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Mostrando postagens com o rótulo Intendência Municipal

Série: Centenário do Château d'Eau - O planejamento do Château d'Eau

A história das obras de saneamento em Cachoeira, constantes da distribuição de água e esgotos, procede das primeiras iniciativas tomadas pelo Coronel Isidoro Neves da Fontoura, intendente municipal. No ano de 1911 foi encomendado um projeto ao engenheiro Benito Ilha Elejalde, que não foi posto em prática. Dez anos depois, no dia 20 de setembro de 1921, aconteceu a inauguração da primeira hidráulica, nas proximidades do Hospital de Caridade, ficando a zona baixa da cidade atendida em seu consumo de água.  Em 1923, teve início o assentamento do conduto-mestre de doze polegadas e, em 1925, as obras de construção da segunda hidráulica, projeto que visava completar o abastecimento de água e atingir a zona alta da cidade. O avanço foi enorme não só na medida em que garantiu acesso mais amplo à água tratada, como também pelo conjunto de obras que conferiram elegância e modernidade à zona urbana. As obras da segunda hidráulica, de grande envergadura, exigiram medidas anteriores à sua execu...

Série: Centenário do Château d'Eau

O Arquivo Histórico inicia com esta postagem a Série: Centenário do Château d'Eau , marco a ser comemorado no dia 18 de outubro de 2025. Até que o dia da comemoração chegue, o blog tratará mensalmente de algum assunto relacionado à grande obra de ampliação do saneamento empreendida a partir de 1923 em Cachoeira. Foram aqueles anos de 1920 um divisor de águas na história de Cachoeira do Sul no que se refere a investimentos em serviços básicos. Em razão disto, o município foi dos primeiros do estado a investir em distribuição de água e esgotos. Um belo feito para aquela época! Como resultado de vultosos investimentos, foi há um século inaugurada a segunda hidráulica, que tinha no Château d'Eau e no Reservatório R2 o coroamento estético e funcional daquele momento histórico ímpar. As obras do saneamento obedeceram a diversas etapas a partir de setembro de 1921, quando a primeira hidráulica, junto à Praça Itororó, foi inaugurada. Naquele tempo, apenas a zona baixa da cidade estava ...

Terreno para colégio do sexo masculino

O cidadão Francisco Timotheo da Cunha, comerciante estabelecido próximo à Estação Ferroviária no início do século XX e também proprietário da Farmácia Cunha, inaugurada em 1905, ofertou ao intendente municipal, Annibal Lopes Loureiro, um terreno no Alto dos Loretos para nele ser instalado um colégio do sexo masculino. A oferta, feita em encontro informal com o  intendente, foi formalizada através de uma carta a ele dirigida em 20 de setembro de 1920. Na carta, assim se manifestou Francisco Timotheo da Cunha: Ofício de Francisco Timotheo da Cunha - 20/1/1920 -  IM/OPV/CCP/Ofícios - Caixa 16 Illmo-Snr-Dr-Intendente-Municipal. N/Cidade. A poucos dias em palestra com v.s, na qual se tratou sobre o collegio, para o sexo masculino, no alto dos Loretos, que tão acertadamente  mandou ali funcionar, disse v. s. que pretendia mais tarde faser na quelle logar um edificio proprio pra funcionar aquella aula; em vista do que, venho pedir-vos permissão, para no intuito unico de prestar ...

Série Documentos da Imigração Italiana em Cachoeira: serviços nas estradas públicas do 5º distrito

2025 marca os 150 anos da chegada dos primeiros imigrantes italianos ao Rio Grande do Sul. Para contribuir com as discussões que serão levadas a efeito no correr das comemorações, iniciadas oficialmente em 16 de janeiro, o Arquivo Histórico passará a publicar uma série de postagens com documentos dos italianos que aqui aportaram. Os imigrantes italianos chegaram na região de Cachoeira pouco depois dos assentados nas primeiras colônias da serra do Rio Grande do Sul, ou seja, lá pelos idos de 1878, quando foi criada a Quarta Colônia, denominada Silveira Martins.  O documento que inicia a série é um ofício da subintendência municipal do 5.º distrito de Cachoeira, remetido por Nicomedes Barboza Lima ao intendente do município, Dr. Viriato Gonçalves Vianna, em 9 de janeiro de 1905. Nele, o subintendente Nicomedes indica os nomes dos cidadãos comissionários do serviço nas estradas públicas locais. Interessante é que então já prevaleciam cidadãos com sobrenomes italianos, confirmando a su...

