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Segurança - uma ânsia de todos os tempos

As questões de segurança, embora pareçam ser um problema moderno, sempre estiveram no topo das preocupações dos cidadãos cachoeirenses. Ao tempo do início da povoação, ainda no século XVIII, dentre outras, a ameaça de ataques dos índios selvagens, chamados pelos padres de infiéis, atemorizava as famílias dos primeiros moradores.  No primeiro livro de assentos de óbitos da Diocese de Cachoeira do Sul há registros de mortes provocadas por ataques de índios, como o caso ocorrido em 9 de setembro de 1796, quando foram atacados e  desgraçadamente mortos pelos infiéis tupis  Maria Pedroza, viúva de 70 anos aproximadamente, a filha Luzia Garcia, viúva, e os netos Roza, solteira, e os menores Felippe, de 10 anos, e Joanna, sete anos. Como se vê, aqueles eram tempos de vida selvagem e abandono à própria sorte... Houve períodos de revoluções, especialmente a Guerra dos Farrapos, quando por diversas vezes a vila foi tomada ora por legalistas, ora por farroupilhas. O medo an...

Dr. João Neves da Fontoura - 130 anos

Há 130 anos, nascia em Cachoeira João Neves da Fontoura, filho de Isidoro Neves da Fontoura e de Adalgisa Godoy da Fontoura, um dos vultos mais ilustres e importantes desta terra. Dr. João Neves da Fontoura - Fototeca Museu Municipal Em 16 de novembro de 1927, por ocasião de seu 40.º aniversário, João Neves foi alvo de homenagens. A notícia que ocupou a primeira página do jornal O Commercio , edição de 23 de novembro, dá mostras do quão importante já era o jovem político, cuja trajetória futura o consagraria ainda mais.  Dr. João Neves da Fontoura O nosso illustre amigo dr. João Neves da Fontoura, "leader" da maioria republicana da Assembléa e candidato á vice-presidencia do Estado, recebeu, por motivo do seu anniversario natalicio, a seguinte carta de congratulações que lhe enviou o dr. Borges de Medeiros, eminente presidente do Estado e chefe do Partido Republicano Rio-Grandense. "Porto Alegre, 16 de novembro de 1927. - Prezado amigo dr. João Neves ...

Uma cápsula para daqui um século

As comemorações do centenário de criação do 3.º Batalhão de Engenharia de Combate de Cachoeira do Sul, inicialmente sediado em São Gabriel e instalado em Cachoeira em 1924, foram determinantes para que uma cápsula do tempo, assentada no dia 2 de abril de 1922, fosse localizada sob a pedra fundamental do quartel. A abertura do artefato fez emergir do passado muito da história daquele dia, com a grata surpresa do achado de exemplares raros de jornais, como A Palavra , de Fábio Leitão, casualmente falecido no dia 10 de novembro de 1924, no Barro Vermelho, em episódio histórico que envolveu este mesmo batalhão. Militares que localizaram a cápsula de 1922 - Foto Jornal do Povo No dia 10 de novembro de 2017, coroando as comemorações que se desenrolaram ao longo de todo ano, aconteceu a inauguração do monumento que marca os 100 anos da corporação (projetado pelo arquiteto Osni Schroeder), quando outra cápsula do tempo ocupou o lugar da primeira, desta vez portando para daqui um séc...

Um cemitério para a Vila

Até meados da primeira metade do século XIX era prática corrente em todo o Brasil enterrar os mortos dentro das igrejas e cabia aos padres a tarefa de registrar nos livros correspondentes os assentos de batismos, casamentos e óbitos dos fiéis, bem como providenciar os sepultamentos. Na Vila Nova de São João da Cachoeira não era diferente e, apesar dos incômodos, especialmente o mau cheiro dos corpos em decomposição na estrutura mal vedada das paredes da Igreja Matriz, as autoridades nada faziam para solucionar a prática. Até que em 4 de outubro de 1827, o cirurgião-mor do Império, Gaspar Francisco Gonçalves, fez um alerta em sessão dos vereadores, prevenindo-os da urgente necessidade da construção de um cemitério fora da vila. Em seu pronunciamento, Gaspar Francisco Gonçalves foi contundente, afirmando que sepultar os mortos dentro da igreja consistia em causa pestífera assaz capaz de infeccionar uma grossa cidade, quanto mais uma vila tão pequena, como se prova pelas grandes ...

A pereira da Miséria

O jornal O Commercio , edição de 21 de dezembro de 1910, talvez imbuído do espírito natalino, publicou uma lenda húngara, na verdade uma parábola que tenta explicar a miséria no mundo. Eis o texto: ===== A pereira da Miséria ===== Em um logar denominado Vico, existia uma mulher, chamada Miséria, que esmolava de porta em porta, e parecia tão velha como o peccado original. A mulher Miséria habitava em companhia de um cão, chamado Tarro, em um immundo casebre, sem moveis, tendo um bastão e uma saccola sempre vazia. É verdade que tinha tambem um pequeno quintal, com uma unica arvore, uma pereira tão formoza que não tinha rival, a não ser no paraizo terrestre. O unico prazer que neste mundo tinha Miséria era comer os fructos de sua pereira, mas, desgraçadamente, os rapazes lhe roubavam alguns. Quando ella sahia a pedir, Tarro a acompanhava, menos no outomno, que ficava elle para guardar a casa e a pereira, porém com grande sentimento, pois a velha e o cão se amavam com amôr ...

Arquivo Histórico registrado na XII Semana de Museus de Franca

Foi com satisfação que a equipe do Arquivo Histórico recebeu a publicação Museus e histórias controversas: dizer o indizível em museus , resultado de uma reflexão proposta pelo Instituto Brasileiro de Museus - IBRAM sobre "quais as histórias que nossos museus estão contando? Como eles colaboram para a construção ou para o questionamento das versões oficiais dos grupos dominantes? Quais outras histórias precisam ser lembradas? Como trabalhar na expografia o confronto entre lembranças e esquecimento?"   Capa da publicação de Franca - SP Uma das histórias retratadas na publicação, que contém outros onze textos, traz a vida de um personagem que se ligou a Cachoeira, mais especificamente ao comando da Guarda Nacional. Trata-se de José Pinheiro de Ulhoa Cintra, natural de Jacuí, Minas Gerais, e que foi coronel da República Rio-Grandense. A pesquisa, assinada por Sônia Regina Belato de Freitas Lelis e Walter Antônio Marques Lelis, foi publicada com o título Mineiros na Gu...

Encontrada a cápsula do tempo do 3.º BECmb

Na manhã do dia 6 de outubro de 2017, soldados do 3.º Batalhão de Engenharia e Combate de Cachoeira do Sul fizeram o passado emergir da terra quando localizaram a cápsula do tempo que foi depositada sob a pedra fundamental dos quartéis, festivamente lançada em 2 de abril de 1922. Naquele dia 2 de abril, estiveram em Cachoeira o Ministro da Guerra, João Pandiá Calógeras, General Cândido Rondon, chefe da Diretoria de Engenharia do Exército, outros oficiais e representantes da Companhia Construtora de Santos, empresa executora das obras. João Pandiá Calógeras - Ministro da Guerra Cândido Rondon - Diretor de Engenharia do Exército Recebidas pelo intendente Aníbal Loureiro, as autoridades foram levadas para conhecerem o terreno em que se assentariam os quartéis, cedidos pela Intendência ao Ministério da Guerra depois de terem sido adquiridos por compra a Virgílio Carvalho de Abreu e Virgilino Carvalho Bernardes. Intendente Annibal Loureiro O jornal  O Commercio , ...