sexta-feira, 9 de agosto de 2019 | By: Arquivo Histórico de Cachoeira do Sul

Escravas em arruaça

Na época da Câmara Municipal, mais precisamente no final da década de 1880, o Delegado de Polícia do Termo da Cachoeira contratava cidadãos para exercerem o papel de polícia particular. A atribuição destes cidadãos era, pois, a de zelar pela segurança e ordem pública, reportando ao delegado toda e qualquer ocorrência que verificassem em suas rondas. Outra atribuição deles era a de verificar o estado da iluminação pública que, à época, era feita por lampiões acendidos e apagados diariamente por um encarregado especial, o acendedor de lampiões.

Uma "parte", que era assim o nome do documento emitido pelo encarregado de prestar contas da ronda ao delegado de polícia, emitida em 20 de novembro de 1887, relatou um acontecimento interessante:

DP/D-004 

Quartel da Policia Particular em Cachoeira, 20 de Novembro de 1887.

Parte:

Illm.º Sr.º

Fiz a ronda nas principaes ruas da cidade, até ás 12 horas da noite e confórme as ordens de V.S.; rondei as patrulhas compostas das praças Bento, e Victorino; Muniz e Galdino; Crescencio e Joaquim; Olimpio e Luiz Strell que achavam-se postadas em seus respectivos districtos, as quaes deram-me parte de não ter havido novidade durante o serviço das mesmas, exceptuando a patrulha Muniz e Galdino que apitando soccorro acudi logo ao lugar donde partio o apito, rua General Portinho, e ahi efectuou-se a prisão de Maria, escrava do Sr.º Barão de Kalden e de Marcellino de tal, por offensas a moral, e fiz recolher ambos á cadeia, a ordem de V.S.
Ás 8h 1/2 horas da noite mais ou menos, foram por mim presas: a preta Jacintha, escrava de D. Anna Pereira, e a parda Joaquina, fragrante, por crime de furto de farinha na padaria do Sr.º Antonio Domingos, e immediatamente fiz recolher ambas á cadeia a ordem de V.S., e cujo furto acompanha esta. A illuminação publica na rua Sete e travessas esteve bôa, a da rua do Imperador foi aceza ás 10 1/2 horas.

Deus Guarde a V.S.
Illm.º Sr.º Hilario José de Barcellos, Muito Digno Delegado de Policia deste Termo.
O sargento da policia particular,
Antero Marcellino da Silva

(DP/D-004)

O documento nos mostra como eram as rotinas envolvendo a ordem e a segurança pública da Cidade da Cachoeira em 1887. Dá o nome do delegado de polícia, Hilário José de Barcellos, descendente de tradicionais famílias cachoeirenses, informa os nomes das escravas envolvidas e seus donos, um deles o conhecido Barão de Kalden. Fornece também o nome do proprietário de uma das padarias da cidade, alvo do furto flagrado pelos agentes particulares.

O Barão de Kalden foi administrador da Colônia Santo Ângelo (de imigrantes alemães) e vereador da Câmara Municipal. Outro dado interessante fornecido pelo documento se refere aos nomes das ruas. A citação da Rua General Portinho, cuja lei de denominação ainda não foi localizada, permite saber que em 1887, ou seja, um ano depois da morte do general, aquela via já era assim batizada. A outra rua, a do Imperador, corresponde hoje à Rua 15 de Novembro. A antiga denominação vigorou enquanto o Brasil foi império, adotando o atual nome após a proclamação da República que se deu em 15 de novembro de 1889.

Mais uma vez a constatação é da riqueza de informações que um único documento pode conter. Por tudo isto, fica fácil ao leitor perceber o valor histórico que ele encerra e a importância que manter instituições como o Arquivo Histórico tem para o conhecimento do nosso passado.

MR
segunda-feira, 5 de agosto de 2019 | By: Arquivo Histórico de Cachoeira do Sul

Cachoeira rumo aos 200 anos

5 de agosto de 2019. Cachoeira atingiu a marca de 199 anos de instalação como município, celebrando com todos os cachoeirenses o seu aniversário. Num 5 de agosto do ano de 1987 também nasceu o Arquivo Histórico do Município de Cachoeira do Sul "Carlos Salzano Vieira da Cunha", instituição que guarda, preserva e disponibiliza os documentos que dão materialidade a uma das histórias mais ricas do nosso estado.

