilac fez a Cachoeira em 1916 e o seu pronunciamento, de forma poética, sobre o contexto sócio-político da época.

Seca em Cortado

Não é de hoje que lavoureiros vem sentido necessidades em seu trabalho devido à instabilidade do clima: ora chuvas escassas ora em excesso.  Transtornos no meio ambiente já eram sentidos e em 12 de fevereiro de 1877, um grupo de chefes de família, residentes em Cortado, na Picada Nova, 7º quarteirão do primeiro distrito deste Município, resolveu através de um requerimento levar ao conhecimento da autoridade municipal as circunstancias graves que actuão n'este quarteirão, a fim de constrangê-la a tomar alguma atitude favorável. O documento assim descreve o problema ambiental e no que ele resultou, subscrito com 67 assinaturas:     A funesta secca que à meses devasta a nossa Provincia, tem sido mais sensivel n'este reduto que habitamos, a ponto de invalidar os mais extraordinarios exforços que humanamente é possivel fazer para obtermos da lavoura, o mais tenue recurso para exiguamente alimentarmos nossas familias.     O fogo intenso que lentamente á tres mezes nos deva

Encarecimento e escassez da água

Bem a propósito do que estamos vivenciando neste começo de 2015, nossos antepassados da Cachoeira de 1920, estavam também experimentando dificuldades com a obtenção do líquido precioso, aquele sem o qual não vivemos e de que nos ressentimos à mínima falta que nos faça. A edição do jornal O Commercio (1900-1966), de 10 de março de 1920, em sua página 2, traz a respeito disto a seguinte notícia: - Desde 1.º do corrente os srs. pipeiros, allegando a "carestia da forragem etc.", subiram para 100 réis o preço do barril d'agua, anteriormente vendida á razão de 200 réis por 3 barris, ou seja 67 réis por balde. A medida da alta, agora generalisada, de 50% sobre o preço anterior, já era, aliás, empregada parcialmente durante o verão actual, em que, quando não vinha o frêguez (sem allusão á dialectica) o consumidor comprava do primeiro pipeiro que aparecesse, e que lhe cobrava 100 réis pelo conteúdo da vasilha, conforme a praxe estabelecida. Não queremos discutir si, nas

Iluminação pública

Nestes tempos de dificuldade com os recursos naturais, outrora tidos como inesgotáveis no Brasil, as pessoas de bom senso têm pensado muito a respeito da adoção definitiva do uso sustentável da água e da energia. Quando recorremos a registros históricos, nos apercebemos do quanto evoluímos em tecnologia para obtenção e distribuição dos recursos. Tal evolução, logicamente, implicou também em disseminação do acesso, crescimento da demanda e esgotamento dos recursos. Mas como era feita, por exemplo, a iluminação pública de Cachoeira no final do século XIX, quando Thomas Edison já havia inventado a lâmpada elétrica? Um telegrama de 24 de janeiro de 1881, dois anos após a divulgação da invenção (1879), mostra que as nossas ruas ainda estavam iluminadas a lampiões e que o combustível empregado pelo acendedor era a querosene, devendo em breve ser substituído pela gasolina. Ao final, refere que Quanto ao augmento de lampeões oportunamente se resolverá. Telegrama - CM/DA/Telegramas/