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Hospital de Caridade

Há 80 anos a comunidade cachoeirense estava empenhada em erguer um segundo prédio para o Hospital de Caridade, uma vez que o primeiro, inaugurado em 1910, já estava acanhado para atender à demanda. Primeiro prédio do Hospital - 1922  - Museu Municipal Para isto, a exemplo do que aconteceu com o primeiro Hospital, contar com o auxílio da comunidade era medida importantíssima e capaz de levantar os recurso necessários para tão importante obra. O jornal O Commercio,  em sua edição do dia 18 de outubro de 1939, alertou os leitores sobre o momento crucial enfrentado pela diretoria da instituição hospitalar e comissão de construção: O Comércio - 18/10/1939 O Hospital de Caridade de Cachoeira atravessa, no momento, a phase mais difficil de sua construcção. Escassos se vão tornando os recursos de que dispõe a directoria para fazer face ao vultoso custo do arremate da obra, do mobiliario e do aparelhamento cirurgico e clinico necessarios. Em veemente appello di...

Árvores frutíferas

Cachoeira do Sul sempre foi reconhecida como uma cidade bem arborizada e muitas são as reservas de verde existentes em seu recinto urbano, como as praças e o Parque Municipal da Cultura, com seu pouco difundido Jardim Botânico. Esta condição tem sido um dos fatores que fazem da cidade um lugar aprazível, especialmente quando as estações mais quentes causam suas ações sobre a vida dos indivíduos, sequiosos por sombras. A manutenção de um viveiro municipal é uma prática governamental que atravessa muitas décadas. Dele saem muitas mudas de ornamentais e frutíferas para reposição nos diferentes recantos da cidade. A prática de aquisição de árvores, quando ainda não havia um setor municipal próprio para a produção e cultivo de mudas, vem de longe. Uma nota de compra guardada dentre os documentos contábeis da Intendência Municipal, datada de 16 de julho de 1909, revela que o intendente Isidoro Neves da Fontoura adquiriu, da Granja Bom Retiro, de Pelotas, enxertos para diversas frutí...

Uma igreja no brasão da cidade

O brasão representativo do Município de Cachoeira do Sul porta em seu escudo, na meia parte superior esquerda, em fundo azul, a silhueta de parte do frontão da Igreja Matriz, hoje Catedral, numa referência mais do que oportuna ao que este templo representa na história local. Matriz eclesiástica de Cachoeira do Sul e testemunha da história da cidade, a Igreja Matriz chega aos 220 anos com o devido reconhecimento de sua importância. Inaugurada em 30 de setembro de 1799, desde então vem acompanhando todos os momentos históricos, fazendo parte deles em diferentes situações. Pela sua relevância, em 20 de janeiro de 1969, a Lei Municipal n.º 1379 considerou-a como monumento histórico. A lei, publicada no Jornal do Povo  do dia 23 de janeiro de 1969, tem o seguinte teor: Jornal do Povo , 23/1/1969, p. 3 Pela lei, foi considerada como "Monumento Histórico do Município de Cachoeira do Sul, a fachada da bicentenária IGREJA MATRIZ DE NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO, em virtude ...

E a revolução se avizinha...

Em 24 de setembro de 1835, antevendo problemas com a ordem e segurança públicas em razão do estouro da Revolução Farroupilha, o Juiz de Paz do Centro oficiou à Câmara Municipal comunicando-a da situação:  Officios = Do Js. de Páz do Centro = 24 de Septembro Corr.e = Que se responda disendo que com magoa recebeo a nuticia que no mesmo dá, porem que muito lhe louva o Zello que tem tomado sobre o bem estar do Municipio e que espera que Continue na serteza de que a Camara o cuadjuvara em tudo que estiver a seu Alcance. Que se fassa Publico por Editais fazendo Constár que no Municipio riscos não há de Ser perturbado; que sem que a Camara espera em Seus habitantes hajao de prestar se com união e obdiencia as Leys e a Authoridades legalm.e constituidas huma vez que o corrão serconstancias que exijão. E por ser dada a hora o Senr" Prezidente levantou a seção E para Constar se lavrou a presente Acta em que assignarão perante mim Manoel Alves Ferrás Junior Secret.º que o escrevÿ Jo...

Armas ofensivas

Em tempos de discussão a respeito do rearmamento do cidadão, interessante se deparar com um edital do século XIX, do ano de 1862, em que a Câmara Municipal da Cidade da Cachoeira declarou  quaes as armas offensivas cujo uzo as autoridades policiaes poderão permittir, e os cazos em que o podem fazer, e para este fim adoptou a resolução seguinte, Artigo 1.º Hé prohibido trazer qualquer arma de fogo, cortante, perfurante ou contundente, excepto bengala e chapeo de Sol; sendo unicamente permittido aos officiaes de officio e carreteiros o uzo dos instrumentos proprios em quanto trabalharem, podendo removelos de um lugar para o outro durante o dia. 2.º As autoridades policiaes poderão conceder licença  1.º  para trazer armas de caça as pessoas insuspeitas e estabelecidas no lugar = 2.º para trazerem qualquer arma as pessoas que andarem em viagem ou nos campos, sendo os impetrantes pessoas de reconhecida probidade. Tanto no primeiro como no segundo cazo porem, se ...

Gregos em Cachoeira

Ainda utilizando a rica documentação da polícia (DP/D-004) do final da década de 1880, acervo do Arquivo Histórico, uma correspondência do delegado de Cachoeira para o de Santa Maria chama a atenção. Trata-se de uma ocorrência envolvendo gregos que andaram aprontando na cidade próximo ao Natal de 1887. Correspondência do delegado de polícia de Cachoeira para o de Santa Maria - 24/12/1887 - DP/D-004 Diz a correspondência: N.º 2 - Delegacia de Policia do Termo da Cachoeira 24 de Dezembro de 1887. - Illmo. Snr. - No dia 21 do corrente, seguio para essa Cidade uns Gregos trabalhadores que comprãm e fabricão tachos de cobre, estando elles nesta cidade na noute de 20 para 21 roubaram dos mesmos um cavallo baio, de dentro de um alambrado e logo que elles d'aqui sahirão o cavallo apareceu em poder de um mulato, cujo mulato diz ter comprado o dito cavallo de seu dono na vespera da sahida d'aqui pela quantia de 20$000 rs. o q. tudo isto parece-me mentira, porque no dia 21 ...

Agência do antigo Banco Pelotense - Patrimônio Histórico do Estado do RS

Sábado último, ao meio-dia, foi festivamente comemorada a colocação da cumeeira no vasto edifício que o Banco Pelotense está mandando construir à Rua 7 de Setembro, esquina da Rua Venâncio Aires. Já começou a colocação das telhas no belo edifício, construído sob a direção do Dr. Santiago Borba que pretende entregá-lo ainda antes do fim do ano.   Com a notícia acima, o jornal O Commercio , de 15 de junho de 1921, à página três, informou aos leitores o andamento das obras do alteroso edifício que o Banco Pelotense estava erguendo na esquina da Rua Sete de Setembro com a então Venâncio Aires, hoje Rua Presidente Vargas, prédio tombado como patrimônio histórico-cultural pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado - IPHAE no último dia 17 de agosto, Dia Nacional e Estadual do Patrimônio. Agência Banrisul - Patrimônio Tombado do Estado do Rio Grande do Sul (17/8/2019) - Foto Renato F. Thomsen Uma das mais admiradas construções da zona urbana de Cachoeira do...