Pular para o conteúdo principal

Adeus, Osni Schroeder!

Com profundo pesar a equipe do Arquivo Histórico comunica o falecimento do arquiteto Osni Schroeder, um dos grandes defensores da cultura do município e especialmente devotado e reconhecido às ações de difusão da memória histórica empreendidas por nossa instituição.


Osni Schroeder na TV Cachoeira - 15/12/2020


Osni, dentre outras causas, dedicou-se sobremaneira à recuperação da Ponte de Pedra, liderando o movimento de voluntários que a recuperou depois de perda significativa de sua estrutura em 2010. Seu nome está associado a todas as últimas iniciativas de restauro de bens do nosso patrimônio histórico-cultural, como o Paço Municipal, o Château d'Eau, a antiga União de Moços Católicos e, mais recentemente, o Cine-Teatro Coliseu, em cujo trabalho de revitalização a morte veio colhê-lo. Também estava na linha de frente de criação do Museu de Arte Sacra.


Osni (à direita) no dia da inauguração do restauro do Château d'Eau
- 25/3/2017


Osni Schroeder foi um incansável defensor da criação da Secretaria Municipal de Cultura e fazia parte do grupo de ativistas culturais que liderou e editou o livro Cachoeira do Sul #belaquesóela, comemorativo aos 200 anos de instalação do município. No último dia 15, participou do seu lançamento em live na TV Cachoeira, afirmando que se trata de uma obra para marcar os próximos 100 anos. 


Live de lançamento da obra Cachoeira do Sul #belaquesóela
- TV Cachoeira - 15/12/2020


Em sua trajetória profissional, foi liderança municipal, estadual e nacional de seus colegas arquitetos, tendo presidido a Associação Cachoeirense de Amigos da Cultura - Amicus e, recentemente, havia sido eleito vice-presidente do Conselho Municipal do Patrimônio Histórico-Cultural - COMPAHC.

Descanse em paz, Osni Schroeder! Sua trajetória de homem voltado à valorização de sua terra natal e seus bens culturais rendeu os melhores e mais incentivadores frutos. 

MR

Comentários

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

Bar América - plantas no acervo do Arquivo Histórico

A notícia de obras de recuperação e melhoria do Bar América para nele ser instalada a futura Secretaria Municipal da Cultura faz renascer a esperança de ver aquela parte nobre da Praça José Bonifácio revitalizada e, ao mesmo tempo, viabilizar espaço e melhores condições à valiosíssima área cultural do município.  A história do Bar América remonta ao ano de 1943, quando a imprensa noticiou que a Prefeitura Municipal pretendia construir um quiosque-bar na Praça José Bonifácio. Assim noticiou o jornal O Comércio , de 17 de março daquele ano: A Praça José Bonifácio será dotada de um quiosque-bar Faz parte do programa de reforma da cidade, desde o calçamento das principais ruas, a construção de um quiosque-bar na Praça José Bonifácio. De tempos em tempos, o nosso Governo Municipal faz publicar editais de concurrencia publica para a construção e exploração de um bar naquele local, mas estes não apareciam. Agora, foi posta em fóco novamente a questão e apresentou-se um único candidato, que en

Inauguração das Casas Pernambucanas

A notícia veiculada na imprensa de que em breve as Casas Pernambucanas voltarão a abrir as portas em Cachoeira do Sul despertou a curiosidade e o interesse de buscar informações sobre a instalação da primeira filial dessa popular casa comercial na cidade. Vem do Acervo de Imprensa do Arquivo Histórico a resposta. O Commercio , 24/6/1931, p. 1 Folheando as páginas dos jornais O Commercio  e Jornal do Povo  da década de 1930 e partindo da notícia da inauguração da segunda loja das Casas Pernambucanas em Cachoeira, ocorrida em setembro de 1936, uma rápida volta no tempo levou ao dia 8 de julho de 1931: O Commercio, 8/7/1931, p. 1 Casas Pernambucanas. - Com a presença de exmas. sras., senhoritas e cavalheiros, representantes das autoridades do municipio e da imprensa local, foi inaugurada, ás 10 horas da manhã de quarta-feira ultima, no predio da rua Julio de Castilhos n.º 159, a Filial das Casas Pernambucanas, cuja gerencia está a cargo do sr. José Aquino, muito conhecido e relacionado ne

A Ponte do Passo Geral do Jacuí

O Passo Geral do Jacuí, localizado a 30 km da cidade de Cachoeira do Sul, pela estrada de rodagem e, cerca de 40 km pelo leito do rio Jacuí, foi um dos caminhos de ligação entre Rio Pardo e a Região da Fronteira Oeste e Planalto, em tempos de paz e de Guerra Farroupilha. Terminada a Revolução Farroupilha, com a pacificação de Ponche Verde, a Província, governada por Caxias, volta-se para as obras e a prosperidade do Rio Grande do Sul. Em 8 de abril de 1846, por decreto, é apresentado o projeto para esse desenvolvimento e nele incluída a construção de uma ponte sobre o Passo Geral do Jacuí. Uma obra necessária e vital para agilizar a ligação entre os principais núcleos urbanos, servidos pelo rio Jacuí e a comercialização dos produtos e riquezas entre regiões Leste e Oeste da Província. Sua construção foi contratada pelo empreiteiro Ferminiano Pereira Soares, em 1848, pela quantia de 250 contos de réis, paga em seis prestações e num prazo contratual de cinco anos. (Ferminiano co