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Fábrica de Cerveja e Gasosa de Franz Rother

A apreciação e consumo da cerveja é um dos traços marcantes da cultura alemã. E em Cachoeira não foi diferente quando os primeiros alemães aqui se estabeleceram, vindos da Colônia Santo Ângelo. Logo deram jeito de providenciar a fabricação da bebida tão apreciada, surgindo a Cervejaria Deutsch Bier Brauerei, de Rodolfo Homrich, a Cervejaria Moderna, de Augusto Trommer, e a Fábrica de Cerveja de Pedro Port & Cia. A Rua Sete de Setembro era pontilhada de chaminés das fábricas de cerveja. Rua 7 de Setembro, vendo-se as chaminés das cervejarias ao fundo - fototeca do Museu Municipal Um dos pioneiros na produção de cerveja na cidade foi Franz Rother. No ano de 1901, quando foi realizada em Porto Alegre a Exposição Estadual, evento que apresentava os principais produtos da economia rio-grandense de então, a FÁBRICA DE CERVEJA E GASOSA, nome do estabelecimento de Franz Rother, obteve a medalha de bronze. Por conta desta distinção, o proprietário divulgava no jornal O Commercio ...

"Viagem em bicycleta"

A edição do jornal O Commercio , de 28 de agosto de 1901, traz a interessante notícia sobre viagem  protagonizada por dois cidadãos da Cachoeira, apreciadores, como os atuais membros do Cicloativado, do bom e saudável uso das bicicletas: Já se acham de regresso a esta cidade os srs. Pedro Baptista e Hygino Livi que a 19 do corrente, ás 12 horas do dia, dirigiram-se em bicycleta d'qui ás minas de cóbre de Camaquam. Os valentes excursionistas, na ida e volta, percorreram em cinco dias 312.600 kilometros ou sejam 47 leguas e 2.400 metros, tendo em sua viagem de enfrentar mil difficuldades, taes como o mau tempo reinante, chuvas e ventos contrarios e as pessimas condições em que, como consequencia encontraram as estradas. Foi o seguinte o seu itinerario: De Cachoeira ao Seringa,  metros 4.800 A Feliciano Prates                    "        8.500 A Fidelis Prates           ...

Doutores...

Nos tempos em que a medicina era genérica, ou generalista, encontrar profissionais especializados era uma raridade, especialmente nas cidades pequenas. Os médicos disponíveis tinham que dar conta de todas as mazelas da população, atendendo desde dores de dente até partos e cirurgias. Mas vez em quando aportavam na cidade, apregoando suas especialidades, doutores em dentes, ouvidos, olhos. Propagandeavam suas habilidades no boca-a-boca e na imprensa.  O jornal O Commercio (1900-1966), cuja coleção está guardada no Arquivo Histórico, traz inúmeros anúncios desses profissionais. Alguns deles acabaram estabelecendo residência e consultório, criando vínculos com a cidade. Outros apenas passaram por aqui, atendendo necessidades da população. Eis um dos anúncios reproduzidos da edição d' O Commercio  do dia 16 de maio de 1917, em que o Doutor Padrós de Gaona, oculista, oferecia tratamento oftalmológico moderno e também a seleção de lentes pelo optometrista Dr. B. Pericas. Hospe...

Moradores da comunidade São Miguel - 1922

Um abaixo-assinado remetido à Comissão Executiva do Partido Republicano de Cachoeira, em 24 de fevereiro de 1922, além de nos dar ideia da força da política partidária naqueles tempos, é excelente documento para levantamento dos moradores da comunidade de São Miguel, próximo de Restinga Seca, à época ainda distritos de Cachoeira. Os moradores de São Miguel comprometiam-se, ao assinarem o documento, a votar nos candidatos recomendados pelo "benemérito chefe do Partido Republicano Dr. Borges de Medeiros". O candidato apoiado por Borges, e consequentemente pelos moradores da localidade, era o Dr. Annibal Lopes Loureiro, que havia "prometido satisfazer as nossas justas aspirações". Assinaram o documento: - Ernesto Rossi - Antonio Bolzan - Eugenio Dotto - Celeste Cantarelli - Raphael Cantarelli - Alexandre Albino Dotto - João Rossi - Pedro Mozzaquatro - José Mozzaquatro - Carlo Cirolini - Jacob Mozzaquatro - Luis Bolzan - Francisco Cantarelli...

Histórias do tempo da escravatura

No último dia 13 de maio transcorreram os 124 anos da abolição da escravatura, oficializando o fim de um período triste da história do país.  Em Cachoeira, segundo o historiador Aurélio Porto, a libertação dos escravos já vinha sendo feita de forma sistemática, de modo que em 1889 a população cativa estava bastante reduzida. Há no acervo documental do Arquivo Histórico muitas provas do período escravagista, como a carta de venda da escrava Maria, datada de 6 de fevereiro de 1814, que remonta ao tempo em que ainda Cachoeira era uma freguesia subordinada a Rio Pardo.  A escrava Maria, de nação Benguela, tinha treze anos e foi vendida por Floriano Joze Severo ao Vigário da  Freguesia de Nossa Senhora da Conceição da Cachoeira, Ignacio Francisco Xavier dos Santos, pela quantia de 179.200 réis. Como se vê, escravos eram bens adquiridos por qualquer cidadão, inclusive os do clero. Documento avulso - Justiça

A iluminação pública e o acendedor de lampiões

Iluminar as vias públicas era tarefa trabalhosa antes do advento da eletricidade e um profissional era muito importante nessa atividade: o acendedor de lampiões. Quando a noite caía sobre Cachoeira, aqui também esse profissional entrava em cena, produzindo o milagre de clarear um pouco as ruas escuras, distribuindo pelos postes existentes a chama que servia de guia para os transeuntes que se aventuravam em passeios noturnos. Em 1881, a Câmara Municipal, responsável pela administração, organização e disciplinamento da vida na cidade da Cachoeira, recebeu do governo da Província a doação de 40 lampiões e os respectivos pertences: duas latas de conduzir querosene, que era o combustível utilizado; dois funis e duas escadas. Acendedor de lampiões com escada e querosene - imagem: www.revistadehistoria.com.br A fim de desempenhar sua importante função, o acendedor saía pelas ruas carregando a escada e o querosene. Sua rotina era percorrer as ruas, dirigindo-se aos lampiões de for...

Curso de Recepcionistas do SENAC visita o Arquivo Histórico

As alunas do Curso de Recepcionista do SENAC Cachoeira do Sul, acompanhadas pela professora Cíntia Daniele dos Santos, estiveram em visita ao Arquivo Histórico do Município, na tarde do dia 25 de abril, ocasião em que conheceram a instituição, sua função, objetivos e acervo. Foram atendidas pelas assessoras técnicas Ione Rosa e Mirian Ritzel. Foto: Mirian Ritzel Durante a visita, as alunas conheceram o acervo de imprensa do Arquivo Histórico, alguns trabalhos de genealogia e o acervo documental, tomando conhecimento dos cuidados necessários para a preservação e conservação da nossa memória histórica. Foto: Mirian Ritzel Para agendar visitas ao Arquivo Histórico, contate o telefone (51) 3724-6006 ou o e-mail arquivohistorico@cachoeiradosul.rs.gov.br