Pular para o conteúdo principal

Um disco voador em Cachoeira

"Apareceu um Disco Voador". Com este título o Jornal do Povo fechou a edição do dia 18 de março de 1954, relatando que algumas pessoas, na Vila Barcelos, tinham avistado um destes objetos voadores não identificados que se constituíram em "febre", especialmente no pós-guerra.

Diz a matéria:

Jornal do Povo - Acervo de Imprensa

Apareceu um Disco Voador sôbre esta cidade, terça-feira às 11 horas da manhã - É o que asseguram, pelo menos, pessoas residentes na Vila Barcelos. 

Tempo houve em que andavam proliferando os "discos voadores". E não faltou até fotografias (?) do fenômeno que, até hoje, ainda não foi perfeitamente explicado. Se há quem não acredita em sua existência, maior é o número dos que crêm na possibilidade de existirem os "discos", que já andaram merecendo estudos do Departamento de Defesa dos Estados Unidos.

Últimamente, porém, vinham rareando as notícias sôbre os misteriosos aparecimentos. Neste município, aliás, bem poucas vêzes surgiram informações a respeito. Mas agora, segundo asseguram pessoas residentes na Vila Barcelos, apareceu têrça-feira, às 11 horas da manhã, um "disco voador" sôbre a cidade.

Quem nos trouxe a informação foi o Sr. Ronildo (Xola) Fortes, residente naquela vila e funcionário da agência local do Banco Nacional do Comércio. Segundo o Sr. Ronildo, em companhia de vários vizinhos, observou perfeitamente o "fenômeno" que êle assim descreve:

- "Vi perfeitamente um enorme disco opaco, deslocando-se velozmente na direção leste-oeste, a uma altura que pode ser calculada entre 200 a 300 metros. Ao chegar exatamente sôbre o centro da cidade, o disco descreveu uma curva, brilhando intensamente (reflexos da luz solar) e tomou a direção norte, desaparecendo em seguida." (Jornal do Povo, Ano XXV, N.º 139, 5.ª feira, 18 de março de 1954, página 4).

São várias as histórias envolvendo a aparição de objetos voadores não identificados - os OVNIs - nos mais diferentes recantos, inclusive em municípios localizados nos arredores de Cachoeira. Muitos são os aficionados no tema e certamente vários são os relatos de discos voadores que não chegaram à imprensa, inclusive em Cachoeira. Intrigantes, palpitantes e curiosas discussões surgem quando o assunto são estes "passageiros" de outros mundos perdidos entre nós...

Você já avistou algum?

MR

Comentários

  1. Estava lembrando da famosa noite de discos voadores sobre os quartéis! Acredito que foi nesta mesma época! A nossa quadra foi quase na totalidade até a descida do Amorim para poder assistir. Fomos no carro do dr. Edir Lima com as duas famílias amontoadas! E assistimos toda a façanha de camarote! Não esqueço, jamais

    ResponderExcluir
  2. Também quero saber mais Mafalda !!!!

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

Casa da Aldeia: uma lenda urbana

Uma expressão que se tornou comum em nossos dias é a da "lenda urbana", ou seja, algo que costuma ser afirmado pelas pessoas como se verdade fosse, no entanto, paira sobre esta verdade um quê de interrogação!  Pois a afirmação inverídica de que a Casa da Aldeia é a mais antiga da cidade é, pode-se dizer, uma "lenda urbana". Longe de ser a construção mais antiga da cidade, posto ocupado pela Catedral Nossa Senhora da Conceição (1799), a Casa da Aldeia, que foi erguida pelo português Manoel Francisco Cardozo, marido da índia guarani Joaquina Maria de São José, é mais recente do que se supunha. Até pouco tempo, a época tida como da construção da casa era dada a partir do requerimento, datado de 18 de abril de 1849, em que Manoel Francisco Cardozo: querendo elle Suppl. Edeficar umas Cazas no lugar da Aldeia ecomo Alli seaxe huns terrenos devolutos na Rua de S. Carlos que faz frente ao Norte efundos ao Sul fazendo canto ao este com a rua principal cujo n

O que tinha e o que faltava na Cachoeira do Sul de 50 anos atrás...

Cachoeira do Sul, outubro de 1973. O Clube de Diretores Lojistas,  hoje Câmara de Dirigentes Lojistas de Cachoeira do Sul - CDL, lançou um "volante", o que hoje chamamos de fôlder, ressaltando as potencialidades do município.  Interessante verificar a forma como a notícia chegou aos lares cachoeirenses através das páginas do Jornal do Povo,  que circulou no dia 23 de outubro daquele ano: O QUE CACHOEIRA DO SUL TEM E O QUE FALTA O Clube de Diretores Lojistas, sempre preocupado na promoção de Cachoeira do Sul sob todos os aspectos, tomou a iniciativa de imprimir um volante, relacionando o que esta cidade tem, de destaque, e o que lhe falta. Em reunião que o CDL realizou na noite de quarta-feira, foi este assunto abordado, pois uma das grandes preocupações de Gentil Bacchin, vice-presidente do CDL, em exercício, relaciona-se com a limpeza da cidade, assunto que está merecendo novas normas da administração municipal, mas que exige maior colaboração da população. O VOLANTE O volan

Bagunça na 7

Em 1870, quando a moral e os bons costumes eram muito mais rígidos do que os tempos que correm e a convivência dos cidadãos com as mulheres ditas de vida fácil era muito pouco amistosa, duas delas, Rita e Juliâna, estavam a infernizar moradores da principal e mais importante artéria da Cidade da Cachoeira. Diante dos "abusos" e das reclamações, chegou ao subdelegado de polícia da época, Francisco Ribeiro da Foncêca, um comunicado da Câmara Municipal para que ele tomasse as necessárias providências para trazer de volta o sossego aos moradores. Rua 7 de Setembro no século XIX - fototeca Museu Municipal A solicitação da Câmara, assinada pelo presidente Bento Porto da Fontoura, um dos filhos do Comendador Antônio Vicente da Fontoura, consta de um encadernado do Fundo Câmara Municipal em que o secretário lançava o resumo das correspondências expedidas (CM/S/SE/RE-007), constituindo-se assim no registro do que foi despachado. Mais tarde, consolidou-se o sistema de emitir as corresp