Pular para o conteúdo principal

A Morte do Comendador

A equipe do Arquivo Histórico teve a grata satisfação de ser brindada com a doação de exemplares da obra A Morte do Comendador. Eleições, Crimes Políticos e Honra (Antonio Vicente da Fontoura, Cachoeira, RS, 1860), autoria de Paulo Roberto Staudt Moreira, José Iran Ribeiro e Miquéias Henrique Mugge.



A doação foi feita pelo professor Paulo Roberto Staudt Moreira, sendo portador o acadêmico de História, e seu aluno, Jackson Freitas. Tanto o professor Paulo quanto o aluno Jackson têm sido pesquisadores do acervo do Arquivo Histórico. No caso de Paulo Roberto Staudt Moreira, o arranjo documental, bem como a cópia do inquérito sobre o crime de que foi vítima o Comendador Antonio Vicente da Fontoura foram rico material disponível no acervo do Arquivo para embasar a obra ofertada. Professor e pesquisador, Paulo Staudt Moreira atua especialmente nas áreas de História e Historiografia Brasileira do período imperial, é titular do Curso de Graduação e do Programa de Pós-Graduação em História da Universidade do Vale do Rio dos Sinos - UNISINOS e historiógrafo do Arquivo Histórico do Rio Grande do Sul. A temática da escravidão é uma de suas especialidades.

Jackson Freitas - portador da doação



Flagrantes da recepção da obra pelas assessoras do Arquivo Histórico

A Morte do Comendador, que  integra a coleção EHILA - Estudos Históricos Latino-Americanos, parceria das editoras Oikos e UNISINOS, trata de uma das mais emblemáticas páginas da história cachoeirense e poder disponibilizá-la para futuros pesquisadores e interessados no assunto enriquece a oferta de subsídios do Arquivo Histórico. A doação e a entrega dos exemplares foi motivo de satisfação para toda a equipe que, grata, faz o devido e justo registro.

(MR)

Comentários

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

O nascimento da Ponte do Fandango

Era prefeito municipal o jovem advogado Liberato Salzano Vieira da Cunha e um dos grandes clamores da Cachoeira do Sul de seu tempo era a construção de uma ponte que transpusesse o Jacuí. Imbuído do objetivo de encontrar solução  para concretização deste anseio, Liberato Salzano embarcou para a capital federal, então a cidade do Rio de Janeiro, para tentar junto à Presidência da República meios de construir a ponte. No retorno da viagem, cheio de entusiasmo, o prefeito, que também era um dos diretores do Jornal do Povo , mereceu foto na primeira página e a manchete: Será Construida a Ponte Sôbre o Rio Jacuí .  Dr. Liberato S. Vieira da Cunha - MMEL Logo abaixo da manchete, a chamada:   Melhoria nas Condições de Navegabilidade no Mesmo Rio - Obtidas Verbas de Duzentos Mil Cruzeiros, Respectivamente Para a Construção de Uma Escola de Artes e Oficios Para as Obras da Casa da Criança Desamparada - Início da Construção das Casas Populares - Departamento de Fomento à ...

Série: Centenário do Château d'Eau - as esculturas

Dentre os muitos aspectos notáveis no Château d'Eau estão as esculturas de ninfas e Netuno. O conjunto escultórico, associado às colunas e outros detalhes que tornam o monumento único e marcante no imaginário e memória de todos, foi executado em Porto Alegre nas famosas oficinas de João Vicente Friedrichs. Château d'Eau - década de 1930 - Acervo Orlando Tischler Uma das ninfas do Château d'Eau - foto César Roos Netuno - foto Robispierre Giuliani Segundo Maria Júlia F. de Marsillac*, filha de João Vicente, com 15 anos o pai foi para a Alemanha estudar e lá se formou na Academia de Arte. Concluído o curso, o pai de João Vicente, Miguel Friedrichs, enviou-lhe uma quantia em dinheiro para que adquirisse material para a oficina que possuía em Porto Alegre. De posse dos recursos, João Vicente aproveitou para frequentar aulas de escultura, mosaico, galvanoplastia** e de adubos químicos, esquecendo de mandar notícias para a família. Com isto, Miguel Friedrichs pediu à polícia alemã...

A Ponte do Passo Geral do Jacuí

O Passo Geral do Jacuí, localizado a 30 km da cidade de Cachoeira do Sul, pela estrada de rodagem e, cerca de 40 km pelo leito do rio Jacuí, foi um dos caminhos de ligação entre Rio Pardo e a Região da Fronteira Oeste e Planalto, em tempos de paz e de Guerra Farroupilha. Terminada a Revolução Farroupilha, com a pacificação de Ponche Verde, a Província, governada por Caxias, volta-se para as obras e a prosperidade do Rio Grande do Sul. Em 8 de abril de 1846, por decreto, é apresentado o projeto para esse desenvolvimento e nele incluída a construção de uma ponte sobre o Passo Geral do Jacuí. Uma obra necessária e vital para agilizar a ligação entre os principais núcleos urbanos, servidos pelo rio Jacuí e a comercialização dos produtos e riquezas entre regiões Leste e Oeste da Província. Sua construção foi contratada pelo empreiteiro Ferminiano Pereira Soares, em 1848, pela quantia de 250 contos de réis, paga em seis prestações e num prazo contratual de cinco anos. (Ferminian...