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Jornal do Povo - 90 anos

No dia 29 de junho de 1929, nasceu aquele que já entrou para a história como o mais longevo jornal cachoeirense: o Jornal do Povo . No entanto, a primeira edição saiu um dia depois da fundação, ou seja, em 30 de junho. Segundo a história, um pequeno contratempo impediu que o número 1 fosse à lume no dia 29, adiando em algumas horas que os fundadores Virgílio de Abreu e Mário Godoy Ilha vissem circular o primeiro JP, de seis páginas, e que trazia como manchete Successão presidencial , referindo a rápida passagem do Dr. Oswaldo Aranha por Cachoeira. Eram tempos em que Cachoeira recebia as mais diferentes lideranças da política estadual e nacional em razão da importância da figura de Borges de Medeiros, então recolhido à sua estância do Irapuazinho. Edição n.º 1 do Jornal do Povo - 30/6/1929 - Acervo de Imprensa do Arquivo Histórico O Jornal do Povo pertencia à Cachoeira Graphica Limitada, sociedade de quotas integralizadas por vários cidadãos que apoiavam a iniciativa dos fund...

A Barragem do Capané

Depois dos recentes desastres envolvendo barragens de mineradoras em Minas Gerais, causadores de destruição e morte, a atenção dos cachoeirenses se voltou para a septuagenária Barragem do Capané. As perguntas que passam pela cabeça de todos remetem à dúvida sobre a estabilidade da barragem e sobre os efeitos que uma possível ruptura do maciço ocasionariam à cidade. Enquanto isto, por precaução, o Instituto Rio-Grandense do Arroz - IRGA, responsável pela administração e manutenção da barragem, tomou as medidas emergenciais cabíveis. Barragem do Capané - Foto Robispierre Giuliani A história da Barragem do Capané teve começo quando foi vislumbrada a possibilidade de, ampliando a área irrigável, também impulsionar o cultivo de arroz nas terras de Cachoeira do Sul, município com tradição na cultura arrozeira. A construção da barragem possibilitaria a irrigação de uma maior porção de terras aproveitando o manancial do Arroio Capané de onde, aliás, provém o nome da barragem. Localizad...

Estádio Municipal

Em 4 de junho de 1939, o Jornal do Povo  trouxe notícia sobre as obras de construção do Estádio Municipal. Junho de 2019, o octogenário Estádio Joaquim Vidal também está em obras, mais uma tentativa de modernizá-lo, adequando-o às práticas e exigências desportivas correntes. Assim ficaram informados os cachoeirenses amantes do esporte naquele 4 de junho de 1939: Jornal do Povo , 4/6/1939 Vida desportiva Em vias de conclusão as obras de enleivamento do campo Até o dia 15 dêste mês, possivelmente, estarão terminados os trabalhos - Movimentam-se os círculos desportivos em tôrno da preparação das "equipes" Muito tem prejudicado o "foot-ball" cachoeirense a demora no aprontamento do Estádio Municipal. Os trabalhos, entretanto, não tiveram andamento mais rápido devido a circunstâncias plenamente justificadas e inelutaveis. As condições do novo campo, porém, compensarão por completo tão longa espera. Teremos, como já afirmamos, uma das melhores p...

Instituto Estadual de Educação João Neves da Fontoura - 90 anos

O mês de maio de 2019 está marcado por um momento significativo na história da educação de Cachoeira do Sul. No dia 22, o Instituto Estadual de Educação João Neves da Fontoura chegou aos seus 90 anos carregando, neste transcurso de tempo, desafios, dificuldades e conquistas. Muitas crianças e jovens passaram por seus bancos escolares, assim como professores e servidores dedicados à desafiadora tarefa educativa. A história do João Neves, como popularmente é chamado aquele importante educandário, tem vínculos enormes com seu patrono. Em 1929, quando a instituição foi criada com o nome de Escola Complementar, o Dr. João Neves da Fontoura era vice-presidente do estado e há pouco havia concluído uma gestão de grandes obras como intendente de Cachoeira.  Em 1927, ano em que Borges de Medeiros resolveu criar escolas complementares no estado para a formação de alunos-mestres, imediatamente João Neves empenhou-se para que uma destas escolas fosse instalada em Cachoeira, município p...

A Escola e Sua Messe

Em tempos de sonoras discussões a respeito da educação, sobre qual o papel da escola X o da família e sobre reduções de investimentos em área de extrema importância para a qualificação e desenvolvimento do país, vale olhar documentos do passado para perceber neles os sinais de valoração que gerações passadas emprestavam ao ato de ensinar crianças e jovens.  Retrocedamos ao final do século XIX, mais especificamente a 28 de novembro de 1896, época em que os alunos eram submetidos a exames para avaliação de seu desempenho por uma banca geralmente constituída por autoridades reconhecidas do município (o que conferia credibilidade ao exame e ao parecer). Nos exames, orais e escritos, não restava dúvida da qualificação do aluno e, consequentemente, da eficácia do papel do professor.  Cada exame gerava uma ata em que a comissão deixava seu parecer devidamente assinado. Pelos termos do documento, é possível verificar que disciplinas constavam do currículo e quais habilidades ...

Confusão no Cinema!

Os cinemas eram atrações para lá de especiais no começo do século XX. Cachoeira, desde o Teatro Municipal, situado nas proximidades da Praça da Igreja (atual Praça Dr. Balthazar de Bem), já oferecia exibições em 1901 com os antigos cinematógrafos, anos-luz distantes do que se entende por cinema agora, mas não menos atrativos e interessantes. Teatro Municipal - Fototeca do Museu Municipal Dentre as casas de cinema de Cachoeira, uma teve destaque e durabilidade: o Cinema Coliseu Cachoeirense, fundado pelos irmãos Pohlmann, em 1910, com o nome de Cinema Popular. Adquirido em 1912 por Manoel Costa Júnior, trocou o nome para Coliseu Cachoeirense e, nos primeiros dias de maio de 1919, a programação de fitas escolhidas para exibição não agradou muito os frequentadores. Assim relatou o jornal O Commercio  de 7 de maio de 1919: Cinema Coliseu Cachoeirense - Grande Álbum de Cachoeira, de Benjamin Camozato (1922) Coliseu Cachoeirense. - Durante as noites de quarta, quinta e se...

Banco do Brasil - 100 anos em Cachoeira

Desde 5 de maio de 1919 que Cachoeira conta com uma agência do Banco do Brasil. Tal era a importância da cidade que, há 100 anos, considerando o tamanho do país e as cidades concorrentes em desenvolvimento e tamanho, que o Banco do Brasil voltou os interesses para Cachoeira, nela abrindo a sua 42.ª agência.  O jornal O Commercio  do dia 7 de maio de 1919 deu detalhes da inauguração da agência na cidade: Notícia n' O Commercio  - 7/5/1919, p. 2 Banco do Brasil. - Ante-hontem, 5 de Maio, foi inaugurada a agencia bancaria, recentemente creada nesta cidade pelo Banco do Brasil, conceituada instituição de credito que tem a Matriz no Rio de Janeiro. A's duas horas da tarde, com a presença de commerciantes, industrialistas, proprietarios, representantes da autoridade municipal e da imprensa local, bem como de collegas das instituições congeneres locaes, foi servida uma taça de champagne. Em seguida o sr. Celso Galvão, contador da nova agencia, agradeceu o compar...