Cachoeira praça de guerra - conflito entre soldados em 1924

Há 100 anos, numa noite fria do início do mês de agosto do ano de 1924, Cachoeira viu-se sobressaltada por um intenso tiroteio em frente da Igreja Matriz e da Intendência Municipal, restando morto um cidadão e feridos outros dois. A então Praça Almirante Tamandaré* literalmente virou uma praça de guerra, deixando a população em sobressalto. Igreja Matriz - MMEL O jornal O Commercio, em sua edição de 6 de agosto de 1924, à página 2, traz a descrição dos fatos: Graves successos --- Conflicto entre soldados do Exercito e do Corpo Provisorio Durante a fria noite de domingo ultimo a nossa cidade foi theatro de graves successos, que passamos a descrever em linhas geraes, segundo o que conseguiu colher a nossa reportagem. Já de algum tempo a esta parte, notava-se uma certa rivalidade entre soldados do 3.º Batalhão de Engenharia, aqui aquartelado, e os do Esquadrão do Corpo Provisorio da Brigada Militar. Sabbado ultimo houve mesmo uma troca de palavras pouco amaveis entre um sargento do referi...

1894: renúncia do intendente

Retomando suas atividades, o Arquivo Histórico coloca-se à disposição da comunidade no atendimento de suas demandas de pesquisa e abre a série 2024 de postagens no blog com um imbróglio administrativo provocado há 130 anos, durante a sangrenta revolução da degola. A revolução que teve início em 1893 e se prolongou até 1895, conhecida como Revolução Federalista, ou da Degola, por ato de um coronel do Exército, provocou uma crise política na Intendência Municipal de Cachoeira, levando o intendente David Soares de Barcellos a se exonerar do cargo em ato assinado em 5 de fevereiro de 1894. Foto extraída do jornal O Commercio , 21/9/1904, p. 1 O motivo foi a ordem que o coronel Henrique Guatimozin Ferreira da Silva (1852-1931) deu para recrutamento de cidadãos com o fim de comporem força armada sem ter consultado o intendente David Barcellos. Desrespeitado em sua autoridade, o intendente telegrafou ao presidente do estado mostrando-se indignado. Obtendo resposta em desacordo com o seu pensa...

Rua David Barcelos

Com o asfaltamento da Rua David Barcelos, tem surgido muitos questionamentos a respeito de quem foi o homem que dá nome à rua e em que momento aquela via recebeu a denominação. David Soares de Barcelos nasceu em Cachoeira no dia 16 de janeiro de 1850, filho de João Antônio de Barcelos e Castorina Inácia Soares de Barcelos. Casou com Alzira Águeda, deixando larga descendência, pois o casal teve 24 filhos.  David e Alzira Águeda com os filhos - Acervo familiar Na cidade, David e família habitavam um casarão na Rua 7 de Setembro, onde costumavam promover saraus musicais. Mas em boa parte do tempo permaneciam na sede da fazenda que David possuía nos arredores da cidade, onde depois foi implantado o Bairro Barcelos. O casarão da sede da propriedade existe até hoje e ficou popularmente conhecido como "sobrado mal-assombrado". Sobrado de David Barcellos na Rua 7 de Setembro - Fototeca Museu Municipal Sobrado da sede da fazenda de David S. de Barcellos - COMPAHC A notoriedade históri...

A revolução de 1893 - alguns documentos

A revolução ocorrida no Rio Grande do Sul entre 1893 e 1895, conhecida como Revolução Federalista ou Revolta da Degola, foi uma das mais cruéis da nossa história. Uma verdadeira guerra civil que refletiu um estado de insatisfação que vinha desde a proclamação da república, em 1889, quando dois eram os partidos políticos dominantes: o Liberal, que então passou a ser o Partido Federalista, e o Conservador que tomou o nome de Partido Republicano. Ambos lutavam pelo poder, defendendo sistemas diferentes. Os federalistas eram parlamentaristas e os republicanos queriam o presidencialismo. Acampamento na Revolução Federalista - https://www12.senado.leg.br/ No Rio Grande do Sul, o grande porta-voz dos republicanos era o jornal A Federação (Porto Alegre, 1884) , dirigido por Júlio de Castilhos, o cachoeirense Ramiro Barcellos, Venâncio Aires e Barros Cassal. Os federalistas, por sua vez, mantinham o seu jornal A Reforma (Porto Alegre, 1862) . Nos dois jornais as reações contrárias a um e ou...