Para rememorar, em 5 de agosto de 1820, o Ouvidor Geral, Corregedor e Provedor da Comarca de São Pedro e Santa Catarina, Joaquim Bernardino de Sena Ribeiro da Costa, realizou a solenidade de instalação do município, constando do rito português o erguimento do pelourinho, a eleição dos três primeiros vereadores e o preenchimento dos outros cargos indispensáveis para o funcionamento da nova vila. Naquele dia, os cidadãos da ainda pequena povoação devem ter-se reunido no local em que provavelmente hoje se ergue a Praça José Bonifácio para assistir ao nascimento do quinto município do Rio Grande do Sul de então: a Vila Nova de São João da Cachoeira. As assinaturas daqueles que o podiam fazer constam do Livro 1.º da Câmara, um dos mais preciosos documentos da nossa história. 

CM/OF/TA-008 - capa


Registro da instalação do município e assinaturas dos presentes
- CM/OF/TA-008
Parabéns, Cachoeira do Sul! Rumo aos 200 anos!
Parabéns, Arquivo Histórico! Tua messe é preservar os documentos da nossa história político-administrativa, dando materialidade e consistência aos fatos que constituíram a trajetória do quinto município mais antigo do Rio Grande do Sul!

MR
sexta-feira, 26 de julho de 2019 | By: Arquivo Histórico de Cachoeira do Sul

Praça de Santo Antônio

Em edição do dia 29 de julho de 1949, o Jornal do Povo noticiou que a Câmara de Vereadores tinha tomado uma atitude louvável: a da abertura de crédito para aquisição de um terreno para nele dispor a Praça de Santo Antônio.

Praça Floriano Neves da Fontoura
- Cartão-postal de 1959
- Fototeca Museu Municipal

Dizia a matéria:
Praça de Santo Antônio
Si existem atitudes que correspondam a um elogio, destaca-se, sobremodo, a uma das últimas resoluções da Câmara Municipal, em sua Lei n.º 70, que abriu um crédito para a compra de um imóvel onde vai ser construida a Praça de Santo Antônio.

O Sr. Prefeito Municipal e os nobres vereadores, com essa resolução, pagaram de vez, essa grande divida para com a cidade de Cachoeira, cujos habitantes desde há muitos anos desejavam ver essa idéia concretizada.

Nada mais justo se nos parece. Por isso, queremos deixar nestas linhas o agradecimento de uma coletividade que em breve será beneficiada com êsse grande e indispensável melhoramento.

Quanto ao mais, corre por conta de Santo Antônio, que não pediu, mas inspirou.

A Lei Municipal n.º 70, publicada no Jornal do Povo de 19 de julho de 1949, na ementa diz:  Autoriza a aquisição de imóvel e abre crédito especial. Pela lei, o prefeito Liberato Salzano Vieira da Cunha ficava autorizado a adquirir de João Gomes Fialho e de Lídia Fialho Pereira, pelo preço de Cr$ 189.600,00 (Cento e oitenta e nove mil e seiscentos cruzeiros), um terreno para a construção de uma praça, sito no Bairro Fialho* e medindo 88 mts. de fundos por 52 mts. em cada uma das frentes, que entestam, respectivamente, com as ruas Ernesto Alves** e Virgilio Abreu.


Lei Municipal n.º 70, de 19/7/1949 - Jornal do Povo
A Praça de Santo Antônio recebeu o nome de Praça Floriano Neves da Fontoura somente depois de três anos, pelo Decreto n.º 175, de 18 de agosto de 1952, quando era prefeito Virgilino Jayme Zinn. No artigo 1.º da lei, consta:

Art. 1.º - Fica denominada, a contar desta data, Praça Floriano Neves da Fontoura a praça construída no largo fronteiro à Igreja Santo Antônio, no Bairro Fialho.

