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Uma igreja no brasão da cidade

O brasão representativo do Município de Cachoeira do Sul porta em seu escudo, na meia parte superior esquerda, em fundo azul, a silhueta de parte do frontão da Igreja Matriz, hoje Catedral, numa referência mais do que oportuna ao que este templo representa na história local. Matriz eclesiástica de Cachoeira do Sul e testemunha da história da cidade, a Igreja Matriz chega aos 220 anos com o devido reconhecimento de sua importância. Inaugurada em 30 de setembro de 1799, desde então vem acompanhando todos os momentos históricos, fazendo parte deles em diferentes situações. Pela sua relevância, em 20 de janeiro de 1969, a Lei Municipal n.º 1379 considerou-a como monumento histórico. A lei, publicada no Jornal do Povo  do dia 23 de janeiro de 1969, tem o seguinte teor: Jornal do Povo , 23/1/1969, p. 3 Pela lei, foi considerada como "Monumento Histórico do Município de Cachoeira do Sul, a fachada da bicentenária IGREJA MATRIZ DE NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO, em virtude ...

E a revolução se avizinha...

Em 24 de setembro de 1835, antevendo problemas com a ordem e segurança públicas em razão do estouro da Revolução Farroupilha, o Juiz de Paz do Centro oficiou à Câmara Municipal comunicando-a da situação:  Officios = Do Js. de Páz do Centro = 24 de Septembro Corr.e = Que se responda disendo que com magoa recebeo a nuticia que no mesmo dá, porem que muito lhe louva o Zello que tem tomado sobre o bem estar do Municipio e que espera que Continue na serteza de que a Camara o cuadjuvara em tudo que estiver a seu Alcance. Que se fassa Publico por Editais fazendo Constár que no Municipio riscos não há de Ser perturbado; que sem que a Camara espera em Seus habitantes hajao de prestar se com união e obdiencia as Leys e a Authoridades legalm.e constituidas huma vez que o corrão serconstancias que exijão. E por ser dada a hora o Senr" Prezidente levantou a seção E para Constar se lavrou a presente Acta em que assignarão perante mim Manoel Alves Ferrás Junior Secret.º que o escrevÿ Jo...

Armas ofensivas

Em tempos de discussão a respeito do rearmamento do cidadão, interessante se deparar com um edital do século XIX, do ano de 1862, em que a Câmara Municipal da Cidade da Cachoeira declarou  quaes as armas offensivas cujo uzo as autoridades policiaes poderão permittir, e os cazos em que o podem fazer, e para este fim adoptou a resolução seguinte, Artigo 1.º Hé prohibido trazer qualquer arma de fogo, cortante, perfurante ou contundente, excepto bengala e chapeo de Sol; sendo unicamente permittido aos officiaes de officio e carreteiros o uzo dos instrumentos proprios em quanto trabalharem, podendo removelos de um lugar para o outro durante o dia. 2.º As autoridades policiaes poderão conceder licença  1.º  para trazer armas de caça as pessoas insuspeitas e estabelecidas no lugar = 2.º para trazerem qualquer arma as pessoas que andarem em viagem ou nos campos, sendo os impetrantes pessoas de reconhecida probidade. Tanto no primeiro como no segundo cazo porem, se ...

Gregos em Cachoeira

Ainda utilizando a rica documentação da polícia (DP/D-004) do final da década de 1880, acervo do Arquivo Histórico, uma correspondência do delegado de Cachoeira para o de Santa Maria chama a atenção. Trata-se de uma ocorrência envolvendo gregos que andaram aprontando na cidade próximo ao Natal de 1887. Correspondência do delegado de polícia de Cachoeira para o de Santa Maria - 24/12/1887 - DP/D-004 Diz a correspondência: N.º 2 - Delegacia de Policia do Termo da Cachoeira 24 de Dezembro de 1887. - Illmo. Snr. - No dia 21 do corrente, seguio para essa Cidade uns Gregos trabalhadores que comprãm e fabricão tachos de cobre, estando elles nesta cidade na noute de 20 para 21 roubaram dos mesmos um cavallo baio, de dentro de um alambrado e logo que elles d'aqui sahirão o cavallo apareceu em poder de um mulato, cujo mulato diz ter comprado o dito cavallo de seu dono na vespera da sahida d'aqui pela quantia de 20$000 rs. o q. tudo isto parece-me mentira, porque no dia 21 ...

Agência do antigo Banco Pelotense - Patrimônio Histórico do Estado do RS

Sábado último, ao meio-dia, foi festivamente comemorada a colocação da cumeeira no vasto edifício que o Banco Pelotense está mandando construir à Rua 7 de Setembro, esquina da Rua Venâncio Aires. Já começou a colocação das telhas no belo edifício, construído sob a direção do Dr. Santiago Borba que pretende entregá-lo ainda antes do fim do ano.   Com a notícia acima, o jornal O Commercio , de 15 de junho de 1921, à página três, informou aos leitores o andamento das obras do alteroso edifício que o Banco Pelotense estava erguendo na esquina da Rua Sete de Setembro com a então Venâncio Aires, hoje Rua Presidente Vargas, prédio tombado como patrimônio histórico-cultural pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado - IPHAE no último dia 17 de agosto, Dia Nacional e Estadual do Patrimônio. Agência Banrisul - Patrimônio Tombado do Estado do Rio Grande do Sul (17/8/2019) - Foto Renato F. Thomsen Uma das mais admiradas construções da zona urbana de Cachoeira do...

Escravas em arruaça

Na época da Câmara Municipal, mais precisamente no final da década de 1880, o Delegado de Polícia do Termo da Cachoeira contratava cidadãos para exercerem o papel de polícia particular. A atribuição destes cidadãos era, pois, a de zelar pela segurança e ordem pública, reportando ao delegado toda e qualquer ocorrência que verificassem em suas rondas. Outra atribuição deles era a de verificar o estado da iluminação pública que, à época, era feita por lampiões acendidos e apagados diariamente por um encarregado especial, o acendedor de lampiões. Uma "parte", que era assim o nome do documento emitido pelo encarregado de prestar contas da ronda ao delegado de polícia, emitida em 20 de novembro de 1887, relatou um acontecimento interessante: DP/D-004  Quartel da Policia Particular em Cachoeira, 20 de Novembro de 1887. Parte: Illm.º Sr.º Fiz a ronda nas principaes ruas da cidade, até ás 12 horas da noite e confórme as ordens de V.S.; rondei as patrulhas co...

Cachoeira rumo aos 200 anos

5 de agosto de 2019. Cachoeira atingiu a marca de 199 anos de instalação como município, celebrando com todos os cachoeirenses o seu aniversário. Num 5 de agosto do ano de 1987 também nasceu o Arquivo Histórico do Município de Cachoeira do Sul "Carlos Salzano Vieira da Cunha", instituição que guarda, preserva e disponibiliza os documentos que dão materialidade a uma das histórias mais ricas do nosso estado. Para rememorar, em 5 de agosto de 1820, o Ouvidor Geral, Corregedor e Provedor da Comarca de São Pedro e Santa Catarina, Joaquim Bernardino de Sena Ribeiro da Costa, realizou a solenidade de instalação do município, constando do rito português o erguimento do pelourinho, a eleição dos três primeiros vereadores e o preenchimento dos outros cargos indispensáveis para o funcionamento da nova vila. Naquele dia, os cidadãos da ainda pequena povoação devem ter-se reunido no local em que provavelmente hoje se ergue a Praça José Bonifácio para assistir ao nascimento do quinto...