sexta-feira, 17 de maio de 2013 | By: Arquivo Histórico de Cachoeira do Sul

Histórias do tempo da escravatura

No último dia 13 de maio transcorreram os 124 anos da abolição da escravatura, oficializando o fim de um período triste da história do país. 
Em Cachoeira, segundo o historiador Aurélio Porto, a libertação dos escravos já vinha sendo feita de forma sistemática, de modo que em 1889 a população cativa estava bastante reduzida.
Há no acervo documental do Arquivo Histórico muitas provas do período escravagista, como a carta de venda da escrava Maria, datada de 6 de fevereiro de 1814, que remonta ao tempo em que ainda Cachoeira era uma freguesia subordinada a Rio Pardo. 
A escrava Maria, de nação Benguela, tinha treze anos e foi vendida por Floriano Joze Severo ao Vigário da  Freguesia de Nossa Senhora da Conceição da Cachoeira, Ignacio Francisco Xavier dos Santos, pela quantia de 179.200 réis.
Como se vê, escravos eram bens adquiridos por qualquer cidadão, inclusive os do clero.

Documento avulso - Justiça



sábado, 4 de maio de 2013 | By: Arquivo Histórico de Cachoeira do Sul

A iluminação pública e o acendedor de lampiões

Iluminar as vias públicas era tarefa trabalhosa antes do advento da eletricidade e um profissional era muito importante nessa atividade: o acendedor de lampiões.
Quando a noite caía sobre Cachoeira, aqui também esse profissional entrava em cena, produzindo o milagre de clarear um pouco as ruas escuras, distribuindo pelos postes existentes a chama que servia de guia para os transeuntes que se aventuravam em passeios noturnos.
Em 1881, a Câmara Municipal, responsável pela administração, organização e disciplinamento da vida na cidade da Cachoeira, recebeu do governo da Província a doação de 40 lampiões e os respectivos pertences: duas latas de conduzir querosene, que era o combustível utilizado; dois funis e duas escadas.

Acendedor de lampiões com escada e querosene
- imagem: www.revistadehistoria.com.br
A fim de desempenhar sua importante função, o acendedor saía pelas ruas carregando a escada e o querosene. Sua rotina era percorrer as ruas, dirigindo-se aos lampiões de forma a acendê-los um a um. O serviço começava ao entardecer e somente era concluído já com noite alta. No outro dia, ao amanhecer, lá se ia o acendedor de lampiões conferir se havia algum poste que conservava a chama do lampião acesa, apagando-a. 
A profissão de acendedor de lampiões faz parte do passado, como tantas outras que cederam ao avanço da tecnologia, mas ainda podem ser dimensionadas em sua importância graças aos documentos e registros históricos que delas ficaram.
Lampião à esquerda do Paço Municipal
- fototeca do Museu Municipal
Lampião em prédio da Rua Sete de Setembro
- fototeca do Museu Municipal
Documento do acervo do Arquivo Histórico
- CM/S/SE/CR-007