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Um livro para o centenário de Cachoeira

Em 1920, ano do primeiro centenário da instalação do município, uma das pretendidas formas de comemorar vinha do conhecido pesquisador Aurélio Porto, filho de Cachoeira e por muitos anos residente e atuante na vida local. O jornal O Commercio , de 28 de julho de 1920, traz a seguinte notícia: Centenário de Cachoeira.- Esteve na capital o coronel Aurelio Porto, obtendo os ultimos dados, no Archivo e outras repartições publicas, para a terminação de um livro de sua lavra sobre historia e geographia deste municipio. Essa incumbencia foi commettida ao coronel Aurelio, pela commissão central do centenario desta cidade, a ser commemorado em 12 de outubro vindouro. A obra, que conterá de 250 a 300 paginas, será illustrada, com retratos dos vultos de maior destaque da historia cachoeirense, abordando, em minucioso estudo, todas as phases da evolução historica deste municipio, desde as mais remotas noticias de sua fundação, em 1735. A obra pretendida por Aurélio Porto para come...

A inauguração da Estação Rodoviária

Com apreensão a comunidade cachoeirense recebeu a notícia de encerramento das atividades da Estação Rodoviária de Cachoeira do Sul, cujas instalações próprias foram inauguradas em 1976, constituindo-se, à época, uma grande e celebrada conquista. Notícia da inauguração - JP, 26/2/1976, p. 1 O Jornal do Povo  do dia 26 de fevereiro de 1976 estampou em sua primeira página a notícia: Nova rodoviária inaugura hoje como velho desafio que Cachoeira atende. A partir das 10 horas de hoje, Cachoeira do Sul passará a contar com nova estação rodoviária, onde o requinte anda de par até mesmo com as necessidades futuras dos usuários. E quando o município atende um desafio de muitos anos, dentro das prioridades comunitárias e destes três anos de progresso da administração Pedro Germano, o terminal rodoviário lá está para retratar dois fatos incontestes: o trabalho de anos do concessionário Arno Radünz (e esposa Judith Heloísa Engler Radünz) e o esmero que Augusto de Lima - Arquitet...

Auxiliares de Comércio 1940

Vez ou outra doações de documentos despertam curiosidades que levam a interessantes achados. Na semana que corre, duas páginas que integravam um álbum de formatura foram doadas ao Arquivo Histórico, e despertaram a atenção quando passaram por análise: Capa do álbum de diplomandas de 1940 Uma das páginas corresponde à capa do álbum de diplomandas de 1940 do curso de Auxiliares de Comércio do Instituto de Ensino Comercial "Roque Gonzalez", de Cachoeira. Abaixo, a fotografia do prédio do Colégio Imaculada Conceição. Como assim? A formatura era do Roque e a foto do Imaculada??? Um dos recursos para desvendar situações como esta é recorrer ao histórico das instituições para verificar se há informação a respeito ou buscar na imprensa da época notícia correspondente. Como o Arquivo Histórico dispõe de acervo de jornais, buscou-se os exemplares do Jornal do Povo e do O Comércio do ano de 1940. Desvendado o mistério. No O Comércio , consta o seguinte, edição do dia ...

Gafanhotos!

As últimas notícias que dão conta de uma imensa nuvem de gafanhotos que se aproxima do Rio Grande do Sul tem posto em alvoroço as autoridades e a população. Em época de pandemia e de economia combalida, tudo o que não poderia acontecer é uma destruição massiva das culturas que estão em nossos campos. Nuvens de gafanhotos não são acontecimentos inéditos, embora menos comuns nos dias de hoje. Há relatos nos jornais e documentação no Arquivo sobre sucessivos ataques e os meios utilizados para conter a sanha destrutiva destes insetos. O Comércio de 23 de setembro de 1906, em sua primeira página, traz a seguinte notícia: Jornal O Commercio, 26/9/1906, p. 1 Extincção dos gafanhotos Por intermedio das intendencias municipaes, a Estação Agronomica do Estado tem distribuido um folheto em portuguez, italiano e allemão, contendo instrucções sobre a extincção dos gafanhotos, as quaes se reduzem ao seguinte: Desova. - Na época da desova convém espantar os gafanhotos, afim de ...

Análise das águas do rio Jacuí e do arroio Amorim

Em 1911, respondendo a um ofício da Intendência Municipal de Cachoeira, a Diretoria de Higiene do Estado do Rio Grande do Sul apresentou o resultado da análise de quatro garrafas de água retiradas do rio Jacuí e do arroio Amorim: Ofício de resposta da Diretoria de Higiene - IM/HA/SA/Ofícios - 3/8/1911 Pelas amostras encaminhadas para o laboratório da Diretoria de Higiene, as águas apresentavam as seguintes características:  Rio Jacuí                                                                                           Arroio Amorim Resíduo fixo a + 110º por litro - 0,115                                              ...

A chegada do telefone

O telefone, aparelho inventado por Graham Bell em 1876, chegou a Cachoeira no ano de 1904, quando aqui se instalou a empresa de Emilio Guardiola, denominada Telephone Commercial. Ainda era uma operação bem rudimentar, se comparada com o avanço que a telefonia atingiu nos últimos tempos, especialmente no que se refere a telefones móveis, impensáveis no começo do século XX. Aqueles eram tempos em que o máximo de modernidade estava atrelada à telefonia fixa, comandada por uma telefonista, a quem os usuários solicitavam a operação de localizar, chamar o número pretendido e estabelecer a ligação. Os aparelhos da época, último lançamento, tinham o formato de castiçal e eram acionados por uma manivela, acessando a telefonista que completava a ligação. O processo às vezes era demorado e regularmente apresentava falhas devido a problemas operacionais. Telefone tipo castiçal, modelo 1904 - Pinterest Em abril daquele ano, o empreendedor Emilio Guardiola esteve na cidade para dar iníci...

Uma escola noturna

No ano de Cachoeira do Sul bicentenária, sempre oportuno relembrar páginas do passado, de onde podem ser extraídas lições e exemplos. Coincidentemente os tempos são de pandemia, momento em que se vê brotarem ações de solidariedade que pareciam andar rareando. E a página que será aberta aqui hoje rememora iniciativa de gênese duplamente significativa, pois propiciou ensino aos sedentos por conhecimento, estendendo braço para parcela desvalida da população da Cachoeira do final dos anos 1920, início dos 1930, constituindo-se em verdadeiro exemplo de solidariedade. Em 1928, o intendente de Cachoeira, José Carlos Barbosa, autorizou o auxílio de um conto e 200 mil réis à direção da Escola Noturna da União de Moços Católicos em parcelas mensais de 100 mil réis, desde que a matrícula excedesse a 25 alunos. Como a escola era gratuita, a subvenção municipal foi determinante para a entidade seguir ofertando ensino aos necessitados: Autorização de subvenção municipal - 29/11/1928 - IM/CM/...