Floriano Neves da Fontoura
- patrono da Praça de Santo Antônio
- JP de 26/4/1942, p. 6

Consta na justificativa de denominação da praça o seguinte: Considerando que Floriano Neves da Fontoura tornou-se, em vida, merecedor do respeito e admiração dos seus conterrâneos pelos seus raros predicados de patriotismo, honradez e dedicação ao trabalho; 
Considerando que, como um dos fundadores da União Central de Orizicultores e como deputado a Assembleia Legislativa do Estado, foi incansável batalhador da classe orizícola rio-grandense; 
Considerando que, pelos serviços prestados à coletividade, o nome de Floriano Neves da Fontoura, ainda hoje, é pronunciado com respeito e a mais elevada admiração;
Considerando, finalmente, que cabe ao governo do Município reverenciar a memória dos homens que, em vida, se destacaram no conceito público, pelos serviços prestados, resolve decretar a denominação Praça Floriano Neves da Fontoura.

Floriano Neves da Fontoura era irmão do Dr. João Neves da Fontoura e filho do Cel. Isidoro Neves da Fontoura, um dos mais tradicionais nomes da política cachoeirense.

A Praça Floriano Neves da Fontoura foi redescoberta pela comunidade cachoeirense a partir do projeto Praça Viva, do Curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal de Santa Maria - Campus Cachoeira do Sul. O Praça Viva, segundo os organizadores, é um evento de ocupação temporária, de vivência coletiva e de revitalização das relações junto à Praça Santo Antônio, com o intuito de gerar um novo olhar de possibilidades para o espaço público, a fim de que ele deixe de ser apenas lugar de passagem e passe a integrar o dia a dia da comunidade, de forma que os cidadãos sintam-se parte integrante, dependente e agente transformador das cidades.

Cartaz do Projeto Praça Viva - CAU-UFSM

Esta postagem atende às diversas solicitações de dados históricos sobre ruas e praças da cidade.

*Bairro Fialho: antiga denominação do Bairro Santo Antônio.
**Rua Ernesto Alves: erroneamente colocada na matéria. O correto é Ernesto Barros.

MR
sábado, 20 de julho de 2019 | By: Arquivo Histórico de Cachoeira do Sul

A grande fuga para a lua

Há 50 anos, no dia 21 de julho de 1969, o homem pisava pela primeira vez na lua. Naquele tempo, poucos foram os que tiveram a oportunidade de assistir à proeza através da televisão, recurso ainda não disponível em todos os lares brasileiros. Assim, nos dias que se seguiram ao feito, jornais e rádios difundiram a nova e alimentaram as discussões.

Em Cachoeira, o Jornal do Povo foi portador da notícia em sua edição do dia seguinte, 22 de julho. Na primeira página, um quadro dá destaque ao feito:


Capa do JP de 22/7/1969
Registro histórico - JP de 22/7/1969, p. 1
Intitulada Registro histórico, a nota diz:

Registro Histórico. 
Ao primeiro minuto do dia de ontem, 21 de julho, de 1969, o homem pôs, pela primeira vez na História, o pé na Lua. O fato deve-se ao avanço da Técnica e da Ciência dos Estados Unidos da América, o herói chama-se Neil Armstrong, seguido de seu companheiro do Apolo 11, Edwin Aldrin, que fêz o mesmo, instantes após Armstrong, enquanto Michael Collins, piloto da nave-mãe, fazia evoluções em torno do satélite da Terra.

Registro da chegada do homem à lua - Google

A notícia, prontamente difundida, dá a dimensão do quanto há 50 anos já era possível um jornal do interior divulgar entre os seus leitores um acontecimento internacional de um dia atrás. Quantos envolvidos na replicação do acontecimento numa malha de comunicação extremamente intrincada e dependente de agências de notícias.

Interessante destacar que na página seguinte o Pe. Ernesto Botton, pároco da Igreja Matriz, publicou um artigo intitulado A grande fuga para a lua. No correr do artigo, o padre celebra a chegada do homem à lua como um feito gigantesco. E analisa:

Talvez a poucos ocorra classificar êsse feito como a mais espetacular fuga dos homens. Os homens costumam fugir daquilo que os aborrece, daquilo que os envergonha. Certamente esta vida aqui na terra aborrece e envergonha os homens que não conseguem torná-la pacífica, digna, humana. Indo à lua ou ficando simplesmente na terra a vida dos homens é cada dia mais desumana.

