Pular para o conteúdo principal

60 anos do edifício-sede do Clube Comercial

No dia 5 de setembro de 2017 transcorreram os 60 anos da inauguração do edifício que serve de sede ao Clube Comercial, uma das sociedades mais tradicionais de Cachoeira do Sul.

Edifício do Clube Comercial - Rua 7 de Setembro
- foto institucional
A construção da sede própria foi sonho acalentado por gerações de associados, o que começou a se concretizar em 1945, quando um terreno e prédios localizados na Rua Sete de Setembro, esquina General Portinho foram adquiridos do casal Dr. Arthur Frederico Decker e Célia Decker. Em junho de 1949 foi lançada a pedra fundamental do edifício, com projeto desenvolvido pelo desenhista Ervino Brandt. A obra foi executada pela firma construtora Roberto Jagnow & Cia. Ltda., sob a direção técnica do engenheiro Hugo Schreiner.

Planta do edifício do Clube Comercial, projeto de Ervino Brandt
 - Acervo Arquivo Histórico
Símbolo do Clube Comercial
inserido no frontão do prédio 

Os jornais O Comércio e Jornal do Povo noticiaram largamente a movimentação local em torno das solenidades inaugurais da nova sede, marcadas para 5 de setembro de 1957:

As festividades inaugurais da nova sede do Clube Comercial. Sessão solene oficial amanhã, às 20 hs. - Banquete - Grandes bailes, dizia O Comércio, edição de 4/9/1957, p. 1.


O Comércio , edição de 4/9/1957 - Acervo de Imprensa do Arquivo Histórico

Acontecimento auspicioso para Cachoeira do Sul. Imponente e Magestosa inaugura-se a nova sede social do Clube Comercial - Fruto grandioso da tenacidade, trabalho profícuo e denôdo de seus dirigentes e associados, publicou o Jornal do Povo em sua edição de 7 de setembro de 1957, p. 4, com sequência na seguinte:



Engalana-se a sociedade cachoeirense ao ensejo da festa inaugural da nova sede do CLUBE COMERCIAL. Acontecimento faustuoso de elevada significação dos anais sociais da Princesa do Jacuí - Vibram os associados comercialinos por tão grato ensejo - A programação.




O discurso inaugural foi pronunciado pelo Dr. Mário Godoy Ilha, escolhido por sua condição de mais antigo presidente vivo da sociedade. O presidente à época, Edwino Schneider, encontrava-se em excursão pela Europa. Os vice-presidentes eram Mário F. Ghignatti (1.º) e Dr. Ângelo da Cunha Carlos (2.º).

Dr. Mário Godoy Ilha - fototeca Museu Municipal

Há 60 anos o imponente prédio do Clube Comercial domina tradicional esquina da Rua Sete de Setembro. Ponto de encontro da sociedade cachoeirense por muitos anos, o endereço viveu dias de glória e encantamento, servindo suas dependências e artístico salão como cenários para momentos inesquecíveis.

Inventariado como patrimônio histórico-cultural, o prédio mantém características únicas no cenário urbano, refletindo tendências arquitetônicas próprias do final da década de 1950, início da de 1960, quando a estética da moda era a modernista, tendo Brasília como inspiração.

MR

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Colégio Estadual Diva Costa Fachin: a primeira escola de área inaugurada no Brasil

No dia 1.º de outubro de 1971, Cachoeira do Sul recebeu autoridades nacionais, estaduais e regionais para inaugurar a primeira escola de área do Rio Grande do Sul e que foi também a primeira do gênero a ter a obra concluída no Brasil. Trata-se do Colégio Estadual Diva Costa Fachin, modelo implantado com recursos do Programa de Expansão e Melhoria do Ensino Médio - PREMEM, instituído pelo Decreto n.º 63.914, de 26/12/1968.  Colégio Estadual Diva Costa Fachin - Google Earth A maior autoridade educacional presente àquela solenidade foi Jarbas Passarinho, Ministro da Educação, acompanhado por Euclides Triches, governador, e pelos secretários de Educação, Coronel Mauro Costa Rodrigues, de Interior e Justiça, Octávio Germano, das Obras Públicas, Jorge Englert, e da Fazenda, José Hipólito Campos, além de representantes do Senado, de outros ministérios, estados e municípios.  Edições do Jornal do Povo noticiando a inauguração da escola (30/9/1971 e 3/10/1971, p. 1) Recepcionados na Ponte do Fa

Cachoeira do Sul e seu rico patrimônio histórico-cultural

A história de Cachoeira do Sul, rica e longeva, afinal são 202 anos desde a sua emancipação político-administrativa, legou-nos um conjunto de bens que hoje são vistos como patrimônio histórico-cultural. Muito há ainda de testemunhos desta história que merecem a atenção pelo que representam como marcas dos diferentes ciclos históricos. Mas felizmente a comunidade e suas autoridades, desde 1981, pela criação do Conselho Municipal do Patrimônio Histórico-Cultural - COMPAHC, têm reconhecido e protegido muitas destas marcas históricas. Antes da existência do COMPAHC muitos e significativos bens foram perdidos, pois o município não dispunha de mecanismos nem legislação protetiva, tampouco de levantamento de seu patrimônio histórico-cultural. Assim, o Mercado Público, em 1957, e a Estação Ferroviária, em 1975, foram duas das maiores perdas, sendo estes dois bens seguidamente citados como omissões do poder público e da própria comunidade. Sempre importante lembrar que por ocasião do anúncio da

O açoriano que instalou a Vila Nova de São João da Cachoeira

O que pouca gente sabe é que a autoridade máxima que procedeu à instalação da Vila Nova de São João da Cachoeira era açoriano de nascimento.  Trata-se do Ouvidor Geral, Corregedor e Provedor da Comarca de São Pedro e Santa Catarina Joaquim Bernardino de Senna Ribeiro da Costa, autoridade constituída que veio à Freguesia de Nossa Senhora da Conceição para instalar a Vila Nova de São João da Cachoeira no dia 5 de agosto de 1820. Naquele ato, providenciou na abertura dos livros da Câmara, conduziu a escolha e a posse dos três primeiros vereadores e mandou levantar o pelourinho, símbolo da autonomia político-administrativa, segundo a legislação portuguesa. Abertura do Livro 1.º da Câmara, feita por Joaquim B. de Senna Ribeiro da Costa em 3/8/1820  - CM/OF/TA-008 - foto Cristianno Caetano Deste homem pouca coisa se sabe. Natural dos Açores, tinha sido juiz de fora da Ilha Graciosa, em 1803. Era casado com Inácia Emília de Castro Borges Leal, tendo dois filhos: José e Joaquim José.  No mesmo