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Mostrando postagens com o rótulo Igreja Matriz

Uma torre para a Igreja Matriz

Há 170 anos os cachoeirenses avistavam sua Igreja Matriz ainda inconclusa. A falta das torres era um inconveniente, já que dariam mais solenidade e beleza ao templo. Para que a obra se concretizasse, chegou a Cachoeira o engenheiro civil da província, Frederico Heydtmann, acompanhado de seu ajudante, para dar início às primeiras ações relacionadas não apenas ao erguimento de uma torre, mas também para executar o nivelamento das ruas e a rampa do porto de desembarque. Um ofício do engenheiro foi remetido aos vereadores em 1.º de abril de 1854, dando-lhes ciência da sua chegada e do que faria: Illmos. Senres. Tenho a hora [sic]   communicar a V.V.S.S.ªs que hontem  cheguei com o meu Ajudante para continuar com os meus trabalhos principiados como a demarcação da obra da rampa do porto de desembarque, do nivellamento das ruas e de fazer o orçamento para os melhoramentos da Igreja Matriz da mesma villa; Aproveito a occasião para pedir a V.V.S.S.ªs se sirvão dár suas ordens a seo pr...

Cachoeira praça de guerra - conflito entre soldados em 1924

Há 100 anos, numa noite fria do início do mês de agosto do ano de 1924, Cachoeira viu-se sobressaltada por um intenso tiroteio em frente da Igreja Matriz e da Intendência Municipal, restando morto um cidadão e feridos outros dois. A então Praça Almirante Tamandaré* literalmente virou uma praça de guerra, deixando a população em sobressalto. Igreja Matriz - MMEL O jornal O Commercio, em sua edição de 6 de agosto de 1924, à página 2, traz a descrição dos fatos: Graves successos --- Conflicto entre soldados do Exercito e do Corpo Provisorio Durante a fria noite de domingo ultimo a nossa cidade foi theatro de graves successos, que passamos a descrever em linhas geraes, segundo o que conseguiu colher a nossa reportagem. Já de algum tempo a esta parte, notava-se uma certa rivalidade entre soldados do 3.º Batalhão de Engenharia, aqui aquartelado, e os do Esquadrão do Corpo Provisorio da Brigada Militar. Sabbado ultimo houve mesmo uma troca de palavras pouco amaveis entre um sargento do referi...

Foram se queixar ao bispo

Cachoeira, no ano de 1896, mostrava-se uma cidade em crescimento, embora carecesse de muitas melhorias. A paisagem urbana era marcada pela Igreja Matriz e não longe dela, o prédio do Império do Divino Espírito Santo, que congregava os fieis em festas religiosas, quermesses e eventos beneficentes. Defronte, o sobrado da Casa de Câmara, Júri e Cadeia, ladeado pelo Teatro Cachoeirense, o primeiro da Cachoeira e do Rio Grande do Sul. O lugar tomava o nome popular de Praça da Igreja*, da Matriz, ou da Conceição, em alusão à padroeira da cidade. Era um amplo terreno, livre de qualquer obra que induzisse à ideia atual de praça. Invariavelmente, era um passadouro de pessoas e animais.  Em 1852, o construtor português José Ferreira Neves havia feito o nivelamento da praça, sendo a terra que dali foi retirada ocupada para aterrar as sangas da Micaela e Lava-pés. No mês de janeiro de 1890, o delegado de polícia em exercício, Olympio Coelho Leal, recebeu um ofício dos integrantes da junta gove...

