segunda-feira, 21 de dezembro de 2015 | By: Arquivo Histórico de Cachoeira do Sul

Mensagem de Boas Festas

Cartão natalino da equipe do Arquivo Histórico
- Arte: Neiva Köhler

Que em 2016 nossas boas ações perdurem,
deixando registros para a posteridade.
São os votos da Equipe do Arquivo Histórico.

Dezembro/2015
sexta-feira, 18 de dezembro de 2015 | By: Arquivo Histórico de Cachoeira do Sul

Mazelas do Passado

Cumpre-me levar ao conhecimento de VV. S.S.ªs. que aparecendo um caso de bexigas em um menino, e convindo evitar que se deseinvolva a epedimia, e em vista do Art.º 116 das posturas Municipaes, resolvi esolar o bexigento, allugando p.ª isso a chacara de D. Senhorinha de Carvalho Ilha, justando tambem uma peçôa p.ª ajudar a cuidar no enfermo, e allugando a M.el Homem d'Oliveira carroças p.ª transporta o bexigento, trastes e viveres, e obrigando-me a que o medico fosse vêr o enfermo as vezes necessarias, e fornecendo remedios, dieta, e alimentos para as pessôas que forão cuidar no menino. De combinação com o Illm.º Sr. Presidente desta Camara fiz dar e dei estas providencias, e espero que esta Illm.ª Camara tomando na consideração que lhe parecer justa, mando saptisfazer aos interessados em tempo opportuno, o que communicarei a esta Illm.ª Camara.
Deos Guarde a VVSS.ªs
Delegacia de Policia do Termo da Cachoeira
21 de Maio de 1874

Ofício de 21/5/1874
CM/S/SE/CR - Caixa 11
Esta correspondência do Delegado de Polícia, Hilario José de Barcellos, nos remete a uma questão de saúde pública e que envolvia uma doença assustadora no século XIX, responsável por epidemias e muitas mortes: a bexiga, mais conhecida hoje como varíola.
A varíola é uma doença infecto-contagiosa que assolou e assombrou a humanidade por milhares de anos, sendo considerada erradicada pela Organização Mundial de Saúde desde o final da década de 1970 em razão da única forma de controle possível, a vacinação.
Em 2015 as autoridades brasileiras têm se deparado com um grande desafio que, a exemplo da dor de cabeça que a varíola dava às autoridades do século XIX, o mosquito Aedes Aegypti tem provocado como transmissor de três doenças: a dengue, a febre Chikungunya e o vírus Zika
Guardados a evolução científica e o número de recursos que hoje estão à disposição da medicina, o panorama social verificado em 1874 não difere muito do que se encontra em 2015. Se no século XIX a luta contra a bexiga só tinha chances de ser vencida com o isolamento do paciente, ainda que com parcos recursos materiais e profissionais, no século XXI o desafio é aprimorar a educação no Brasil, especialmente no manejo e cuidado com os ambientes em que as pessoas vivem. O Aedes Aegypti encontra espaço para proliferação livre porque as pessoas não são educadas para manterem os ambientes em que vivem sem os agentes criatórios do mosquito.
Bexiga ou zika, não importa o nome da mazela que nos atinja. O que é preciso é encontrar fórmulas que mantenham estas mazelas no passado.

MR
quinta-feira, 10 de dezembro de 2015 | By: Arquivo Histórico de Cachoeira do Sul

Jornal O Correio Rumo a Uma Nova Era

O Arquivo Histórico é o depositário das coleções dos jornais cachoeirenses e fonte de consulta das notícias veiculadas na nossa imprensa desde 1900, ano em que teve início a publicação do semanário O Commercio, órgão que registrou o cotidiano local durante 66 anos. Oferece também alguns exemplares do jornal Rio Grande, menos conhecido por ter circulado por período mais curto, entre 1904 e 1915, e do Jornal do Povo, fundado em 1929, diário que já atinge 86 anos de circulação ininterrupta.
O mais jovem dos jornais que estão depositados no Acervo de Imprensa do Arquivo Histórico, o O Correio, com circulação desde 1992, é o primeiro a mudar o formato, abandonando a mídia impressa para circular somente em ambiente virtual. É uma nova era que se impõe à imprensa e que já tinha sido adotada pelos dois jornais diários da cidade, o Jornal do Povo e o próprio O Correio, concomitantemente à publicação em meio físico. 
Ainda que o universo da WEB seja cada vez mais habitado, é de se lamentar a não impressão de um jornal que ensejava consultas e pesquisas entre os frequentadores do Arquivo Histórico, embora a capacidade de acompanhar o dia a dia da cidade não se esgote pelo caráter de instantaneidade que o meio digital permite e pela facilidade de acesso, já que os leitores podem buscar os conteúdos de onde estiverem apenas com um clique no link www.ocorreio.com.br

Um pouco da história de O Correio

O primeiro exemplar, a chamada edição de número zero do então Correio Popular, de 22 de março de 1992, dizia que teria linha editorial independente, sem submissões de qualquer espécie e nem concessões a fatores estranhos à melhor qualidade do jornalismo. O fato social, político, econômico será analisado segundo os rigorosos limites de isenção a plano ético, apanágio do bom jornalismo. (...) Lutaremos pelos desígnios de progresso da comunidade cachoeirense, incentivando todas as iniciativas, partam de onde partirem, no sentido do engrandecimento desta terra. Este será nosso rumo agora e no futuro. É a nossa promessa. À época da fundação era o diretor geral o Dr. Pedro Germano.



Edição número zero do jornal Correio Popular - 22/3/1992
- Acervo de Imprensa do Arquivo Histórico
Em novembro de 1997 o jornal trocou de nome, passando a se chamar O Correio. Por esta época também começava a investir em mais cores na impressão.

Primeira edição com o novo nome: O Correio - 15-16/11/1997
- Acervo de Imprensa do Arquivo Histórico
E, finalmente, na última edição do mês de novembro de 2015, O Correio anunciou aos assinantes e leitores que passaria a investir em Inovação, notícia em tempo real e com acesso gratuito. Esse é o novo perfil do jornal O CORREIO a partir de agora, que passa da versão impressa para ONLINE (www.ocorreio.com.br), com as notícias ao alcance da mão, a qualquer tempo, em qualquer lugar. Sejam bem-vindos a esse novo jeito de ler jornal! 
Viramos a página, diz a manchete da última edição impressa, pondo fim a uma sequência de 23 anos de circulação.


Última edição impressa de O Correio - 28-29/11/2015
- Acervo de Imprensa do Arquivo Histórico
O Correio e seus exemplares já históricos
- Acervo de Imprensa do Arquivo Histórico

As máquinas de impressão de O Correio cessaram sua azáfama diária, mas o ambiente virtual seguirá abastecendo a comunidade das informações que registram o cotidiano, das indagações que permeiam o mundo e dos desafios que a comunicação em seus mais diversos meios e formatos enfrenta numa sociedade que, mais do que tudo, quer acompanhar instantaneamente a evolução do seu meio e do mundo que a cerca.
Ao Arquivo Histórico, na condição de guardião da memória jornalística de Cachoeira do Sul, caberá seguir oferecendo aos seus usuários e pesquisadores a oportunidade de "virarem as páginas" do jornal O Correio. Literalmente!

MR