Pular para o conteúdo principal

Forasteiros no Arquivo Histórico

O Arquivo Histórico tem servido com sua farta e preciosa documentação a muitos pesquisadores, com especial afluência, nos meses derradeiros de inverno, de pessoas vindas das mais diferentes regiões em busca de subsídios para seus temas de estudos.

O professor Marlon Lessa Voloski, vindo de Minas Gerais, frequentou a instituição por duas semanas em busca de material para dar sustentação histórica ao processo de formação da classe média no Brasil. Vasculhou documentos do Fundo Câmara Municipal (1820 - 1889), dizendo-se extremamente satisfeito com o que encontrou. Já programou outras vindas a Cachoeira do Sul, quando pretende trazer alunos bolsistas para empreenderem outras pesquisas no acervo documental e de imprensa do Arquivo Histórico.


Professor Marlon Voloski analisa documentos da Guarda Nacional


Outra pesquisadora, a arquiteta polonesa Ewa Grela, vinda da cidade de Poznan, na Polônia, esteve no Arquivo Histórico acompanhada pelo marido Rogério Angoneze Júnior, no último dia 5 de setembro, para buscar dados sobre a arquitetura alemã na antiga Colônia Santo Ângelo. Documentos do acervo, monografias e obras da biblioteca foram consultadas na ocasião. O casal, ele brasileiro, estava percorrendo municípios da extinta Colônia Santo Ângelo para localizar obras do estilo enxaimel para constarem do trabalho de doutorado de Ewa.



A arquiteta Ewa Grela e o marido Rogério Angoneze Júnior
buscam informações sobre a arquitetura alemã na antiga Colônia Santo Ângelo

Guardar, organizar e oferecer à pesquisa documentos que remontam a trajetória político-administrativa do município é o papel do Arquivo Histórico. Cumpri-lo com a satisfação de seus usuários é estímulo para seguir neste compromisso.

(MR)

Comentários

  1. Trabalho essencial para a formação das novas gerações. Parabéns pessoas queridas que dão tanto de si para a preservação da nossa história!

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

O nascimento da Ponte do Fandango

Era prefeito municipal o jovem advogado Liberato Salzano Vieira da Cunha e um dos grandes clamores da Cachoeira do Sul de seu tempo era a construção de uma ponte que transpusesse o Jacuí. Imbuído do objetivo de encontrar solução  para concretização deste anseio, Liberato Salzano embarcou para a capital federal, então a cidade do Rio de Janeiro, para tentar junto à Presidência da República meios de construir a ponte. No retorno da viagem, cheio de entusiasmo, o prefeito, que também era um dos diretores do Jornal do Povo , mereceu foto na primeira página e a manchete: Será Construida a Ponte Sôbre o Rio Jacuí .  Dr. Liberato S. Vieira da Cunha - MMEL Logo abaixo da manchete, a chamada:   Melhoria nas Condições de Navegabilidade no Mesmo Rio - Obtidas Verbas de Duzentos Mil Cruzeiros, Respectivamente Para a Construção de Uma Escola de Artes e Oficios Para as Obras da Casa da Criança Desamparada - Início da Construção das Casas Populares - Departamento de Fomento à ...

A Ponte do Passo Geral do Jacuí

O Passo Geral do Jacuí, localizado a 30 km da cidade de Cachoeira do Sul, pela estrada de rodagem e, cerca de 40 km pelo leito do rio Jacuí, foi um dos caminhos de ligação entre Rio Pardo e a Região da Fronteira Oeste e Planalto, em tempos de paz e de Guerra Farroupilha. Terminada a Revolução Farroupilha, com a pacificação de Ponche Verde, a Província, governada por Caxias, volta-se para as obras e a prosperidade do Rio Grande do Sul. Em 8 de abril de 1846, por decreto, é apresentado o projeto para esse desenvolvimento e nele incluída a construção de uma ponte sobre o Passo Geral do Jacuí. Uma obra necessária e vital para agilizar a ligação entre os principais núcleos urbanos, servidos pelo rio Jacuí e a comercialização dos produtos e riquezas entre regiões Leste e Oeste da Província. Sua construção foi contratada pelo empreiteiro Ferminiano Pereira Soares, em 1848, pela quantia de 250 contos de réis, paga em seis prestações e num prazo contratual de cinco anos. (Ferminian...

Casa da Aldeia: uma lenda urbana

Uma expressão que se tornou comum em nossos dias é a da "lenda urbana", ou seja, algo que costuma ser afirmado pelas pessoas como se verdade fosse, no entanto, paira sobre esta verdade um quê de interrogação!  Pois a afirmação inverídica de que a Casa da Aldeia é a mais antiga da cidade é, pode-se dizer, uma "lenda urbana". Longe de ser a construção mais antiga da cidade, posto ocupado pela Catedral Nossa Senhora da Conceição (1799), a Casa da Aldeia, que foi erguida pelo português Manoel Francisco Cardozo, marido da índia guarani Joaquina Maria de São José, é mais recente do que se supunha. Até pouco tempo, a época tida como da construção da casa era dada a partir do requerimento, datado de 18 de abril de 1849, em que Manoel Francisco Cardozo: querendo elle Suppl. Edeficar umas Cazas no lugar da Aldeia ecomo Alli seaxe huns terrenos devolutos na Rua de S. Carlos que faz frente ao Norte efundos ao Sul fazendo canto ao este com a rua principal cujo n...