Cinquenta anos depois, cessadas as missões espaciais espetaculosas, muito movidas à época pela guerra fria, usando o raciocínio do Padre Ernesto Botton, o homem ainda não conseguiu fugir de seu desumano mundo.

Marca da bota do astronauta na lua - G1

MR
 

sexta-feira, 12 de julho de 2019 | By: Arquivo Histórico de Cachoeira do Sul

Folha de pagamento

Vez ou outra a rica documentação preservada pelo Arquivo Histórico permite que a compreensão de quem a manuseia extrapole a simples informação expressa em seu conteúdo. A finalidade de emissão do documento foi uma, mas os seus desdobramentos podem ser muitos.

Uma nota de despesa com o serviço de canalização das águas pluviais executado na Rua 15 de Novembro em sua extensão, de forma a cobrir as esquinas das Ruas 7 de Abril (atual Dr. Milan Kras), 24 de Maio (atual Dr. Sílvio Scopel), Andrade Neves e General Portinho, possibilita o conhecimento dos nomes dos onze trabalhadores que aguardavam da Intendência Municipal o pagamento de seus honorários. Além de prestar-se aos arquivos das finanças da Intendência, justificando a despesa, a Folha de Pagamento do Pessoal do Calçamento resgata os trabalhadores do anonimato e revela o tipo de serviço que executaram, além de estabelecer, pelo valor despendido, o grau de importância atribuído às diferentes tarefas.

Folha de pagamento -  exercício de 1928 - IM/RP/SF/DD - Caixa 13

São eles: Erotildes Lopes, Julio Rosa e Gentil Simeão, pedreiros, pagos em 14 mil réis ao dia; Chrispim Chaves, Turibio Ferreira, Pedro Rios e João Manoel, cujas diárias de trabalho custaram 6 mil réis; Emiliano Cavalheiro e Albertino Pereira, também diaristas, porém pagos em 5.500 réis o dia; Vicente Granado, carroceiro, pago em 8 mil réis, e Evaristo Thomaz, que recebeu 9 mil réis por cada um dos seis metros de areia que forneceu às obras. O montante da folha de pagamento resultou em 1:607$250 réis, ou seja, um conto, seiscentos e sete mil e duzentos e cinquenta réis.

Outro dado demonstrado pelo documento, o que se revela em carimbos dos setores por onde circulou dentro da Intendência, é a morosidade do pagamento, ou seja, o tanto de tempo que esses trabalhadores levaram para receber seus honorários. O serviço foi executado em fevereiro de 1928, porém somente em 17 de abril foi quitado.

Uma simples folha de pagamento pode ser muito mais elucidativa do que se imagina, pois sobre ela muitos olhares podem ser lançados e a muitas descobertas pode encaminhar!

MR
sexta-feira, 5 de julho de 2019 | By: Arquivo Histórico de Cachoeira do Sul

Retomada do Projeto de Pesquisa Evolução Histórica da Configuração Urbana de Cachoeira do Sul - AH/CAU-UFSM-CS


Foram retomados os trabalhos de identificação, classificação e ordenamento do acervo de plantas arquitetônicas existentes no Arquivo Histórico, trabalho desenvolvido numa parceria estabelecida com o Curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal de Santa Maria, campus Cachoeira do Sul, e coordenado pela Mestre Letícia de Castro Gabriel.

O Projeto de Pesquisa Evolução Histórica da Configuração Urbana de Cachoeira do Sul vinha sendo desenvolvido pelos acadêmicos Gustavo Streck Severo, Andreza Micaela Oliveira Nunes e Schayane Dias Pereira desde meados de 2016. Em 2017, quando o Arquivo Histórico completou 30 anos, o trabalho foi apresentado para a comunidade, sendo aclamado como uma excelente iniciativa.

Na presente etapa, os trabalhos já estão sendo realizados pelas acadêmicas Lorena Costa Colares, Júlia Stochero Buriol e Lucieli Rode, que receberam orientações preliminares dos antecessores Gustavo Streck Severo e Schayane Dias Pereira no trabalho de metodologia de organização do acervo cartográfico e arquitetônico do Arquivo Histórico, sempre sob a coordenação da Mestre Letícia Gabriel. 

