terça-feira, 22 de outubro de 2013 | By: Arquivo Histórico de Cachoeira do Sul

Professora Cândida Fortes Brandão

Outubro é o mês em que incide o dia de comemoração da nobre profissão de professor.
E falar da história da educação e consequentemente dos professores que desempenharam esta importante missão, impossível não recordar a figura da professora Cândida Fortes Brandão.
Farta é a documentação que refere o período de atuação da professora Cândida no acervo do Arquivo Histórico. Dentre estes documentos encontra-se uma carta enviada por ela ao Intendente Municipal, Dr. Balthazar de Bem, comunicando ter assumido as funções de diretora do recém-instalado Colégio Elementar Antônio Vicente da Fontoura, a mais antiga escola pública de Cachoeira e até hoje formadora de cidadãos.
O documento data de 27 de março de 1915.
Transcrevemos um dos trechos da carta, revelador da veia literária da professora Cândida:

Esperando que vos digneis prestar, sempre que fôr mister, o vosso valioso concurso a esta instituição, sem cogitar de quem a dirige e nella collabora, d'antemão vos agradeço quanto pela mesma fizerdes, que será unicamente em beneficio do Povo. (Ass.) Candida Fortes Brandão Professora normalista.

Carta de próprio punho de Cândida F. Brandão - documento avulso



segunda-feira, 14 de outubro de 2013 | By: Arquivo Histórico de Cachoeira do Sul

Panorama da Educação X Trabalho do Professor

A educação no Rio Grande do Sul foi das mais tardias no Brasil. As longas lutas pelo estabelecimento de fronteiras que os riograndenses enfrentaram, relegaram a segundo plano investimentos em infraestrutura e principalmente em educação.
Em Cachoeira, a instituição da primeira aula pública data de 1821, mas o funcionamento efetivo ainda demoraria alguns anos.
A Câmara Municipal da Vila Nova de São João da Cachoeira nomeava regularmente comissões para inspecionar o andamento de serviços, dentre estes, a instrução pública.

CM/Grupo 2: Comissões/
Série A: Inspeção e Melhoramentos/Subsérie 2: Pareceres
Em 1833, a inspeção da comissão revelou que a Vila estava provida de uma aula de primeiras letras pelo método lencastriano, exercida pelo professor Manoel Alves Ribeiro, com 63 alunos, e número maior não podia atender devido às condições da casa onde funcionava. Apesar do professor cumprir com seus encargos, a comissão apontou a necessidade de uma "escola de gramática da Língua Nacional", ressaltando que o salário que lhe era pago, de 450.000 réis, deveria ser aumentado para 600.000, "não só porque aquele ordenado é diminuto na proporção de comodidades da vida, como a decência de seu exercício, e ainda mais por se achar onerado ao pagamento das casas cuja despesa deve ser suprida pela Fazenda Pública."
Outro documento produzido pela inspeção, datado de 10 de abril de 1878, dá uma excelente visão do andamento das lições ministradas aos alunos, então divididos em duas aulas públicas: uma do sexo masculino e outra do sexo feminino.

Câmara Municipal/Grupo 2: Comissões/
Série A: Inspeção e Melhoramentos/Subsérie 2: Pareceres

A aula pública do sexo masculino era regida pelo professor José Affonso Taborda e, no dia da inspeção, contava com 56 alunos, sendo 14 faltantes. A aula foi encontrada em ordem, sendo porém a sala bastante acanhada para o número de alunos e sem o necessário asseio "devido ao estado ruinoso da casa". O professor estava à procura de outra casa que melhor pudesse acomodar a aula. Dentre as carências, a comissão apontou a falta de papel para escrever. Nas matérias desenvolvidas, notou adiantamento dos alunos em doutrina, leitura em prosa e verso e aritmética. Em escrita, análise gramatical e geografia os alunos demonstraram atraso.
A aula pública do sexo feminino era regida pela professora D. Maria Luiza e ocupava uma sala com boas acomodações. A comissão assistiu à lição, observando que as alunas estavam adiantadas em escrituração, geografia da Província e leitura de verso, e pouco atrasadas em aritmética, análise gramatical e leitura de prosa, sendo que nesta "deixaram de ler com a virgulação necessária."
Como se depreende dos documentos encontrados, a escola pública há muito enfrenta problemas da mesma natureza, confirmando que o professor, mesmo desvalorizado, é o grande herói desta história.

Parabéns, professor, pelo transcurso de seu dia!


segunda-feira, 7 de outubro de 2013 | By: Arquivo Histórico de Cachoeira do Sul

Palestra: Criação literária - Assis Brasil

O Arquivo Histórico, associando-se às atividades da 29.ª Feira do Livro de Cachoeira do Sul, convida os interessados para participarem da palestra "Criação Literária", com o Secretário de Estado da Cultura, o escritor Luiz Antônio de Assis Brasil.