A Semana Santa de 1923

O passar do tempo se fez sentir nas comemorações da Páscoa, assim como em outros eventos culturais e religiosos. O que ocorreu há 100 anos já não ocorre da mesma forma  em nosso tempo, embora ainda os principais traços da tradição cristã estejam presentes nas celebrações e credos. Por outro lado, também os locais em que se desenrolaram as celebrações mudaram bastante no último século. O jornal O Commercio de 4 de abril de 1923, em sua primeira e segunda páginas, traz as seguintes notas sobre a programação da Páscoa daquele ano: Culto Catholico. Semana santa . - Com verdadeiro esplendor realizaram-se, na Igreja Matriz desta cidade, as festividades religiosas da semana santa. Terça-feira penultima, ás 18 horas, após um pequeno chuvisqueiro, sahiu a procissão do encontro. O andor de Nosso Senhor dos Passos partiu da Igreja Matriz e o de Nossa Senhora das Dôres da Capella de São José. O encontro effectuou-se na Praça José Bonifacio, em frente á residencia da exma. sra. d. Ignacia Olive...

Proibido sepultar nas igrejas!

O acervo documental do Arquivo Histórico abre janelas incríveis para o passado. Uma dessas janelas descortina um ofício datado de 11 de abril de 1831 e conduz para uma realidade de 190 anos atrás, quando a prática do sepultamento dos mortos nas igrejas e em seus entornos fazia parte do cotidiano nas vilas e cidades do Brasil recém-independente. No ofício, assinado pelo vigário Ignacio Francisco Xavier dos Santos, que por longos 44 anos ficou à frente do comando da Igreja Matriz Nossa Senhora da Conceição (1798 - 1842), há uma pormenorizada circunscrição dos fatos envolvendo as questões de sepultamentos e as exigências legais que sempre os cercaram.  Eis o documento: Ofício do vigário - 11/4/1831 - CM/OF/Ofícios - Caixa 12 Sequência do ofício do vigário - CM/OF/Ofícios - Caixa 12 Na sua longa carta ao presidente e mais vereadores da Câmara da Cachoeira, o vigário Ignacio Francisco discorreu sobre todas as providências que tomara para atender às disposições das autoridades sobre as r...

Uma igreja no brasão da cidade

O brasão representativo do Município de Cachoeira do Sul porta em seu escudo, na meia parte superior esquerda, em fundo azul, a silhueta de parte do frontão da Igreja Matriz, hoje Catedral, numa referência mais do que oportuna ao que este templo representa na história local. Matriz eclesiástica de Cachoeira do Sul e testemunha da história da cidade, a Igreja Matriz chega aos 220 anos com o devido reconhecimento de sua importância. Inaugurada em 30 de setembro de 1799, desde então vem acompanhando todos os momentos históricos, fazendo parte deles em diferentes situações. Pela sua relevância, em 20 de janeiro de 1969, a Lei Municipal n.º 1379 considerou-a como monumento histórico. A lei, publicada no Jornal do Povo  do dia 23 de janeiro de 1969, tem o seguinte teor: Jornal do Povo , 23/1/1969, p. 3 Pela lei, foi considerada como "Monumento Histórico do Município de Cachoeira do Sul, a fachada da bicentenária IGREJA MATRIZ DE NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO, em virtude ...

Remodelação da Igreja Matriz

As grandes obras de saneamento da cidade, concluídas em 1925, e a onda de embelezamento urbano que as acompanhou, motivaram as lideranças religiosas e comunitárias a promoverem a remodelação da Igreja Matriz. Com o belo Château d'Eau chamando a atenção no centro da Praça Almirante Tamandaré (hoje Praça Dr. Balthazar de Bem), a velha Matriz com seu aspecto despojado e ainda conservando sua originalidade, deve ter parecido superada diante de tantas novidades. A grande liderança que concluiu as obras urbanas, Dr. João Neves da Fontoura, também incentivou os paroquianos a procederem ao embelezamento da Igreja Matriz, sugerindo a criação de uma comissão que se encarregasse de tal empreitada. Château d'Eau e Igreja Matriz antes da remodelação - Fototeca Museu Municipal A comissão foi constituída dentre membros da paróquia e apoiadores das obras, tendo como presidente o Coronel Virgilio Carvalho de Abreu, vices Achilles Figueiredo e Cacilio Menezes, 1.º secretário Assis Fer...