Após a conclusão dos trabalhos, os pesquisadores terão acesso facilitado a plantas e projetos arquitetônicos, sendo também abertas possibilidades para que trabalhos acadêmicos possam ser desenvolvidos a partir do material organizado e até mesmo favorecendo a compreensão do desenvolvimento urbano experimentado por Cachoeira do Sul sob o ponto de vista do acervo disponível.

Ms. Letícia de Castro Gabriel e os acadêmicos Schayane Dias Pereira e Gustavo Streck Severo

Ms. Letícia de C. Gabriel e Gustavo S. Severo orientando as novas participantes do Projeto
O Arquivo Histórico agradece à Ms. Letícia de Castro Gabriel por dar sequência à organização deste importante acervo, reconhecendo a excelência da dedicação mostrada por Gustavo, Schayane e Andreza e a boa vontade e interesse da Lorena, da Júlia e da Lucieli, a quem caberá a conclusão de tão importante e significativa parceria.

Lucieli, Lorena e Júlia orientadas por Gustavo S. Severo

MR
sexta-feira, 28 de junho de 2019 | By: Arquivo Histórico de Cachoeira do Sul

Jornal do Povo - 90 anos

No dia 29 de junho de 1929, nasceu aquele que já entrou para a história como o mais longevo jornal cachoeirense: o Jornal do Povo. No entanto, a primeira edição saiu um dia depois da fundação, ou seja, em 30 de junho. Segundo a história, um pequeno contratempo impediu que o número 1 fosse à lume no dia 29, adiando em algumas horas que os fundadores Virgílio de Abreu e Mário Godoy Ilha vissem circular o primeiro JP, de seis páginas, e que trazia como manchete Successão presidencial, referindo a rápida passagem do Dr. Oswaldo Aranha por Cachoeira. Eram tempos em que Cachoeira recebia as mais diferentes lideranças da política estadual e nacional em razão da importância da figura de Borges de Medeiros, então recolhido à sua estância do Irapuazinho.

Edição n.º 1 do Jornal do Povo - 30/6/1929
- Acervo de Imprensa do Arquivo Histórico

O Jornal do Povo pertencia à Cachoeira Graphica Limitada, sociedade de quotas integralizadas por vários cidadãos que apoiavam a iniciativa dos fundadores. Suas edições eram bissemanais, ou seja, circulavam nas quartas-feiras e domingos, muito em razão do tipo de composição, que era manual, e impressão feita em máquina plana, aprontando duas páginas por vez.

Cabeçalho da 1.ª edição do JP - 30/6/1929 - Acervo de Imprensa do Arquivo Histórico

Em 1.º de outubro de 1944, o jornal foi adquirido pela firma Manoel Carvalho Portella & Cia. Ltda., integrada por Portella e Liberato Salzano Vieira da Cunha. Naquele mesmo ano, o irmão de Liberato, Paulo Salzano Vieira da Cunha, ingressou no Jornal do Povo. A partir de 1950, Liberato passou a dirigir sozinho a firma, época em que a circulação do jornal passou a ser diária.

Com a morte de Liberato Salzano Vieira da Cunha, em abril de 1957, a empresa foi adquirida por seu irmão Paulo que deu novos rumos ao Jornal do Povo.

O Jornal do Povo chega aos 90 anos sob a direção de quatro dos seis filhos do Chefe Paulo, como ele era carinhosamente chamado. Além da circulação impressa diária, o JP chega aos seus milhares de leitores também na forma digital, mantendo o compromisso da informação e da interação permanente com as questões que envolvem a comunidade de Cachoeira do Sul, como bem deixou expresso em seu primeiro editorial:

JORNAL DO POVO - não no sentido demagogico, mas no de pugnar incessantemente por seus legitimos intereses dentro da ordem, da fraternidade e da concordia, olhos fitos, especialmente, no desenvolvimento economico e, em geral, nos multiplos interesses da vida municipal, dos quaes depende o bem estar da população.

Parabéns, JP! O Arquivo Histórico orgulha-se em disponibilizar sua coleção à comunidade.

MR