Pular para o conteúdo principal

Postagens

A morte do empreiteiro

Quando houve o rompimento de uma viga mestra que amarrava o telhado do ainda jovem prédio do Teatro Municipal, em janeiro de 1908, vendo-se a municipalidade sem recursos para recuperá-lo, o intendente Dr. Balthazar de Bem tomou a decisão de cedê-lo para o governo do Estado para que nele fossem alocados o Fórum, que ocupava o andar superior da Intendência, e o colégio elementar a ser criado. No dia 18 de agosto de 1913, foi repassado o prédio do Teatro para o estado. Nota publicada no jornal O Commercio , de 20/8/1913, p. 2 - Coleção de Imprensa do Arquivo Histórico Teatro Municipal inaugurado em 25/12/1900 - Fototeca Museu Municipal Intendente Dr. Balthazar de Bem  Em março de 1915, foram feitas as matrículas dos primeiros alunos do Colégio Elementar que, naquele mesmo ano, teve aprovada a denominação de Colégio Elementar Antônio Vicente da Fontoura, por sugestão de sua primeira diretora, professora Cândida Fortes Brandão. No entanto, como o prédio do Teatro M...

Parceria Arquivo Histórico e CAU - UFSM

Ainda integrando as comemorações dos 30 anos do Arquivo Histórico, houve dia 10 de agosto, no Auditório Rita de Cássia Fernandes Barbosa, da Casa de Cultura Paulo S. Vieira da Cunha, a apresentação para a comunidade dos resultados preliminares do Projeto de Pesquisa Evolução Histórica da Configuração Urbana de Cachoeira do Sul, constando da Metodologia de Organização do Acervo Cartográfico e Arquitetônico do Arquivo Histórico do Município. Os acadêmicos de arquitetura Gustavo Streck Severo, Schayane Dias Pereira e Andreza Micaela Oliveira Nunes apresentando o Projeto Coordenado pela Mestre Letícia de Castro Gabriel, o projeto vem sendo desenvolvido pelos acadêmicos Andreza Micaela Oliveira Nunes, Gustavo Streck Severo e Schayane Dias Pereira e teve início em meados de 2016, com a análise individual do acervo de plantas arquitetônicas existente no Arquivo Histórico, boa parte dele advindo pela recepção do arquivo particular da Construtora Cachoeirense. Ms. Letícia de Castr...

Histórias para Contar nossa História

A programação inicial das comemorações dos 30 anos do Arquivo Histórico foram exitosas tanto nos trabalhos apresentados quanto no público atingido. No dia 1.º de agosto, às 14 horas, no Auditório Rita de Cássia Fernandes Barbosa, da Casa de Cultura Paulo Salzano Vieira da Cunha, o professor e pós-doutor Paulo Roberto Staudt Moreira, da UNISINOS, proferiu, para uma plateia eclética e extremamente atenta, a palestra A morte do Comendador. Eleições, Crimes Políticos e Honra, título do livro resultante da sua pesquisa. Além de contar o fato histórico que vitimou o Comendador Antônio Vicente da Fontoura depois do atentado sofrido dentro da Igreja Matriz, em 8 de setembro de 1860, dia de eleições, Staudt passou a descrever detalhes sobre o réu Manoel Pequeno e sobre as peculiaridades da peça judicial. Paulo Roberto Staudt Moreira  Vista geral da plateia  Atual equipe do Arquivo Histórico com o palestrante Paulo S. Moreira No dia 2 de agosto, no mesmo lo...

Arquivo Histórico - 30 Anos

O Arquivo Histórico do Município de Cachoeira do Sul "Carlos Salzano Vieira da Cunha" chega, em 5 de agosto de 2017, aos 30 anos de criação. Ao longo desse tempo, pelas mãos de diferentes equipes, organizou-se para poder também organizar, dispor e disponibilizar documentos únicos e preciosos que contam a história do quinto município mais antigo do Rio Grande do Sul, torrão original que se desmembrou em inúmeras cidades, muitas das quais, ainda que maiores que Cachoeira do Sul, não dispõem de instituição do gênero. E não foi mera coincidência, mas proposital forma de marcar o significado da criação do Arquivo Histórico ter escolhido o dia 5 de agosto para data de seu nascimento. 5 de agosto de 1820 marca o dia da instalação da Vila Nova de São João da Cachoeira e também o marco inicial da produção documental de que o Arquivo Histórico é depositário.  Torna-se indispensável relembrar os primórdios da história daquele que documenta a história. Abrigado em uma sala do Mu...

Eucaliptos em Cachoeira

A cultura de eucaliptos em Cachoeira teve um grande impulso a partir de 1916 com o empreendedor José Zell, que desde 1912 vinha realizando palestras e publicando artigos no jornal O Commercio  sobre as vantagens da silvicultura. Sua primeira aparição discorrendo sobre o assunto se deu em 28 de fevereiro de 1912, no salão da Intendência Municipal, quando realizou uma conferência sobre silvicultura em geral, focando especificamente no cultivo do eucalipto. O Dr. Balthazar de Bem, ao apresentá-lo à assistência, justificou a dificuldade de expressão de José Zell devido ao pouco tempo em que estava no Brasil, mas ressaltou sua alta qualificação para o que se propunha fazer. Segundo publicação n 'O Commercio, edição de 6 de março de 1912, ao começar a conferência, José Zell falou sobre a importância dos matos e enalteceu o seu  papel benefico exercido (...) sobre o clima, reduzindo e desviando a força dos ventos, determinando maior precipitação d'agua, evitando as erosões e g...

Um piano em questão

O Teatro Municipal, portentoso prédio que se localizava na esquina da atual Rua Gabriel Leon, fronteiro à Praça Dr. Balthazar de Bem, era no início do século XX a grande casa de espetáculos da cidade. Empresas de projeção de fitas, os bioscopos, trupes teatrais, ilusionistas, músicos e outros artistas, muitos deles vindos de outras cidades, utilizavam-se das instalações do teatro para suas exibições.  Teatro Municipal  - Fototeca Museu Municipal Um dos grupos musicais formados em Cachoeira, que era então uma cidade de inúmeros talentos, chamado Sociedade Musical Grupo Carlos Gomes, era um dos que usufruíam das instalações do teatro. Fundado em 20 de outubro de 1903, o Grupo Carlos Gomes compunha-se de 21 integrantes que tocavam instrumentos de corda e metal. No ano seguinte, já contando com 36 figuras, iniciou uma série de concertos sinfônicos no Teatro Municipal, sendo o primeiro em benefício de obras da Igreja Matriz. Em abril daquele ano, o jornal O Commercio ...

Onde está Roldão?

A documentação resguardada pelo Arquivo Histórico guarda um cabedal imenso de informações de toda ordem, oferecendo um universo de possibilidades para conhecimento da vida da cidade em diferentes períodos históricos. Mas engana-se quem pensa que a natureza da documentação seja apenas de caráter administrativo. É certo que esta tipologia é dominante, mas existem muitos outros gêneros, alguns deles constituindo-se em veículos que permitem um mundo de divagações. Então, não só de assuntos administrativos, contábeis e de ordem legal tratavam os intendentes (administradores municipais ao tempo da Intendência - 1892 a 1930). Caíam sobre a sua mesa todo tipo de solicitação, como a carta de uma saudosa esposa atrás de informações do marido: Carta da esposa de Roldão - IM/S/SE/OR - Caixa 10 - Acervo documental Arquivo Histórico Ill.mo S-nr                     Intendente 30 Setembro 1926 Pesso por favor para o S-r me mandar notici...