quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015 | By: Arquivo Histórico de Cachoeira do Sul

Iluminação pública

Nestes tempos de dificuldade com os recursos naturais, outrora tidos como inesgotáveis no Brasil, as pessoas de bom senso têm pensado muito a respeito da adoção definitiva do uso sustentável da água e da energia.
Quando recorremos a registros históricos, nos apercebemos do quanto evoluímos em tecnologia para obtenção e distribuição dos recursos. Tal evolução, logicamente, implicou também em disseminação do acesso, crescimento da demanda e esgotamento dos recursos.
Mas como era feita, por exemplo, a iluminação pública de Cachoeira no final do século XIX, quando Thomas Edison já havia inventado a lâmpada elétrica?
Um telegrama de 24 de janeiro de 1881, dois anos após a divulgação da invenção (1879), mostra que as nossas ruas ainda estavam iluminadas a lampiões e que o combustível empregado pelo acendedor era a querosene, devendo em breve ser substituído pela gasolina. Ao final, refere que Quanto ao augmento de lampeões oportunamente se resolverá.

Telegrama - CM/DA/Telegramas/Caixa 3

A eletricidade só teve suas primeiras experiências em Cachoeira a partir de 1901, mas esparsas. Em 1910 a Intendência assinou contrato com a firma Lima & Martins para a instalação elétrica na cidade. Problemas na remessa dos equipamentos e materiais, que vinham da Europa, atrasaram o serviço. Em 1911, a iluminação a querosene ainda era paga pela Intendência e a profissão de acendedor de lampiões ainda estava garantida. O ano seguinte, que seria de avanços no serviço, a energia elétrica passou a ser distribuída muito precariamente pelo Grande Engenho Central, de Aydos, Neves & Cia., localizado à margem do rio Jacuí, e em outubro daquele ano a Usina Elétrica foi finalmente instalada, na esquina da Rua Moron com a atual Dr. Milan Kras.
Entre 1918 e 1919, ou seja, quarenta anos depois da invenção da lâmpada, o serviço prestado pela Usina melhorou, chegando a sua força a 500 cavalos, com fornecimento de energia elétrica, durante o dia, aos estabelecimentos industriais!

2 comentários:

Suzana Saldanha disse...

Quero mais ! Muito bom ! Dificilmente hoje pensamos em viver sem luz elétrica e também não pensamos no que a falta desta devia causar na vida das pessoas.

Mirian Ritzel disse...

Verdade, Suzana! Documentos do passado não são só papéis velhos, são retratos de tempos idos que nos permitem mil reflexões!

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