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Proposta para substituição da iluminação pública por novo invento

A iluminação de uma cidade, a exemplo de outros serviços que estão a cargo da administração pública, é boa indicadora do nível de investimento e do estágio de evolução tecnológica atingido pelo município. Cachoeira experimentou variadas formas de iluminar suas vias e casas. Do acendedor de lampiões às primeiras experiências com luz elétrica, o tempo percorreu dois séculos... E os avanços da ciência aconteciam bem longe daqui! Uma carta remetida ao presidente e demais vereadores da Câmara, em 6 de maio de 1886, é uma prova das inovações que a segunda metade do século XIX estava atingindo na área.  E também demonstra o interesse que os concessionários do contrato da iluminação pública municipal tinham no investimento em novas tecnologias e no seu repasse comercial. CM/DA/OM/Caixa 3 Eis o conteúdo: Os abaixo assignados, concessionarios do contrato da illuminação publica que se faz na Cidade da Cachoeira , participão a distinta corporação Municipal dessa Cidade, que...

Melhoramentos urbanos

A década de 1920 foi uma das mais profícuas em melhoramentos urbanos na história de Cachoeira do Sul, resultado de um momento de grande crescimento econômico e de forças políticas trabalhando em uníssono. São desse período a construção da primeira e da segunda hidráulicas, do Château d'Eau, do calçamento de trechos importantes no centro e bairros, do ajardinamento das principais praças e passeios públicos. 20 de setembro de 1921, inauguração da 1.ª Hidráulica - Grande Álbum de Cachoeira, de Benjamin Camozato Reservatório R2 , 2.ª Hidráulica, 1925 - fototeca Museu Municipal Uma nota do pedreiro Pedro Simões , paga pela Intendência Municipal por diversos serviços prestados em outubro de 1926, dá mostra do grande canteiro de obras instalado em Cachoeira naquele tempo: Diversos serviços de pedreiro executados para a Municipalidade, a saber: Colégio Elementar: 10,5 m de calha coberta de tijollo a 5$000 .........................................   ...

Doce Cachoeira

Vez por outra a equipe do Arquivo Histórico, em meio à sua rotina de organizar documentos oficiais, localiza recortes, lembranças, páginas avulsas de jornais e revistas que pessoas da comunidade trazem, no propósito de que sirvam para subsidiar estudos ou mesmo compor com outros documentos, quem sabe, um aspecto da nossa rica história. Pois em uma das pastas submetidas à análise, eis que um recorte de jornal ilustrado com linda aquarela do Château d'Eau de pronto chamou a atenção. Trata-se do jornal Zero Hora, edição de 13 de setembro de 1999, que traz a coluna do escritor cachoeirense Liberato Vieira da Cunha.  Com o título "Doce Cachoeira", a coluna não está assinada pelo seu titular, mas sim por um interino, o escritor Carlos Urbim, recentemente falecido. Recorte do jornal Zero Hora, edição de 13-9-1999 O texto de Urbim, colorido como tudo que ele escrevia, remete o leitor a uma doce Cachoeira, aquela que Liberato Vieira da Cunha tantas vezes canta e decan...

Praça do Pelourinho - embrião do coração da cidade

A Praça do Pelourinho, atual José Bonifácio, foi a primeira a ser demarcada no recinto da então Vila Nova de São João da Cachoeira, no ano de 1830. Uma vez definida a extensão da praça, a Câmara começou a conceder terrenos em seu entorno, o que pouco a pouco acabou por povoar as imediações daquele espaço. Um requerimento do cidadão Jozé Domingues Severo, remetido à Presidência da Província em 29 de maio de 1849, que solicitava terreno na Rua do Loreto, atual Sete de Setembro, permite a reconstituição de como era o processo deflagrado pela Câmara para atendimento do pedido e também levanta uma planta da então Praça do Pelourinho, revelando a conformação física de espaço que se tornou o coração da cidade. CM/OF/Requerimentos/Caixa 8 O teor do requerimento era o seguinte: Diz Jozé Domingues Severo, morador na Villa da Caxoeira, que achando=se devoluto na mma. Villa na Rua do Loreto hum terreno de setenta Palmos de frente ao Este, fundos meia quadra, devedindo=se pello Norte com...

8 de Maio de 1945 - Derrotado o Nazismo

Há 70 anos o mundo respirou aliviado, comemorando o final da II Grande Guerra Mundial.  Cachoeira do Sul, a exemplo de cidades ao redor do mundo, festejou a notícia do término da guerra, celebrando o Dia da Vitória. O jornal O Comércio, edição de 9 de maio de 1945, relata a forma como a cidade comemorou a notícia e informa aos cachoeirenses os acontecimentos que legitimaram o fim do conflito, cujas consequências espalharam-se, de alguma forma, sobre todos. A matéria jornalística, que traz o retrato de Getúlio Vargas encimando uma frase de enaltecimento aos valentes filhos da F.E.B. (Força Expedicionária Brasileira), traz a seguinte notícia: O Comércio, 9/5/1945, p. 1 - acervo de imprensa do Arquivo Histórico Derrotado o Nazismo A Alemanha aceitou os termos de Paz impostos pelas Nações Unidas - Comemorado festivamente o DIA DA VITÓRIA - Desde segunda-feira que as populações de quasi toda a Europa, Américas, Africa, Oceania e de quasi toda a Asia, se encont...

A Origem de "Grogue"

Quando ouvimos a aplicação da palavra grogue , logo pensamos em alguém que esteja sofrendo os efeitos de uma boa bebedeira, de uma pancada na cabeça ou, quem sabe, do uso de uma substância poderosa... Pois não é que uma provável origem da palavra, quem diria, associa-se a uma história - estória para alguns - bastante inusitada que fomos encontrar nas páginas do jornal Rio Grande , de Cachoeira, em sua edição de 18 de maio de 1908? Eis a transcrição da matéria: ORIGEM DE GROG -------- Faleceu em uma hospedaria, repentinamente, o opulento capitalista inglês Mr. Heo Ricard Oldam Grimmel, que fazia uma viagem de recreio com o seu primogênito Edward. Baldados foram os esforços do desolado rapaz para obter o transporto de seu finado pai, em camara ardente, até o lugar de sua residencia. Nenhuma embarcação a seguir viagem quiz aceitar o corpo. ---- Edward, rapaz de altos recursos, não teve desfallecimento em resolver a objeção. Arranjou um grande tonel de aguardente de pri...

Dia do Índio

A coleção do jornal O Commercio , do acervo de imprensa do Arquivo Histórico, mais uma vez nos brinda com uma notícia que vem à luz justamente quando no Brasil é comemorado o Dia do Índio, em 19 de abril. Trata-se de um relato da situação dos indígenas do Rio Grande do Sul, sendo que o autor, que assina apenas com as iniciais B. S., toma por exemplo aldeamentos da região do Alto Uruguai em 1901! Guardadas as diferenças temporais e de tratamento social da questão, o que a matéria abaixo transcrita demonstra é que, mesmo transcorridos 114 anos, quase nada do panorama relatado em 1901 foi modificado.  Guarani-mbyá - Imagem: pib.socioambiental.org Indigenas do Rio Grande O interesse que de tempos tenho tomado por tudo quanto se prende á historia e cousas do Estado levou-me, em abril ultimo, ao aldeamento dos indigenas do alto Uruguay e agora, aproveitando as férias do Natal, de novo ali estive, afim de completar as notas que estão servindo para uma noticia que a respeit...