terça-feira, 13 de março de 2012 | By: Arquivo Histórico de Cachoeira do Sul

A Ponte do Passo Geral do Jacuí

O Passo Geral do Jacuí, localizado a 30 km da cidade de Cachoeira do Sul, pela estrada de rodagem e, cerca de 40 km pelo leito do rio Jacuí, foi um dos caminhos de ligação entre Rio Pardo e a Região da Fronteira Oeste e Planalto, em tempos de paz e de Guerra Farroupilha.
Terminada a Revolução Farroupilha, com a pacificação de Ponche Verde, a Província, governada por Caxias, volta-se para as obras e a prosperidade do Rio Grande do Sul.
Em 8 de abril de 1846, por decreto, é apresentado o projeto para esse desenvolvimento e nele incluída a construção de uma ponte sobre o Passo Geral do Jacuí. Uma obra necessária e vital para agilizar a ligação entre os principais núcleos urbanos, servidos pelo rio Jacuí e a comercialização dos produtos e riquezas entre regiões Leste e Oeste da Província.
Sua construção foi contratada pelo empreiteiro Ferminiano Pereira Soares, em 1848, pela quantia de 250 contos de réis, paga em seis prestações e num prazo contratual de cinco anos. (Ferminiano construíra a "Ponte dos Arcos" sobre o Arroio Dilúvio, na capital da Província, hoje, preservada, com o nome de "Ponte dos Açorianos", no parque de mesmo nome.)
A ponte, apesar de ter iniciada sua construção em janeiro de 1849, somente foi aberta ao trânsito, em novembro de 1871, uma vez que, a cada dois anos, a Província trocava de governo e a obra parava e recomeçava. Sua construção demorou 24 anos.
Em 1876, a administração da Ponte e arrecadação do pedágio foram entregues ao município de Cachoeira do Sul.
Durante a Revolução Federalista, 1893/1895, um dos grupos em conflito, ateou fogo no último vão de madeira para proteger sua retaguarda.
O restante da passarela de madeira se deteriorou com o tempo, um dos pilares caiu... e a Ponte do Jacuí lá está.

Fonte de consulta: Trabalho "A Malfadada Obra", de Alvarino Marques e Livro Copiador do Arquivo Histórico do Município.
Trabalho organizado por Loveli Moreira La-Flôr, assessora técnica do Arquivo Histórico do Município.
Imagens: Méia Albuquerque

6 comentários:

neca disse...

q historia interessante!!!! parabéns!!! temos q divulgar tudo isto ....

Renate Elisabeth Schmidt Aguiar disse...

Show de bola!!!!!
Adorei!!!!

José Francisco Ghignatti Warth disse...

A ponte esta fincada no Rio Jacuí como um marco da história gaúcha. Apesar de deteriorada, seus pilares são firmes, feitos de pura rocha.Passei de barco entre os pilares e atrevo-me a dizer que poderia ser restaurada para passagens de pequenos carros, boiadas, carretas e do povo em geral tal sua robustez. Bem ao lado dela, funciona uma balsa que só para atravessar um carro, cobra 15 reais.Uma bela arquitetura do passado, testemunha das estórias rio-grandenses!
José Francisco Ghignatti Warth
jfgwarth@gmail.com

Arquivo Histórico de Cachoeira do Sul disse...

José Francisco, esta história é mesmo muito interessante. E sobre os pilares, obra do Ferminiano Pereira Soares, os técnicos da época ousaram dizer que não tinham a solidez necessária! Imagina se tivessem!
Obrigada por teu comentário!
Mirian Ritzel, assessora do Arquivo Histórico.

Leonardo Araujo disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Leonardo Araujo disse...

As fotos que mostram a ponte ferroviária não têm relação com a antiga ponte do Império. Os pilares antigos que aparecem eram os primitivos da primeira ponte férrea, e não da Ponte do Império, que dali dista cerca de 300 metros pelo rio.

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